Arte

Obras de arte: conheça as técnicas

Separamos dicas de pinturas de óleo sobre tela, esculturas e fotografias

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A mais antiga e cara entre as técnicas de pintura é também a mais conhecida – a Mona Lisa é um famoso trabalho a óleo. Pintar significa aplicar com um pincel ou uma espátula pigmentos (substâncias que dão coloração) em forma líquida a uma superfície de tecido ou madeira, por exemplo. Vem daí o costume de utilizar quadro ou tela como sinônimos de pintura. No caso do óleo, os pigmentos são diluídos num solvente, em geral óleo de linhaça ou de papoula, ou ainda na terebintina, uma resina extraída de plantas. A pintura pode fazer uso também da tinta acrílica, esta sintética e solúvel em água, e da têmpera, cujo pigmento é dissolvido num adstringente, em geral clara de ovo ou cola. Gravura. Por tratar-se de uma arte de reprodução, essa linguagem artística acessível e barata é vista como menor. A prática da gravura consiste em criar imagens em matrizes através de incisões e entalhes ou sua fixação em madeira, metal ou pedra por meio de produtos químicos. Há várias técnicas, mas as mais comuns são gravura em metal, litografia e xilogravura, cuja matriz é feita em prancha de madeira. O segredo do seu valor comercial está na tiragem. Quanto menor, mais valiosa. Todo trabalho vem com uma numeração no canto: 22/100 significa que aquela é a peça de número 22 de uma tiragem de 100 edições. Existe também a chamada prova de artista (p.a.), uma edição ainda mais restrita, em média 10% da quantidade de tiragens, quando não peça única, a critério do autor. No jargão popular, quando representa uma figura humana, a escultura costuma ser chamada também de estátua. Como hoje em dia a opção pela arte figurativa é rara, a escultura é associada comumente à arte abstrata, de gosto específico e para muitos difícil de entender. A conseqüência é que a escultura se torna a linguagem mais exigente e particular entre os meios de expressão artística. Seu valor depende igualmente do material de que é feita, a exemplo do mármore, do granito, da madeira, do bronze, entre outros metais, e de quem a assina. Em geral, um exemplar vale tanto quanto pesa – as cifras são tão altas como as das pinturas – e pode ser considerado único com até seis reproduções. Acima disso, as peças ganham o nome de múltiplos, com tiragem ilimitada. Aquarela. A princípio uma rara técnica de desenho, a marca deste delicado trabalho feito sobre papel, de dificílima execução por não permitir retoques, são o forte colorido e a luminosidade. Inicia-se o processo dissolvendo um pigmento de várias cores em água. Versão opaca da aquarela, o guache perde cor conforme se adiciona pigmento branco, muitas vezes deixando transparecer a textura do papel. Desenho. A linguagem é parente da gravura e menos valorizada que a pintura. Por isso mesmo, os desenhos são uma excelente opção para quem quer dar início a uma coleção de arte, pois têm preços mais baixos que os de um óleo sobre tela, por exemplo. As variadas técnicas, em geral executadas sobre papel, também determinam a qualidade e o valor do trabalho. Ele pode ser feito a lápis, como o de crayon, a carvão, a bastão – o de giz, com pigmentos coloridos, chama-se pastel – e com o uso de grafite ou tinta nanquim. Nesta última, a utilização de uma pena de bico muito fino resulta nos tradicionais bicos-de-pena. Fotografia. Embora acessível a qualquer pessoa com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça, a fotografia adquire status de arte quando seu resultado apresenta rigor, criatividade, beleza e uma imagem inusitada. Os registros históricos do século XIX e do início do XX, por exemplo, são os mais valorizados e dificilmente chegam ao mercado. A produção contemporânea, no entanto, conta com boas ofertas em galerias especializadas. Novos métodos, como o processo digital, e infinitas formas de manipular as imagens rendem muitas vezes peças únicas. Mas, assim como a gravura, a fotografia também tem tiragem – quanto menor, mais cara – e seu preço varia de acordo com o tamanho da ampliação. E não esqueça: a foto é quase sempre vendida sem a moldura!

Fonte: VEJA SÃO PAULO