Crime

O roteiro de horror na Vila Brasilândia

Tarde no shopping com os pais na véspera do crime. Seis tiros disparados, e não cinco. Planos de fugir com 350 reais. Os detalhes da inacreditável história do adolescente que teria executado quatro familiares e cometido suicídio em seguida

Por: Alecsandra Zapparoli e João Batista Jr. - Atualizado em

Chacina na Brasilândia - Capa - Edição 2335
O garoto Marcelinho, de 13 anos, tinha saúde frágil, gostava de armas e contou a dois colegas o desejo de matar a família (Foto: Reprodução)

Sexta-feira, 2 de agosto. Os policiais militares da Grande São Paulo receberam um alerta da corporação sobre ataques que poderiam sofrer por parte de uma organização criminosa. A preocupação era o revide à prisão, na própria sexta, de 24 traficantes, entre eles alguns integrantes do grupo, na região de São Bernardo do Campo e em Campinas. O pedido era para que no fim de semana não usassem uniforme na folga e redobrassem a atenção, inclusive com os parentes.

Chacina na Brasilândia 1 - Capa - Edição 2335
A fachada da residência da Zona Norte, que amanheceu pichada no último dia 9 (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

Domingo, 4 de agosto. Como de costume, o tenente Cesar Augusto Oliveira Bovo veio com a família de Rio Claro para almoçar na casa da mãe, Benedita, de 65 anos, e da irmã, a cabo Andréia Regina Pesseghini, de 36, na Vila Brasilândia. Eles promoveram um churrasco regado a cerveja. Na mesma tarde, Andréia, seu marido, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, e o filho, Marcelinho, de 13, foram ao Shopping D, no Canindé, também na Zona Norte. Retornaram do passeio no fim do dia. Os parentes dela deixaram a casa por volta das 21 horas, quando o sargento se deitou e adormeceu em um colchão estendido na sala. Marcelinho e a mãe foram para a cama do casal, onde dormiam habitualmente. No criado-mudo, havia um inalador e outros remédios. Eles auxiliavam o adolescente, que sofria de fibrose cística e diabetes, a respirar melhor.

Horas depois, segundo os peritos e investigadores ouvidos pela reportagem de VEJA SÃO PAULO, seguiu-se um roteiro horripilante. Marcelinho se levantou, empunhou uma arma Taurus .40, foi até a sala e executou o pai com um tiro no lado esquerdo da nuca. Andréia acordou com o barulho do disparo, seguiu até a sala, ajoelhou-se diante do colchão e levou um tiro na nuca de curta distância. O menino deixou o local, atravessou a garagem e entrou em outra casa, no mesmo terreno. Ali, atirou primeiro na avó e depois na tia-avó. Como esse último corpo foi encontrado com um olho aberto (o outro tinha sido atingido pelo projétil), a polícia acredita que essa vítima tenha acordado com o barulho do primeiro disparo no quarto.

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O vídeo que registra o menino nas proximidades de seu colégio: mochila com uma muda de roupa e 350 reais em dinheiro (Foto: Reprodução)

Segunda-feira, 5 de agosto. À 0h55, Marcelinho deixou a residência com uma mochila e entrou no carro da mãe, um Corsa Classic. “Carregava uma muda de roupa, cinco rolos de papel higiênico e um revólver calibre 32”, conta o delegado Itagiba Franco, chefe da investigação. Também havia dentro da mochila 350 reais. Com o dinheiro, o adolescente pretendia fugir, como relatou a mais de um amigo ouvido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme o depoimento de um dos jovens na semana passada, Marcelinho havia ligado para ele na véspera do crime e dito que poria em prática seu plano. Como já dissera diversas vezes que um dia mataria os pais e fugiria, o amigo não considerou a hipótese real.

Dirigindo o carro da mãe, Marcelinho foi até a rua de seu colégio, na Freguesia do Ó, distante 5 quilômetros de sua residência, e estacionou ali. Segundo a polícia, ele dormiu no veículo. Pela manhã, participou das atividades escolares normalmente. “Dei duas aulas de matemática para ele, depois de as mortes terem ocorrido”, diz a professora Sonia Nabeta. “Ele estava normal, não aparentava nervosismo. Foi sem o material, mas participou da aula e não me fez perguntas diferentes. Era um aluno querido por todos.”

+ Imagens de câmera de segurança que mostram Marcelinho indo para a escola

Quando saiu da escola, o pai de um colega insistiu em lhe dar carona de volta para casa. Marcelinho resistiu, mas aceitou. No trajeto, pediu para pegar ou deixar algo no interior do Corsa. A polícia trabalha com a hipótese de ter sido um par de luvas, que está sendo periciado. Perto do meio-dia, entrou na residência e se aproximou do cadáver da mãe. Passou a mão em sua cabeça — havia fios de cabelo da mãe na sua mão — e, em pé, disparou o Taurus contra a própria cabeça. Era a mesma arma usada anteriormente. O tiro atravessou os seus ouvidos e atingiu a parede. De acordo com uma análise preliminar, num trajeto compatível com a altura do garoto, cerca de 1,60 metro. Ao contrário do que foi noticiado, o menino disparou seis vezes, e não cinco. Não se sabe ainda, entretanto, onde esse sexto tiro se encaixa na dinâmica dos fatos. Até a última quinta (15), 29 pessoas já haviam prestado depoimento à polícia.

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O trabalho no Instituto de Criminalística no equipamento MEV, no qual estão sendo feitos testes residuográficos mais acurados (Foto: Fernando Moraes)

Antes de a tragédia ser consumada, o chefe direto de Andréia, o capitão Laerte Araquem Fidélis, do 18º Batalhão da Polícia Militar, na Freguesia do Ó, estranhou a sua ausência no trabalho e pediu a um subordinado que passasse em frente à residência dela. O PM não notou nada estranho, exceto o fato de o carro da cabo não estar na garagem. Horas depois, ainda sem sucesso com as ligações para o celular de Andréia, o capitão Fidélis mandou outro policial ao local, dessa vez o soldado João Batista da Silva Neto. Ele teria encontrado a porta da casa entreaberta, mas sem sinal de arrombamento, e, segundo disse, não teria entrado, só avisado a polícia.

Entre os colegas de profissão, corria o boato de que Neto tinha um relacionamento mais próximo com Andréia. “Nunca tive nada com ela”, afirma. “Isso tudo que estão falando é calúnia. Nascemos na mesma rua, crescemos grudados e trabalhamos juntos quinze anos. Só isso.” De acordo com colegas do sargento Luís Marcelo, há suspeitas também de que ele mantinha um caso com uma colega de tropa.

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O personagem do Assassin’s Creed: brincar de games era um dos principais passatempos do jovem tímido e recluso (Foto: Reprodução)

Por volta das 18 horas, a residência foi tomada por policiais revoltados. Eles ligavam a chacina ao recente alerta de possíveis ataques do crime organizado. “O fato de a cena do crime estar com mais de cinquenta policiais, entre eles Benedito Roberto Meira, comandante-geral da PM, explica o grau de nervosismo diante da possibilidade de se tratar de uma execução orquestrada por bandidos”, diz o deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT), também entre os presentes.

A primeira equipe de peritos do Instituto de Criminalística (IC) chegou lá às 19h30. “Não há dúvida de que o lugar estava preservado”, afirma a superintendente da Polícia Científica, Norma Sueli Bonaccorso. Pelo ineditismo do caso, foi enviada para lá uma segunda equipe. As investigações passaram a ser coordenadas pelo experiente perito Ermindo Lopes Filho, responsável por casos emblemáticos como o de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque (1998), Suzane Von Richthofen (2002), Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá (2008) e Mércia Nakashima (2010).

Seis departamentos do IC têm a missão de desvendar essa história que mais parece ficção. O de informática, por exemplo, analisa cinco celulares, um computador e um tablet. O de física utiliza a seu favor o recém-adquirido microscópio eletrônico de varredura (MEV). Esse instrumento, capaz de fazer exames residuográficos com extrema precisão, vem sendo usado para análise das mãos de todos os mortos e de suas peças de roupa. Havia manchas de sangue nos sapatos do adolescente, que também estão em análise. A chave do Corsa da mãe, encontrada no bolso de Marcelinho, está sob perícia.

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O secretário Grella: lei do silêncio a todos os envolvidos na investigação (Foto: Mário Rodrigues)

Apesar de todos os laudos ainda não estarem concluídos, para os peritos e policiais envolvidos nas investigações não resta dúvida da autoria do crime. Houve, no entanto, uma mudança radical no comportamento das autoridades. Depois de o caso ter chamado negativamente a atenção do noticiário internacional pela divulgação de uma conclusão em menos de 24 horas, agora a postura adotada é de extrema cautela. Oficialmente, ninguém fala, ninguém viu. Os laudos passaram a ser encaminhados diretamente ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella.

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Os cadáveres dos pais e do filho na sala e os da avó e da tia na outra casa: seis disparos feitos com uma pistola Taurus .40 (Foto: Reprodução)

Quarta-feira, 7 de agosto. Teorias conspiratórias começaram a ganhar força tanto pela conclusão apressada quanto pela entrevista do coronel Wagner Dimas, chefe do batalhão onde Andréia trabalhava. Nesta data, ele declarou à Rádio Bandeirantes que sua subordinada tinha denunciado uma equipe de PMs que praticava assaltos a caixas eletrônicos. Assim, levantou a suspeita de que a chacina poderia ter sido realizada por seus colegas de farda. No dia seguinte, escoltado ao DHPP, mudou a versão e foi afastado de seu cargo sem maiores explicações. “Ele foi humilhado ao ter de se desmentir. O pior de tudo: Grella o afastou do cargo sem abrir uma investigação para averiguar se Andréia foi ameaçada por policiais ligados ao crime”, diz o major Olímpio Gomes.

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Marcelinho: um menino tímido (Foto: Reprodução)

Quinta-feira, 15 de agosto. A motivação do crime continua sendo um mistério. Sabe-se que os pais do menino, por suspeitas mútuas de infidelidade, não viviam bem como casal. Sabe-se ainda que a família convivia com o peso da doença crônica do filho, que o limitava nas atividades do dia a dia e poderia encurtar sua expectativa de vida. Marcelinho pouco saía de casa. Segundo as pessoas próximas, passava parte das tardes brincando de videogame. Um de seus jogos preferidos era o Assassin’s Creed, que tem um matador como protagonista.

Semanas antes da chacina, Marcelinho tinha colocado uma imagem do personagem no lugar de sua foto no Facebook. “Como ocorre com todas as pessoas que têm doença congênita, os familiares do menino o tratavam como um cristal”, afirma a especialista em fibrose cística da Santa Casa, Neiva Damaceno. Em fevereiro, conta a médica, ele foi diagnosticado com diabetes. Além das três inalações diárias, dos exercícios respiratórios e das enzimas, Marcelinho passou a tomar diariamente duas injeções de insulina. Sabe-se também que armamentos, histórias de mortes e outros assuntos macabros distantes da maioria das crianças faziam parte do universo do adolescente, que dizia aos amigos sonhar ser matador de aluguel. Mas qualquer tentativa de explicar por que o garoto tímido, educado e com cara de anjo teria sido capaz de fazer o que a polícia está convencida de que ele fez será mera especulação.

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  • Pizzarias

    Vica Pota

    Rua Alagoas, 549, Higienópolis

    Tel: (11) 3825 2913 ou (11) 3825 5512

    VejaSP
    9 avaliações

    Vizinha ao Parque Buenos Aires, a pizzaria foi fundada por ex-funcionários da tradicional Camelo. Confortável, o ambiente conta com uma parede de tijolos à mostra, uma fila de luminárias e um bonito mezanino. Fisgam o visitante pelo paladar coberturas como a verona (R$ 83,00), que equilibra presunto cru, queijo brie e geleia de pimenta em quantidade moderada, e a vica pota (R$ 79,00), de presunto, mussarela e azeitona verde.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    L’Entrecôte de Paris - Jardim Paulista

    Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1041, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3083 4420

    VejaSP
    2 avaliações

    É o lugar certo para quem tem preguiça de escolher o prato. Há uma única sugestão no cardápio, o entrecôte com fritas (R$ 57,80 no almoço de segunda a sexta; e R$ 73,80 nos demais horários). Banhado em um molho secreto de tom meio amarelado, dá para notar a predominância da mostarda. Antes, o cliente é recebido com uma salada de folhas e nozes. Não se intimide em pular o couvert já que nem sempre o pão vem fresquinho como deveria. De sobremesa, a surprise (R$ 27,90) tem a forma de uma esfera de chocolate com sorvete no interior.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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    Onde comer feijoada à vontade em bufê de almoço

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    Dinho's e Massimo estão entre as opções para saciar a gula
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  • Enoteca Decanter

    Rua Joaquim Floriano, 838, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3702 2020

    Sem avaliação

    Desde 2008, a importadora catarinense mantém uma grandiosa loja no Itaim Bibi com iluminação suave, pé-direito alto e um bonito lustre composto de taças de vinho. Lá, é possível encontrar 1 600 rótulos trazidos de dezoito países, que integram um dos mais importantes catálogos do país. Nos fundos há ainda um aprazível wine bar, com serviço conduzido pelo sommelier Gelson Matias. Chama atenção no catálogo o premiado Abandonado 2011 (R$ 809,00), um corte de vinte castas portuguesas, produzido por Domingos Alves de Sousa e com estimativa de guarda de mais de quinze anos. Há ainda boas opções abaixo dos R$ 100,00, caso do chileno De Martino Carménère Estate Reserva 2015 (R$ 66,60), tinto elaborado no Vale do Maipo, e o branco Paul Mas Gewürztraminer 2015 (R$ 92,50), francês da região de Languedoc.

    Preços checados em 6 de julho de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Dedo de la Chica

    Rua Fidalga, 32, Pinheiros

    Tel: (11) 3819 8522

    6 avaliações
  • Sorveterias

    Frida & Mina

    Rua Artur de Azevedo, 1147, Cerqueira César

    Tel: (11) 2579 1444

    VejaSP
    15 avaliações

    Os sorvetes do casal Fernanda Bastos e Thomas Zander são feitos com ingredientes orgânicos obtidos de pequenos produtores, sem corantes nem estabilizantes. Mais do que isso: são uma delícia. Costumam marcar presença na vitrine da pequena loja sabores atraentes como morango com vinagre balsâmico, doce de leite, crocante de macadâmia e açúcar mascavo com noz pecã. O de baunilha é repleto de pontinhos pretos da fava, uma beleza! Uma bola custa R$ 9,00, duas saem por R$ 14,00 e três, R$ 18,00. O preço vale tanto para o potinho como para a casquinha, que, quando está sendo produzida, lança no ambiente um perfume irresistível.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Confeitaria Dama e Meats participam de semanas temáticas
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  • Encontrar pessoalmente os integrantes de uma banda é o desejo de muitas meninas. O musical Tudo por um Pop Star, baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças, mostra-se fiel ao retratar as aventuras das amigas Manu (a cantora Jullie), Gabi (Thati Lopes) e Ritinha (Larissa Bougleux) em busca desse sonho. Apaixonadas pelo grupo Slavabody Disco-Disco Boys, elas são capazes de qualquer coisa para ver os ídolos quando descobrem que eles estão de passagem pelo Brasil. Mas quase nada sai como planejado. Com interpretações divertidas (destaque para Thais Belchior, no papel da prima Babete, mentora das garotas) e um repertório repleto de canções de conjuntos conhecidos, a exemplo de U2, Jonas Brothers e The Jackson 5, a montagem com jeitão de show dirigida por Pedro Vasconcelos agrada às crianças mais crescidas e aos adolescentes. Há um extra: toda semana, um artista famoso entre o público teen se junta ao elenco para cantar no final da peça. Estreou em 2/8/2013. Até 29/9/2013.
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  • O Grupo Sobrevento é reconhecido por seus espetáculos para crianças beeem pequenas. Na segunda edição do Festival Internacional de Teatro para Bebês, organizado pela trupe, há espaço para montagens internacionais e para suas peças, a exemplo de ✪✪✪ Bailarina, que inaugura a série no sábado (24/8) e no domingo (25/8), às 16h. A história narra a aventura silenciosa de uma mulher que retira joias de uma caixinha de música. Sandra Vargas, atriz e autora, encanta as crianças com gestos sutis e dança. Também do Sobrevento, ✪✪✪ Meu Jardim traz bichos de pano, como galinhas, onças, pássaros e cavalos, que emitem sons. As apresentações ocorrem às 14h30 e às 16h de 7 e 8 de setembro. Dos estrangeiros, a espanhola Cia. La Casa Incierta encena Café Frágil no dia 31 deste mês e em 1º de setembro. Tem vez ainda Edredon, dos canadenses da Les Incomplètes, em 14 e 15 de setembro. De 24/8/2013 a 16/9/2013.
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    Confira os trabalhos de Rossini Perez, Lucy Citti Ferreira e Maria Martins
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  • Quem acompanha a carreira da atriz Andrea Beltrão na televisão sabe que versatilidade está entre as suas qualidades. No palco, essa característica ganha força e espaço e aí está o maior trunfo de Jacinta, comédia musical dirigida por Aderbal Freire-Filho, com texto de Newton Moreno. Na história, a portuguesa que dá nome ao espetáculo ficou famosa em todo o mundo do século XVI como a pior atriz que já existiu. Apesar disso, Jacinta não desiste de atuar porque quer conhecer o som e a sensação do aplauso da plateia. Como Macunaíma, o anti-herói mais famoso da nossa literatura, a personagem enfrenta uma longa aventura no Brasil em busca de seu sonho e, por onde passa, encontra personagens exóticos que tentam transformá-la em uma intérprete melhor. As músicas em excesso contribuem para eventuais quebras no ritmo das cenas. Também atrapalha um pouco o entendimento do texto o sotaque lusitano de Andrea. Mas isso não ofusca a competência dela e dos cinco atores (Augusto Madeira, Gilray Coutinho, Isio Ghelman, José Mauro Brant e Rodrigo França) que completam o elenco. Quatro músicos tocam a trilha sonora ao vivo. Estreou em 9/8/2013. Até 22/9/2013.
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  • Monólogo dramático

    Azirilhante
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    Anos depois que a mãe da diretora Daniela Duarte se suicidou, ela e a atriz Flavia Melman decidiram criar um espetáculo a partir de um fato inusitado: no meio da papelada da falecida, Daniela encontrou um certificado de compra de uma estrela chamada Azirilhante. Na história de mesmo nome, Flavia revela diversas nuances dessa mãe inventada e rememorada, às vezes temperamental e solitária, outras, amorosa e ansiosa. Ela sempre tem um olhar voltado para a filha, inclusive quando decide qual será o último dia de sua vida. O público é levado por um caminho que por pouco não escorrega no sentimentalismo — uma tentação quando se trata de assuntos tão pessoais — e consegue até se divertir diante da tragédia anunciada. Estreou em 6/4/2013. Até 29/7/2015.
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    Três monólogos avaliados com três estrelas

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  • A comédia escrita por Romeu Di Sessa é ambientada numa ilha deserta onde um grupo de náufragos encalha. Os amigos Maurício (papel de Renato Góes), Guilherme (Danilo Sacramento), Adriano (Allan Souza Lima), Miguel (Gonçalo Diniz) e sua esposa Eva (Sharon Menezzes) passam quase um ano na ilha e reveem suas necessidades básicas. Estreou em 23/8/2013. Até 17/11/2013.
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  • O Ballet Stagium, grupo paulistano criado em 1971, criou A Semana Noventa@vinteedois para marcar os noventa anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Com cenas bastante díspares entre si, o espetáculo se mostra ágil. No figurino, misturam-se peças coloridas e futuristas, fantasias de Carmen Miranda, roupas de gala, cocares... Um clima surreal toma a performance em alguns trechos, como o momento no qual o Abaporu, tela emblemática de Tarsila do Amaral, ganha vida. Dias 14 e 15/12/2013.
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  • Com Abraçaço (2012), Caetano Veloso encerrou a trilogia de trabalhos com a jovem banda Cê, iniciada com Cê (2006) e seguida por Zii e Zie (2009). A parceria com Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria) serviu para aproximar o caldeirão de influências do baiano, já bastante diversificado, ao indie rock e revigorar seu repertório, que vinha sendo maltratado pela passagem do tempo. O último álbum ganhou DVD no ano passado. Às novas faixas se juntaram A Luz de Tieta e a lasciva De Noite na Cama, composição que abre o antológico Carlos, Erasmo, disco lançado pelo Tremendão em 1971. São as faixas que ele mostra em quatro ocasiões no Sesc Pompeia nesta semana e em uma, gratuita, no Sesc Itaquera. Dias 3, 4, 5, 6 e 7/6/2015.
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  • O Especial Yo! MTV, marcado para sábado (24), foi cancelado. Segundo nota oficial da MTV Brasil, a Companhia de Engenharia de Tráfego reverteu a liberação concedida para a realização da série de shows de rap aberta ao público em frente à sede da emissora, no Sumaré. Estavam confirmados nomes como Edi Rock, Rappin Hood e Dexter. A companhia alega que o evento "tomou proporção maior do que a esperada" e impôs a restrição limitando o público a 250 pessoas. Se o número fosse excedido, a MTV seria processada. Inicialmente agendado para quinta (22), o especial foi transferido para sábado (24) por determinação do órgão, um dia antes de sua realização.  Os artistas anunciados farão agora uma sequência de shows gravados que serão exibidos nas próximas semanas durante programação da MTV Brasil, que sairá da TV aberta para virar um canal pago.
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  • Emmanuel Bassoleil, Erick Jacquin, Laurent Suaudeau, Frédéric Monnier, Alain Uzan e Roland Villard têm coisas em comum. Todos são chefs franceses que deixaram seu país de origem e ganharam fama no Brasil. O sexteto protagoniza o documentário Por que Você Partiu?, dirigido pelo estreante Eric Belhassen. Também francês, o realizador possui uma questão primordial a ser esclarecida: o que levou esses profissionais, inclusive ele próprio, a abandonar os parentes na Europa? Para isso, Belhassen extrai confissões surpreendentes dos cozinheiros e, em pegada de road movie, vai até cidadezinhas do interior da França. Lá, colhe depoimentos dos pais e irmãos deles para chegar a conclusões emotivas. Belhassen, sem nenhum traço de pretensão, reconhece suas limitações (entre elas a de orçamento) e transforma o registro em um sincero vídeo de jeito caseiro. Ao enveredar cada vez mais pela intimidade de seus conterrâneos, traz segredos à tona e faz escorrer lágrimas. Estreou em 16/8/2013.
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  • Em 1951, a poetisa americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto) chega a Petrópolis, no Rio de Janeiro, para espairecer e visitar sua ex-colega de faculdade Mary (Tracy Middendorf), companheira da brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires). A princípio, Elizabeth e Lota se estranham, sobretudo porque têm temperamento e sensibilidade distintos. Percebem, porém, aos poucos, que podem conviver sob o mesmo teto como um casal. A impulsiva Lota dá um chega pra lá em Mary e coloca a colega em sua cama. Inspirado numa história real, o drama capricha na recriação de época e é eficaz ao abordar o lado profissional de Lota, uma urbanista da alta sociedade carioca, responsável pela criação do Parque do Flamengo e outras obras. No retrato do romance entre mulheres, contudo, o filme não convence. Carinhos, beijos e amassos ensaiados são insuficientes para transmitir a arrebatadora paixão vivida por elas. Estreou em 16/8/2013.
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  • Lançado em 2010, o primeiro filme da série Percy Jackson tinha, ao menos, o fator novidade e apresentou ao público um personagem incomum: o semideus do título, filho de Poseidon com uma mortal. Neste segundo episódio, inspirado no livro de Rick Riordan, o protagonista acaba soterrado por uma avalanche de efeitos visuais — os melhores são usados numa divertida sequência dentro de um táxi. A nova missão de Percy (Logan Lerman) é encontrar o velocino de ouro, um tecido mágico capaz de salvar uma árvore do acampamento onde vivem os rebentos dos deuses. Na jornada, o rapaz será acompanhado do meio-irmão (um tímido ciclope interpretado por Douglas Smith), da amiga Annabeth (Alexandra Daddario) e do sátiro Grover (Brandon T. Jackson). Com cenas de ação genéricas e um insosso time de atores, a aventura demora a engrenar e naufraga em meio aos monstrengos digitais. Estreou em 16/8/2013.
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  • O diretor mexicano Guillermo del Toro tem no currículo, entre outros filmes, os vistosos O Labirinto do Fauno e os dois Hellboy. Círculo de Fogo é, sem dúvida, seu projeto de maior ambição. A ficção científica possui cenas de arrasar o coração dos cinéfilos e dos nostálgicos, sobretudo nos momentos de ação nos quais cidades são destruídas pelos kaijus, criaturas das ficções de terror japonesas (tipo Godzilla) das décadas de 50 e 60. Mas há alguns deslizes no roteiro, costurado com personagens estereotipados (os cientistas nerds, o herói solitário, o rival valentão), e na concepção de algumas sequências que, em vez de empolgar, criam certa confusão devido ao excesso de elementos — em geral, elas se passam à noite e sob temporais incessantes. Na trama ambientada num futuro indefinido, os gigantescos kaijus saem de uma fenda no fundo do Pacífico para dizimar lugares pelo mundo. O combate a eles se dá por meio dos jaegers (ou caçadores), robôs de estatura descomunal cujo controle é feito dentro da estrutura de aço por duplas. Raleigh (Charlie Hunnam) e Mako (Rinko Kikuchi) vão tentar unir forças para enfrentar as feras. Estreou em 9/8/2013.
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  • Cinemateca, CineSesc, MIS, Espaço Itaú de Cinema, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e Cinusp recebem, a partir de sexta (23/8/2013), a 24ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens. Serão exibidos 400 trabalhos vindos de cinquenta países até o dia 30 de agosto. Entre as fitas estrangeiras, vale conferir Passeando com os Cachorros, agendado para o dia da abertura, às 15h30, no CineSesc. A trama mostra um estranho que invade o Palácio de Buckingham e tem um inusitado bate-papo com a rainha Elizabeth, interpretada por Emma Thompson. Há ainda títulos premiados nos festivais de Berlim (o francês A Fuga) e Locarno (o inglês A Massa de Homens), além do colombiano Solecito, que integrou a Quinzena dos Realizadores de Cannes de 2013. A entrada é grátis em todas as sessões.
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  • Aula de português

    Atualizado em: 15.Ago.2013

Fonte: VEJA SÃO PAULO