Comportamento

Aplicativo de paquera Tinder vira febre em São Paulo

Com mais de 3 milhões de usuários na cidade, a ferramenta promove de relacionamentos de uma noite só a casamento

Por: Angela Pinho e Mauricio Xavier

ronaldo ciasqui e sabrina mariano tinder
Ronaldo Ciasqui, 32, representante comercial, e Sabrina Mariano, 35, administradora de empresas: conheceram-se em setembro e vão casar em abril (Foto: Lucas Lima)

No romance de realismo fantástico O Amor nos Tempos do Cólera, os jovens Florentino Ariza e Fermina Daza trocam confidências secretas por meio do telégrafo, tecnologia comum na virada do século XIX para o XX. Uma paixão mantida acesa por “51 anos, nove meses e quatro dias”, como descreve o colombiano Gabriel García Márquez. Auxiliados por uma ferramenta que está revolucionando o mercado da azaração, os pombinhos do veloz mundo de hoje não precisam amargar tanto tempo até que sejam abatidos pelas flechas de Cupido. Disponível para smartphones, o aplicativo Tinder usa a geolocalização para unir pessoas em busca de um relacionamento, seja de cinquenta anos, seja de cinquenta minutos.

 

Como num álbum de figurinhas, o usuário percorre perfis daqueles que estão nas redondezas e seleciona quais são de seu interesse. Se é correspondido, uma janela de bate-papo se abre. A administradora de empresas Sabrina Mariano e o representante comercial Ronaldo Ciasqui viveram um amor ao primeiro clique. Os dois baixaram o programa no fim de agosto e, em 15 de setembro, tiveram a primeira conversa pelo celular. Quatro dias depois, encontraram-se no Shopping Vila Olímpia e começaram a namorar ali mesmo. Estão de casamento marcado para 12 de abril. “Quando o conheci, acendeu uma ‘luzinha’, o que era cada vez mais raro na minha vida”, diz Sabrina. “Deletamos o aplicativo juntos, naquele dia.” Caminho idêntico está sendo trilhado pela assistente de fotografia da agência Y&R Carmen Galera e pelo engenheiro Bruno Colbalchini. “Eu o achei bonito nas fotos, vi que tinha gostos parecidos com os meus, como praia, e resolvi clicar no coração”, conta. Em outubro, os dois trocaram mensagens, encontraram-se e desde então estão namorando.

bruno colbalchini e carmen galera tinder
Bruno Colbalchini, 27, engenheiro, e Carmen Galera, 20, assistente de fotografia: namorando há quatro meses (Foto: Fernando Moraes)

Conhecer alguém pela internet não é um mecanismo novo. Em 2011, um levantamento de VEJA SÃO PAULO mostrou que a rede era a forma preferida de fazer contatos para 27% dos solteiros da capital. O novo aplicativo caiu em cheio no gosto desse público. Criado em 2012 em Los Angeles, nos Estados Unidos, o Tinder chegou ao Brasil em julho do ano passado e, segundo a empresa, tem impressionantes 10 milhões de usuários no país. Desses, estima-se que cerca de 3 milhões estejam na cidade de São Paulo. O sucesso é impulsionado pela disseminação dos smartphones. Com eles, a paquera está à palma da mão 24 horas por dia, sete dias por semana.

 

Para fazer o cadastro não demora mais do que trinta segundos. A pessoa entra com seu nome de usuário e senha do Facebook (com isso, o Tinder passa a ter acesso aos dados da página). Para montar o perfil, podem-se usar até seis fotos que já estejam na rede social e inserir uma frase. Em seguida, é escolhido o alvo: homem ou mulher, de que idade e a qual distância está, até 160 quilômetros. Definido isso, o aplicativo disponibiliza um extenso cardápio de perfis com o primeiro nome e a idade. Quem não gosta do que vê aperta um símbolo de X e move a foto para a esquerda. Quem curte clica no coração ou arrasta o perfil para a direita. Se a outra pessoa fizer o mesmo, o sistema avisará os dois — “it’s a match!” (“vocês gostaram um do outro”, numa tradução livre). “No início, o usuário tem a tendência a procurar pretendentes próximos. Depois de um tempo de uso, aumenta o raio, para evitar conhecidos”, diz o professor Gil Giardelli, coordenador do Centro de Inovação e Criatividade da Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Com variações, outros aplicativos que funcionam da mesma maneira vêm ganhando adeptos na esteira do sucesso do Tinder, como Eaí, ParPerfeito e Zoosk. A casa de shows de música sertaneja Wood’s, na Vila Olímpia, desenvolveu uma ferramenta própria: o Matchat. Ele será lançado no fim de abril e funcionará de um jeito muito parecido com o Tinder, mas só poderá ser acessado por quem estiver no local naquele momento. “Vai ser uma brincadeira para que as pessoas interajam, saiam do virtual para o real”, diz um dos sócios do estabelecimento, Rafael Setrak. E o feriado deve impulsionar ainda mais esse ramo de negócios. “Nosso crescimento diário tem sido de 2%, mas esperamos um aumento ainda maior dessa taxa durante os dias do Carnaval, porque muitas pessoas viajam e devem usar o aplicativo para conhecer outras pessoas em lugares diferentes”, diz Rochane Garcia, gerente de marketing do Tinder no Brasil.

 

Juntar casais firmes não é sua única vocação. Nem a mais popular. Do total de usuários, 80% são solteiros de 14 a 35 anos. Grande parte deles está à procura de um relacionamento que não precisa durar mais de uma ou algumas noites. Um sócio vip desse clube é o estudante Caue Gimenes, de 23 anos. Desde que entrou no Tinder, há três meses, ele teve mais de 100 matches. Ainda assim, considera-se seletivo. “Às vezes, passo quarenta meninas até achar uma de que eu goste”, diz. Beleza é um critério eliminatório. “Sempre olho bem o rosto e, se não tiver foto de corpo inteiro, observo o tamanho do braço”, explica. Imagens em cenários como praia ou parque também contam pontos a favor. Em seguida vem o papo. Gimenes chega a falar com mais de dez meninas ao mesmo tempo. Encontrou-se com sete. Ficou com todas, menos uma que apareceu muito diferente da foto — “Inventei uma desculpinha para ir embora” —, mas não continuou se relacionando com nenhuma. “Até gostaria de arrumar uma namorada, mas nunca rolou”, jura, caprichando na lábia.

caue gimenes tinder
Caue Gimenes, 23 anos, estudante: mais de cem matches e sete encontros (Foto: Lucas Lima)

Curiosamente, o aplicativo vem sendo bastante usado em ambientes como baladas e bares, onde a azaração corre solta ao vivo e pessoalmente (ou deveria correr...). “Até alguns anos atrás, o que aproximava os casais era o cigarro. Hoje estão todos no celular”, comenta Agenor Dias, dono do bar Charles Edward, na Vila Nova Conceição, tradicional ponto de paquera na capital. A facilidade de aproximação atualmente surpreende antigos frequentadores da noite. “Na minha juventude, tinha de subir e descer a Rua Augusta ou ir a boates como o Gallery e chamar as meninas para dançar”, lembra o apresentador Otávio Mesquita, de 54 anos e casado há sete. Para o psicólogo Ailton Amélio da Silva, facilitar relacionamentos casuais é a principal vocação dos aplicativos de paquera. “O Tinder é revolucionário para o pessoal que gosta de ficar, porque agora não precisa mais se arrumar, pegar o carro e ir para a balada”, afirma. “As pesquisas mostram que a maioria dos namoros começa com pessoas que ou já se conhecem ou têm amigos em comum”, completa.

Fugir a essa regra é o objetivo da empresária Adriana Moraes, de 36 anos, solteira há seis meses. Proprietária de uma filial da agência de namoros A2 Encontros, no Brooklin, ela incluiu o Tinder no grupo de ferramentas que recomenda a seus clientes para encontrar alguém. Usa o negócio inclusive em proveito próprio, com o objetivo de firmar uma relação estável. Nessa busca, conheceu pessoalmente três interessados. Em todos os casos, seguiu duas regras. A primeira foi perguntar logo o que eles estavam buscando. “Todo mundo está ali para um relacionamento, o problema é que cada um tem uma definição de relacionamento”, justifica. A outra, marcar os encontros em cafeterias, por precaução. Adriana tem repetido a recomendação a outras clientes que a procuram.

 

O surgimento do Tinder modificou a atuação das agências de casamento. Com 22 anos de experiência em arrumar encontros presencialmente, a dona da A2, Cláudya Toledo, tem realizado palestras por todo o país para dar dicas de como usar o smartphone para encontrar um par. Uma das principais é checar informações sobre o pretendente em outras redes sociais. Mas nem sempre as medidas evitam uma roubada. A empresária Renata Costa recentemente conheceu um rapaz pela ferramenta. Conversou com ele e o adicionou ao seu Facebook para obter mais dados. “Eram poucas fotos, mas ótimas”, conta. Marcaram de se encontrar há três semanas em uma festa. Ela não conseguiu identificá-lo em meio à multidão. “Parecia outra pessoa, a foto devia ser de cinco anos atrás”, recorda.

andrea moraes tinder
Andrea Moraes, 36 anos, empresária: mais de 30 matches e três encontros (Foto: Lucas Lima)

Mesmo quando as informações são verdadeiras e atualizadas, há um risco grande de o relacionamento simplesmente não ir para a frente, pelos mais variados motivos. A promotora de eventos Julia Ropero foi uma usuária frenética do Tinder no segundo semestre do ano passado. “Curtia pessoas a toda hora e meu índice de matches era de quase 90%”, gaba-se. “Saí com algumas, mas nada muito sério.” No fim do ano passado, no entanto, apaixonou-se por um rapaz. Ficaram juntos durante o mês de janeiro. O relacionamento, entretanto, não avançou. “Depois do fora que levei, fiquei até com um pouco de raiva do Tinder e pensei em apagá-lo do meu celular”, conta.

julia ropero tinder
Julia Ropero, 28, produtora de eventos: quatro encontros após 66 matches (Foto: Valentina Piras)

A força do aplicativo, portanto, não é garantir relacionamentos estáveis, mas a praticidade de selecionar e dispensar pretendentes entre a grande oferta disponível. “Sou muito tímido, para mim é difícil conversar pessoalmente”, admite o programador digital Arthur de Jesus, que é músico nas horas vagas e se apresenta em bares. “Com o programa, consigo focar pessoas que tenham os mesmos interesses que eu e ainda iniciar um papo pela internet, o que ajuda a me soltar”, completa ele, que saiu com quatro garotas nos últimos meses. Não engatou uma relação séria com nenhuma, mas ainda está em busca daquele amor eterno, como o de Florentino e Fermina.

Arthur de Jesus tinder
Arthur de Jesus, 25, programador digital: quatro encontros e 73 matches (Foto: Lucas Lima)
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  • Italianos

    Vinheria Percussi

    Rua Cônego Eugênio Leite, 523, Pinheiros

    Tel: (11) 3088 4920

    VejaSP
    10 avaliações

    Uma dupla de irmãos toca a casa que é uma das boas referências italianas da cidade. Lamberto Percussi organiza o serviço e a carta de vinhos, e Silvia supervisiona a cozinha. O ótimo bacalhau ao estilo da Itália vem com purê de batata, tomatinhos e manjericão (R$ 93,00). É páreo para o ossobuco com bolinho de risoto salteado (R$ 88,20). O contrasto (R$ 22,80), feito de uma casquinha de chocolate escuro e frutas vermelhas congeladas, recebe calda quente de chocolate branco e derrete na hora.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Franceses

    L'Amitié

    Rua Manuel Guedes, 233, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 5919

    VejaSP
    8 avaliações

    Antigo parceiro do empresário Isaac Azar, do Paris 6, o chef Yann Corderon inaugurou seu bistrô com altas ambições — mas estacionou no patamar regular. O excesso de molho compromete duas pedidas: tanto no carpaccio de lagarto com salada de rúcula, tomate e fatias molengas de parmesão (R$ 39,00) quanto no coelho (R$ 64,00), acompanhado de tagliatelle na manteiga, a mostarda esconde completamente o sabor da carne. No almoço executivo, é possível escolher o menu completo (R$ 53,90) ou combinar uma entrada mais um prato ou a sugestão principal com a sobremesa (R$ 42,90). Para ficar na opção mais saborosa, torça para encontrar a generosa posta de salmão tostadinha nas beiradas acompanhada de espaguete ao pesto seguida de uma bola de sorvete.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Asiáticos

    Tian

    Rua Manuel Guedes, 499, Jardim Europa

    Tel: (11) 2389 9399

    VejaSP
    10 avaliações

    A filosofia do Tian sempre foi o compartilhamento.Comer no endereço de cozinha asiática significa pedir um sem-número de pequenos pratos e dividi-los com os companheiros. Para a refeição se tornar mais confortável, o restaurante— que se mudou da Rua Jerônimo da Veiga para um imóvel maior na Manuel Guedes, em junho— aumentou o tamanho das mesas. Os tampos de 60 por 70 centímetros deram lugar aos de 80 por 80 centímetros. Não há desculpa para não vasculhar o cardápio (que permanece o mesmo) e ir pedindo as boas receitas supervisionadas pela sócia, a tailandesa Marina Pipatpan. O macio polvo cozido em baixa temperatura ganha sabor extra ao passar na grelha com brócolis e picles de rabanete (R$ 39,00). Pedida mais intensa e tão apetitosa quanto, a costelinha suína ao molho de churrasco asiático continua a desgrudar com facilidade do osso (R$ 35,00). Faz a linha picante de leve o curry de pato ao leite de coco, manjericão e lichia (R$ 52,00). A sopa de coco com sagu, chá de jasmim, frutas, gelatina e amêndoa (R$ 23,00) refresca a goela: é geladinha.

    Preços checados em 1° de novembro de 2016.

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  • Bares variados

    Boteco São Bento - Itaim

    Rua Leopoldo Couto De Magalhães Júnior, 480, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3074 4389

    VejaSP
    3 avaliações

    Turmas de engravatados e moças perfumadas adoram o bar. Esse público, que orbita a casa dos 30 anos, costuma lotar o ambiente grandalhão e, em clima de festinha, beber chope Brahma de colarinho espesso (R$ 7,50) ou drinques docinhos. Um deles leva o nome de água de beijar e combina vodca, suco de cranberry e refrigerante de limão (R$ 29,90). Uma das melhores opções da cozinha, a costela bovina no bafo pode vir numa porção com mandioca cozida, farofa e vinagrete (R$ 129,90).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Bottega di Paradisi

    Rua Pirapora, 218, Vila Mariana

    Sem avaliação
  • Opção de tira-gosto fresquinho, lula, polvo e marisco são mergulhados em molho
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  • Lanchonetes

    Lanchonete da Cidade - Cerqueira César

    Alameda Tietê, 110, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3086 3399

    VejaSP
    21 avaliações

    Não é só o ambiente da rede de lanchonetes que tem cara de outros tempos. Aqui, os milk-shakes também guardam um gostinho de antigamente. Eles aparecem em nove versões. O de gianduia (R$ 27,00) leva sorvete de chocolate Diletto e chantili, enquanto o chamado frapê de coco (R$ 25,50), com matéria-prima Rochinha, traz lascas do fruto. O de creme (R$ 22,00) é simples e bom: aos poucos, ele vai se misturando à calda de caramelo da borda. A reverência ao passado para por aí. Os hambúrgueres têm uma pegada mais atual, com discos de carne altos e rosados. Novidade, o chic bombom (R$ 33,00) é montado no pão brioche com queijos fundidos e cebola caramelada.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • O ator irlandês Liam Neeson já foi indicado ao Oscar, em 1994, pela atuação em A Lista de Schindler. De uns anos para cá, já cinquentão, ele mudou o rumo da carreira para virar um herói de fitas de ação. Após alguns filmes lamentáveis, Neeson ressurge neste suspense praticamente todo ambientado dentro de um avião. Surpresa: a trama não cai um minuto e segura a plateia em tensão permanente, ainda que tenha lá seus absurdos. Neeson interpreta Bill Marks, passageiro de um voo de Nova York a Londres, que vive um pesadelo até chegar (e se chegar) ao destino. Visivelmente estressado, Marks bebe muito e até fuma no banheiro da aeronave. Mas seu controle vai mesmo para o espaço quando começa a receber torpedos pelo celular. Um estranho pede que ele deposite uma fortuna em sua conta para não acionar uma bomba em pleno ar. Impondo sua posição de policial federal aéreo, o protagonista se apoia em uma passageira (Julianne Moore) e nas comissárias para que o ajudem a encontrar o sujeito. Embora as ameaças sejam constantes, nenhuma das pessoas a bordo parece suspeita. Conclusão: Marks estaria paranoico? Estreou em 28/2/2014.
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  • É uma pena que esta sensacional fita de terror não tenha sido relançada na mesma época da exposição dedicada a Stanley Kubrick (1928-1999), no MIS. Mesmo assim, trata-se de um dos grandes trabalhos do diretor, aqui comandando uma trama de suspense crescente extraída do livro de Stephen King. Jack Nicholson, em momento exageradamente diabólico, interpreta Jack Torrance, contratado para ser zelador de um grandioso e isolado hotel nas montanhas nevadas durante um rigoroso inverno. Apenas na companhia da mulher (Shelley Duvall) e do filho (Danny Lloyd), o protagonista tenta escrever um livro. Contudo, com o passar dos dias, é tomado por um estranho comportamento. A trama demora um pouco a engrenar, mas a sua volta em cópia restaurada aguça mais a vontade de (re)vê-la. Reestreou em 28/2/2014. Shelley Duvall, Danny Lloyd e Jack Nicholson são os protagonistas da ótima fita de terror O Iluminado. Dirigido em 1980 por Stanley Kubrick e inspirado no livro de Stephen King, o filme será reprisado em cópia restaurada no Center Norte, Central Plaza, Cidade Jardim, Eldorado, Granja Viana, Iguatemi, Market Place, Metrô Boulevard Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tamboré e Villa-Lobos. As sessões ocorrem neste sábado (21/2), neste domingo (22/2) e na quarta (25/2), e os horários variam conforme o complexo. No Villa-Lobos, por exemplo, as projeções são às 23h30 do sábado, às 13h10 do domingo e às 22h20 da quarta. Para os demais cinemas, consulte nossa página em vejasaopaulo.com/cinema.
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  • O que diferencia Justin Bieber — Never Say Never, lançado em fevereiro de 2011, de Justin Bieber’s Believe, o novo documentário musical do cantor canadense? Bieber ficou dois anos mais velho. O diretor ainda é o mesmo e a fórmula de unir show e cenas de bastidores permanece igualzinha. Se antes havia um fator novidade por trazer à tona o talento de Bieber ainda criança, agora se trata de um repeteco para agradar às fãs. Um pouco mais maduro, o artista tenta passar a imagem de bom moço (pelo menos na tela). No palco dos shows em Miami, em 2013, ele exibe o corpo sarado, afinação e gingado. A meninada delira em canções como Lollipop e Boyfriend. E, sim, a manjada Baby está lá, acompanhando os créditos finais. Estreou em 28/2/2014.
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  • Burocrata de uma repartição pública em Mumbai, na Índia, Saajan Fernandes (Irrfan Khan) é um viúvo de poucas palavras e nenhum amigo. Está prestes a se aposentar quando, por um rabisco do destino, sua vida toma novo rumo. Ele recebe por engano uma marmita destinada a outra pessoa e gosta muito da comida. A jovem Ila (Nimrat Kaur), dona de casa e mãe de uma menina que vive infeliz no casamento, está por trás da refeição. Ao perceber o erro, ela se deixa levar pela satisfação provocada no estranho e passa a lhe enviar pratos deliciosos diariamente. Começa, então, uma troca de bilhetes, cada vez mais pessoais. Apoiado em atuações convincentes e narração delicada, esse romance (platônico) indiano trata as relações humanas de forma plausível, embora seu desfecho possa frustrar a plateia. Estreou em 28/2/2014.
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  • Como O Âncora — A Lenda de Ron Burgundy passou batido no Brasil dez anos atrás, a distribuidora, sensatamente, mudou o título original (O Âncora 2) desta comédia. Will Ferrell retoma o personagem do apresentador de TV Ron Burgundy. Após alguns fiascos diante da câmera, ele é demitido em 1979. Perde também a esposa (Christina Applegate), que foi promovida na emissora. Seis meses depois, Burgundy tem a missão de formar uma equipe de repórteres para um novo canal de notícias com informações 24 horas (uma explícita brincadeira com a CNN). E vai atrás de seus parceiros, interpretados por Paul Rudd, Steve Carell e David Koechner. A longa duração atrapalha o ritmo ao esticar as piadas, algumas delas muito sem graça. O roteiro, porém, acerta ao fazer uma crítica ao jornalismo popularesco e, nos minutos finais, há uma avalanche de astros (Will Smith, Marion Cotillard, Jim Carrey, Liam Neeson...) numa sequência hilariante. Estreou em 28/2/2014.
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  • Hayao Miyazaki é o nome mais importante da tradicional animação japonesa. Aos 73 anos, foi pela terceira vez indicado ao Oscar (perdeu para Frozen). O desenho animado traz os belos traços do realizador para acompanhar uma história iniciada após a I Guerra. Começa flagrando o sonho do menino Jiro Horikoshi. Por ser míope, ele não pode ser piloto. Decide, então, seguir o exemplo de seu ídolo, o italiano Caproni, e se tornar um designer de aviões. A história mostra a trajetória do protagonista até a vida adulta — da realização profissional ao reencontro com uma paixão do passado. Bem menos alegórico que os outros filmes de Miyazaki (de A Viagem de Chihiro), Vidas ao Vento tem lançamento apenas na versão original — suas mais de duas horas de duração e os momentos de tristeza e contemplação devem desagradar à criançada. Estreou em 28/2/2014.
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  • Nesta espirituosa comédia, Maria (Rita Blanco) e José (Joaquim de Almeida) são portugueses, mas moram há mais de trinta anos em Paris. Embora tenha um casal de filhos adultos (e muito bem adaptados à França), eles ainda persistem no sonho de voltar para a “terrinha”. Chega, então, uma notícia surpreendente: Maria e José herdaram uma propriedade na região do Douro. Enquanto os amigos comemoram, o patrão de José, que é mestre de obras, faz de tudo para mantê-lo no emprego, incluindo aí mordomias jamais oferecidas. Em registro levemente comovente, recheado de humor e personagens críveis (defendidos por bons atores), a trama resulta num programa descontraído. Estreou em 28/2/2014.
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  • A Metropolitan Opera House, de Nova York, apresenta neste sábado (1º/3/2014), em sessão única, O Príncipe Igor. Quem gosta de música lírica tem a oportunidade de acompanhar a transmissão ao vivo, às 14h, nas salas Anália Franco 7, Jardim Sul 3, Santana Parque 4 e Kinoplex Vila Olímpia 5. São quatro horas e meia de programa, com entrevistas e cenas de bastidores nos intervalos. A ópera foi iniciada pelo compositor russo Alexander Borodin (1833-1887) e terminada após sua morte por Nikolai Rimsky-Korsakov e Alexander Glazunov. Trata-se de uma adaptação de um conto eslavo sobre a campanha do príncipe Igor (papel do baixo-barítono Ildar Abdrazakov) contra invasores. O ingresso custa R$ 60,00.
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  • Formidáveis atuações masculinas passaram batidas no prêmio 
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  • Indicada pela 18ª vez ao Oscar (por Álbum de Família), Meryl Streep ganha uma breve retrospectiva de sua carreira no MIS. São doze importantes longas-metragens protagonizados pela estrela, em cartaz de terça (4/3/2014) a sexta (7/3/2014). A abertura do ciclo se dá, às 15h, com o drama de época A Mulher do Tenente Francês, um trabalho memorável de Meryl, lançado em 1981. Versátil, ela poderá ser vista cantando e dançando no musical Mamma Mia!, com exibição na quarta (5/3), às 20h, e interpretando a sisuda diretora de uma escola resolvendo um caso de pedofilia no drama Dúvida — a projeção está agendada para quinta (6/3), às 16h30.
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  • O ator está em dois papéis totalmente distintos
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  • Até o dia 16 de março serão veiculados clássicos como Clube da Luta, com entrada franca
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  • Em março do ano passado, o Grupo Tiquequê, há catorze anos na estrada, fez sessões lotadas no Sesc Consolação para mostrar as faixas do CD Era uma Vez um Gigante (2012). Agora, a banda formada por Diana Tatit, Bel Tatit, Angelo Mundy e Wem sobe ao palco com a missão de registrar o colorido espetáculo em DVD. A gravação ocorre na apresentação de domingo (21/6). No palco, a talentosa trupe alterna teatro, brincadeiras com a plateia e narração de histórias para exibir versões de clássicos, como A Rosa e o Cravo, baseado na conhecida cantiga popular, e faixas autorais. Entre elas, uma das melhores é a graciosa O Gigante, sobre o dia a dia de um homem enorme. As canções que usam percussão corporal também divertem. A melodia de Quero Começar, por exemplo, é criada com sons de passos, palmas e do contato das mãos com a boca, as pernas e o peito. Apenas no segundo dia, fazem participações especiais a turma do Barbatuques e Paulo Tatit e Sandra Peres, do Palavra Cantada. Dias 20 e 21/6/2015.
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  • O tema de Food: Reflexões sobre a Mãe Terra, Agricultura e Nutrição, no Sesc Pinheiros, está longe de abstrações conceituais, apesar do extenso título. As obras focam a comida. E ponto. É interessante notar como ela aparece de maneiras tão distintas através do olhar de cada um dos dezesseis artistas convidados. No vídeo The Onion, a sérvia Marina Abramovic come uma cebola crua por vinte minutos, com casca e tudo. A expressão de desespero só cresce conforme as mordidas e se contrapõe à monotonia de seu discurso depressivo que acompanha as imagens cheias de lágrimas. O carioca Ernesto Neto encheu de sementes suas conhecidas redes coloridas penduradas, simbolizando a vida. Com base na ideia de que dividir o pão é um sinal de hospitalidade, o romeno Mircea Cantor inverteu essa relação ao acrescentar facas à sua instalação Stranieri. Uma referência ao preconceito enfrentado por seus conterrâneos dos vizinhos europeus. Supermercado, do paulistano Eduardo Srur, reproduz o ambiente de compras. Em um vídeo, o artista surge se lambuzando com pacotes de produtos industrializados. Seu objetivo: criticar os impulsos de consumo. Essa instalação foi selecionada para a próxima edição da mostra, que ocorre em outubro de 2014 na França. Até 4/4/2014.
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  • Adaptada e dirigida por Claudia Schapira, Antígona Recortada — Contos que Cantam sobre Pousopássaros traz o mito grego para os dias atuais. Se no original escrito por Sófocles em 442 a.C. a heroína sofre ao extremo para enterrar com dignidade o irmão, morto na luta contra os tiranos de Tebas, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos transforma esse mote em uma tragédia brasileira ambientada na favela. Roberta Estrela D’Alva e Luaa Gabanini representam garotas da periferia que organizam uma ação contra o extermínio de seus irmãos por representantes do tráfico de drogas. Com influência da spoken word, técnica que se apropria da poesia falada como recurso dramatúrgico, a montagem de pegada hip-hop não prioriza uma discussão ética, e sim o inconformismo diante dos fatos. Para isso, a presença vigorosa de Roberta e Luaa garante a legitimidade de um discurso comum no cinema e até na televisão, mas ainda raro de ser visto no teatro. Estreou em 1º/11/2013. Dia 8/5/2014.
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  • Nove salas recebem espetáculos gratuitos vindos de diferentes países
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  • Criado por Magnu Sousa, Paquera, Maurílio de Oliveira e Chapinha, a roda de samba decidiu adotar a vela como marcador de tempo. Dia 21/5/2016.
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  • Surpresas nas colinas

    Atualizado em: 27.Fev.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO