Roteiro

Atrações para curtir neste sábado (19)

A mostra sobre o astro David Bowie recebe o público de madrugada

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

David Bowie - exposição 2
Exposição em homenagem a David Bowie fica em cartaz no MIS até este domingo (20) (Foto: Divulgação)

Confira abaixo uma seleção de programas para aproveitar este feriado de Páscoa em São Paulo:

 

  • Junto da Orquestra Sinfônica Municipal, o grupo apresenta duas coreografias inéditas, ambas de influências latinas, e a remontagem Uneven, da temporada de 2013. bandOneón, de Luis Arrieta retrata o tango argentino e traz a música de Astor Piazzolla, com a participação do bandoneonista argentino Daniel Binelli. O Balcão de Amor, de Itzik Galili, é inspirado pelo mambo de Cuba, ao som de Perez Prado. Uneven tem coreografia de Cayetano Soto e música de David Lang. Até 7/5/2014.
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  • Sob a coordenação de Karen Ribeiro, a escola tem aulas de balé apenas para adultos. Em uma sessão no Teatro Gazeta, cerca de sessenta alunos e professores, além de bailarinos e atores convidados, encenam o balé em três atos Dom Quixote (1869), criação de Marius Petipa sobre obra de Cervantes. Dia 19/7/2014.
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  • Pindorama fecha uma trilogia de montagens sobre a água e o Brasil. A partir do tema da coletividade, inspirado pelo trabalho do grupo no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o elenco cria imagens de tempestades, ventanias e naufrágios. Dias 9, 10, 11 e 12/6/2015.
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  • O personagem criado por Ziraldo em 1980 é uma criança feliz e muito criativa. Assim o descreve o próprio protagonista, já adulto (Daniel Costa), no fim do espetáculo Menino Maluquinho, o Musical. Tão divertido quanto o garoto (vivido por Lucas Martins) revela-se o enredo da peça, que transita por sua vida em família, escolar e até amorosa. As crianças vão se identificar com alguns momentos, como a resistência dele em tomar banho e a agitação na sala de aula — o número entre as carteiras durante uma prova, aliás, é um dos mais animados. As peripécias de Maluquinho são acompanhadas por outras figuras da turma, entre elas seu melhor amigo, Bocão (Enrico Alves de Lima), e a namoradinha, Julieta (Thaynara Bergamin). Com um tom alto-astral, a trama também emociona ao propor reflexões sobre o divórcio e a morte. Dirigida por Daniela Stirbulov, a montagem traz um elenco de intérpretes-cantores formado por catorze crianças e sete adultos. Dezessete músicos executam a acertada trilha sonora ao vivo. Estreou em 19/4/2014. Até 27/7/2014. + Ziraldo fala sobre o musical O Menino Maluquinho
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  • Se a vida está dura para quem possui uma profissão, imagine para quem não pode mais exercer a sua. É isso que um leão (Marcelo Castro) e um urso (Filipe Bregantim) têm de encarar quando uma lei os proíbe de trabalhar no circo. Com o fim da rotina nos picadeiros, a dupla sai em busca de abrigo e comida e usa a seção de classificados dos jornais para procurar um novo emprego. Durante a aventura, eles enfrentam situações do mundo dos homens, como o momento em que decidem alugar uma casa, mas se desapontam ao descobrir que precisam pagar por ela. Fingem ainda ser um cão e um gato para ser aceitos em um abrigo para pets. Levado ao palco pela Cia. La Mínima, craque na arte de unir circo e teatro, o espetáculo combina atuações competentes com um texto bem-humorado, escrito por Paulo Rogério Lopes. A trama alerta ainda para a crueldade com os animais e destaca as semelhanças entre bicho e gente. Fernando Paz completa o elenco no papel de narrador, além de interpretar outros personagens. Estreou em 8/3/2014. Dias 6 e 7/12/2014.
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  • Museus

    Catavento Cultural e Educacional

    Avenida Mercúrio, s/n, Brás

    Tel: (11) 3315 0051

    14 avaliações

    Entre os dezoito museus administrados pela Secretaria de Cultura do Estado, o Catavento Cultural e Educacional, no Brás, é o mais visitado da capital. As escolas costumam bater cartão no museu educativo Catavento, mas o passeio também fica legal em família. Primeiro ponto para aproveitar: acorde cedo no sábado, dia em que a entrada é grátis. Quem chega lá por volta das 11 horas consegue as senhas para as oficinas mais interessantes do dia. Entre as atividades mais procuradas estão a parede de escada de 7 metros de altura e o estúdio de TV. no espaço Vida, monitores simulam expedições de pesquisa no oceano e abordam a teoria da evolução, de Charles Darwin, de um jeito que entretém adultos e crianças.

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  • Dirigido por Cesar Gouvêa, o espetáculo da Cia. do Quintal para crianças é encenado sobre um tabuleiro de xadrez. Narra-se aqui a trajetória de uma monarca. Após perder o marido e seu exército numa batalha, ela resolve procurar novos integrantes para a corte com a ajuda de um peão, o único sobrevivente da guerra. Mas apenas dois palhaços aparecem para preencher as vagas, que deveriam ser ocupadas por cavaleiros e bispos. Para testar os concorrentes, ela elabora algumas provas, uma delas de raciocínio. Engraçadíssima, a montagem usa o improviso de forma certeira. Sobressai o momento em que a rainha pergunta aos espectadores se alguém conhece histórias tristes. Rapidamente, a personagem cria pequenas músicas com elas. Estreou em 2/2/2013. Até 26/7/2015.
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  • Malabarismo, acrobacias e toda a magia do universo circense são exibidos nas apresentações da trupe circense Cia. Suno. Neste sábado (26/4) e no sábado (3/5) será apresentado O Buraco, às 17h. O show conta a história de uma palhaça acrobata (Helena Figueira) que é desafiada a atravessar um buraco infinito, andando em uma corda bamba. Cortejo Suno convida a plateia a acompanhar dois palhaços, um músico, um perna-de-pau, uma bailarina e um maestro em demonstrações com música ao vivo. As sessões rolam neste domingo (27/4) e na quinta (1°/5), às 16h30. Participam Duba Becker, Aldo Júnior, Fernando Proença e Helena Figueira. Até 3/5/2014.
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  • Museus

    Museu do Futebol

    Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu

    Tel: (11) 3664 3848

    7 avaliações

    Impossível não se contagiar de cara com a atmosfera boleira deste museu cravado debaixo das arquibancadas do Estádio do Pacaembu. Todas as atrações são multimídia e interativas. Projetores exibem fotografias gigantes de ídolos como Pelé, Garrincha, Zico e Ronaldo. Numa sala, fotos antigas contextualizam os primórdios do esporte no Brasil. Há muito material em vídeo, mostrando dribles, gols e jogadas marcantes. Quem quiser se aventurar (sobretudo as crianças), pode brincar de cobrar um pênalti e medir a velocidade do chute numa atração ou jogar com uma bola virtual em outra. Duas experiências arrepiam os visitantes: imagens de torcedores incentivando aos berros seus times, projetadas em telões debaixo das arquibancadas, e o acesso para ver (e fotografar, é claro) o gramado verdinho do Pacaembu. Em outra sala, telas em alta definição apresentam a história das copas e a participação da Seleção em cada uma delas. Difícil é sair de lá sem querer gritar “Brasil, Brasil, Brasil”.

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  • Museus

    Masp

    Avenida Paulista, 1578, Bela Vista

    Tel: (11) 3149 5959

    VejaSP
    16 avaliações

    O mais importante museu da América Latina reúne 8000 obras em seu acervo, a maior coleção de arte europeia fora do continente e dos Estados Unidos. Quadros emblemáticos de Van Gogh, Renoir, Rembrandt, Monet, Manet, Picasso, Modigliani impressionam qualquer pessoa que passa por lá. A coleção, porém, vai muito além disso: tem núcleos dedicados à arte brasileira, moda, arqueologia, fotografia, entre outros. Desde o segundo semestre de 2014, a instituição tem como presidente o empresário Heitor Martins, que convidou Adriano Pedrosa para ser o diretor artístico da instituição. Atualmente, o Masp tem passado por uma fase de grandes mudanças em sua programação, conselho, café, loja e estrutura.

    Sua mais importante mudança é a volta dos cavaletes de vidro a partir de dezembro de 2015. Eles foram criados pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, também autora do projeto do atual prédio da instituição, na Avenida Paulista, inaugurado em 1969. Por si só, a construção de vidro e concreto aparente, é um desenho único; e seu vão-livre, uma referência para todo o mundo. Para expor os quadros que estavam sendo, então, garimpados pelo empresário Assis Chateaubriand e crítico Pietro Maria Bardi, Lina criou cavaletes presos a blocos de concreto, de maneira que, dependurados, os quadros "flutuam". Em 1996, durante a gestão de Julio Neves, a expografia foi derrubada, e substituída por paredes tradicionais.

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  • Foi-se o tempo em que o bom ator era obrigado a se adequar a todo tipo de personagem. O método teatral do russo Constantin Stanislavski (1863-1938) diz que as experiências pessoais do intérprete influem muito na construção de um trabalho — ou seja, nem todo papel serve a qualquer um. A Wanda do drama escrito pelo americano David Ives encontra afinidades com Bárbara Paz, protagonista da montagem dirigida por Hector Babenco. Com forte presença, Bárbara tem expressiva trajetória nos palcos, mas lutou um bocado para ganhar o reconhecimento do público e da mídia. É com energia similar que ela se transforma em uma jovem obstinada em estrelar uma peça clássica. Depois de enfrentar um temporal, Wanda chega atrasada para a entrevista com o diretor Thomas Novachek (André Garolli) e precisa convencê-lo a avaliá-la. Começa um jogo de poder em dois planos: um entre os personagens do texto de ficção do teste e o outro entre Novachek e Wanda. Bárbara reafirma personalidade ao optar por uma trilha de excessos. Ela grita, joga-se no chão, praticamente devora o texto. Encontra na firmeza e na técnica de André Garolli uma parceria capaz de valorizar sua performance. Estreou em 28/3/2014. Até 8/6/2014.
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  • Última peça escrita por Anton Tchecov (1860-1904), o drama é ambientado no início do século XX em uma Rússia na iminência da revolução social. Sem dinheiro para continuar morando em Paris, onde vivia fazia cinco anos, a aristocrata Liuba (interpretada com altivez por Carolina Fabri) se vê obrigada a voltar para sua fazenda. Por lá, a situação é de falência. As progressivas mudanças políticas e econômicas atingem até a propriedade rural, prestes a ser leiloada. O conflito se instaura quando o comerciante Iermolai Lopakhine (papel de Pedro Haddad) sugere que sejam construídas casas de veraneio em parte das terras, com o objetivo de gerar receita. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico prima por sutilezas capazes de valorizar ao extremo a dramaturgia universal de Tchecov. O competente elenco, completado por Carla Kinzo, Léo Stefanini, Marina Vieira, Rodrigo Spina e Wallyson Mota, imprime variações nos diálogos. Ponto fundamental, a cenografia criada por Lu Bueno e Lazzaratto, também iluminador, traz fios brancos pendurados que envolvem o palco em uma sensação de amplitude e frieza. Estreou em 22/3/2014. Até 11/5/2014.
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  • Monólogo cômico

    Myrna Sou Eu
    VejaSP
    6 avaliações
    Ninguém jamais viu a cara de Myrna. Só havia uma certeza: tratava-se de uma mulher que distribuía conselhos sentimentais nas páginas de um jornal no fim dos anos 40. O ator Nilton Bicudo criou uma imagem para representar no monólogo cômico esse pseudônimo feminino do dramaturgo Nelson Rodrigues. Elegante e sóbria, a personagem surge com um cabelo curto e grisalho e, diante de um microfone, reflete sobre relacionamentos, inquietações e solidão feminina. Sob a direção de Elias Andreato, Bicudo mostra o domínio de cena ao saltar da ironia para o escracho e ainda transitar pela melancolia em diversas passagens da montagem. É capaz de arrancar gargalhadas e, em seguida, transmitir uma amargura intrigante. Um dos pontos altos é a hora em que o ator traz à tona fragmentos da peça Toda Nudez Será Castigada, escrita por Nelson em 1965, e transforma Myrna na emblemática personagem Geni. Nessa cena, a conselheira sentimental entra em desespero durante uma conversa telefônica com o namorado e, humana, contradiz boa parte de tudo o que prega. Estreou em 22/5/2013. Até 11/12/2016. + Leia entrevista com o ator Nilton Bicudo no Blog do Dirceu. Conselheira amorosa: Myrna assinou crônicas no jornal Diário da Noite nos idos de 1949.
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  • Lançado na Broadway em 1997, o musical O Rei Leão, de Roger Allers e Irene Mecchi, é a versão do longa da Disney, de 1994. Portanto, ao conferir a superprodução nos palcos, é quase inevitável que a memória afetiva dos fãs da animação fale mais alto. Os elementos para o encanto da plateia estão todos ali. Cenários e figurinos caprichadíssimos, uma iluminação sob medida, capaz de fazer saltar aos olhos os efeitos de manipulação de bonecos, e um elenco afinado de 53 atores para cantar as letras compostas por Gilberto Gil (nem sempre fluentes e complementares à dramaturgia) adaptadas dos originais de Elton John. A trama mostra Simba (interpretado por Tiago Barbosa, quando adulto), o herdeiro do trono de Mufasa (o ator César Mello), o Rei Leão. Ao crescer, Simba envolve-se em uma série de artimanhas do tio Scar (Felipe Carvalhido), que planeja se livrar do sobrinho para ganhar o poder. Com direção de Julie Taymor, a montagem cumpre a promessa de ser um show, um torpedo repleto de efeitos para um público ávido de emoções. Falta, no entanto, espontaneidade às atuações. Um dos poucos a sobressair é Ronaldo Reis, intérprete do suricato Timão, capaz de imprimir bom humor ao personagem. Estreou em 28/3/2013. Até 14/12/2014. Na quinta (11), haverá sessão extra, às 16h. + Veja os bastidores do musical O Rei Leão + Saiba onde jantar depois de assistir ao espetáculo
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  • Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice em 1970, a ópera-rock ressuscitou discussões por onde passou nas últimas quatro décadas. Jesus Cristo, Judas Iscariotes e Maria Madalena (interpretados respectivamente por Igor Rickli, Alírio Netto e Negra Li) são apresentados aqui cheios de crises e contradições. Dirigida por Jorge Takla, a atual montagem enfoca a derradeira semana de Jesus, desde a chegada a Jerusalém até o dia da crucificação. Figura mobilizadora da atenção popular, o protagonista desperta a inveja de uns, como a do amigo Judas, e a preocupação dos que detêm o poder, envolvendo-se em embates políticos. Takla reforça a ascensão meteórica do personagem a ídolo pop — e o carisma de Rickli colabora muito para isso. A plateia acompanha seu apogeu e crucificação como se ele fosse uma celebridade fabricada no século XXI. Em um crescente, a dramaturgia em versos seduz. Se Negra Li se destaca mais pela afinação, Netto e Rickli sublinham nuances dramáticas de Judas e Jesus. Chamam atenção também as atuações de Fred Silveira, como Pilatos, e Wellington Nogueira, responsável por um dos melhores momentos na pele de Herodes. Estreou em 14/3/2014. Até 1º/6/2014. Números grandiosos: 28 atores e uma orquestra de onze instrumentistas, sob a direção musical de vânia Pajares, estão no palco. O espetáculo soma 26 números divididos em dois atos.
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  • Com base em criação coletiva, a Cia. dos Imaginários propõe um releitura da comédia A Tempestade, escrita por William Shakespeare em 1611. O enredo traz o alquimista Próspero, que, depois de ser vítima de uma conspiração, parte para o exílio em uma ilha deserta e planeja vingança. Com Alexandre Passos, Aline Baba, Kedma Franza, Luana Frez, Renata Weinberger e outros. Estreou em 21/3/2014. Até 26/9/2014.
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  • Comédia

    Tribos
    VejaSP
    62 avaliações
    Na comédia dramática Vermelho (2012), Antonio Fagundes apresentou o filho Bruno oficialmente ao público. Naquela trama, um consagrado artista plástico e o jovem assistente viviam conflitos, em um inevitável jogo de espelhos. Menos de três meses depois do fim da turnê do espetáculo, a dupla estreou a perturbadora e divertida comédia Tribos, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois filhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afiados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do deficiente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013. Até 13/12/2015.
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  • Em meio a tantos expoentes do gênero, o musical Rita Lee Mora ao Lado pode ser encarado como um primo pobre. Afinal, conta com cenários despojados, coreografias simples e um elenco algumas vezes carente de técnica. Sua qualidade, no entanto, é justamente saber o próprio tamanho e se limitar a homenagear a cantora sem exagerada pretensão. Adaptada do livro Rita Lee Mora ao Lado — Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock, de Henrique Bartsch, a montagem traz uma carismática Mel Lisboa no papel principal. A atriz tem poucas cenas em que lhe são exigidos recursos dramáticos profundos, mas carrega uma energia e uma irreverência próximas às da estrela. Em uma fusão de ficção e realidade, a trama mostra Rita da infância aos dias de hoje, por meio das confusões de Bárbara Farniente (vivida pela ótima Carol Portes, figura fundamental para o resultado), uma vizinha que acompanhou de perto a vida da família da artista. Construída pelos diretores Débora Dubois e Márcio Macena, além de Paulo Rogério Lopes, a dramaturgia enfileira esquetes e vários deles soam dispensáveis. Enquanto as intervenções de João Gilberto (Nelson Oliveira) e Ney Matogrosso (Fabiano Augusto), contribuem para narrar a história, os números de Caetano Veloso (Antonio Vanfill) e Gal Costa (Yael Pecarovich) só esticam a duração. Apoiada por seis músicos, Mel anima a plateia com Agora Só Falta Você, Saúde, Jardins da Babilônia e Ando Meio Desligado, entre outros sucessos, e é isso o que interessa. Em nome da festa, o público se rende, e o teatro se faz pela devoção a Rita Lee, especialmente quando Mel interpreta Coisas da Vida. Com Rafael Maia (como Roberto de Carvalho), Samuel de Assis, Débora Reis, César Figueiredo e outros. Estreou em 4/4/2014. Até 24/4/2016.
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  • Nada se sabe a respeito do personagem de Robert Redford neste drama que, infelizmente, recebeu uma solitária indicação ao Oscar (de melhor edição de som). Depois que seu veleiro se choca com um contêiner à deriva no mar, este homem tenta remendar o estrago no casco. Não demora para uma tempestade deixá-lo em pânico. Embora incansável na luta pela sobrevivência, ele vai percebendo que as forças estão chegando ao fim. Com apenas um magnífico ator e formidáveis sequências rodadas no oceano, o segundo longa-metragem de J.C. Chandor (do pouco visto Margin Call) jamais cai na monotonia. O desfecho de dupla interpretação dá um sabor extra à essa angustiante saga intimista. Estreou em 7/3/2014.
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  • Transformar a história do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho num longa-metragem foi a difícil tarefa que o diretor Daniel Ribeiro se propôs a enfrentar depois de faturar, em 2010, quatro prêmios no Festival de Paulínia. Passados quatro anos, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é lançado após a excelente acolhida no Festival de Berlim, de onde saiu com o prestigiado troféu Teddy, destinado a produções gays. Espera-se que o sucesso no exterior e os elogios nas pré-estreias se reflitam na bilheteria. Quem viu o original, disponível no YouTube, vai notar muitas semelhanças, mas nenhuma gordura. Ribeiro usou o mesmo fio condutor e os três desconhecidos atores principais para narrar uma cativante trama envolvendo a descoberta da homossexualidade. Na trama, Leo (o ótimo Ghilherme Lobo) tem de driblar o preconceito e o bullying na escola por ser cego. Sua única amiga e confidente, Giovana (Tess Amorim), o acompanha diariamente até a porta de casa. A chegada de Gabriel (Fabio Audi) ao colégio vai tumultuar a relação dos amigos. Esse rapazinho de cabelos de anjo mexe com os hormônios das meninas e, mais tarde, com o coração de Leo. Ribeiro incluiu personagens e situações não encontradas antes. São adendos pertinentes (como a vontade de Leo de fazer intercâmbio nos Estados Unidos) para dar fôlego e uma arejada ao enredo. A realização também se revela um primor — sem afetações nem lugares-comuns, o cineasta conduz o nascimento de um romance leve sustentado na descontração e na inocência do primeiro amor. A canção There’s Too Much Love, da banda Belle & Sebastian, faz um arremate de arrancar suspiros. Estreou em 10/4/2014.
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  • A Mostra Marcas da Memória apresentará 3 filmes que abordam a Ditadura Civil Militar na América Latina. Dias 24, 25 e 26/11/2014. Confira a programação: Segunda, 24 de novembro 18h - 500 – Os Bebês Roubados Pela Ditadura Argentina (2014), de Alexandre Valenti O filme conta a história das Avós de Praça de Maio na luta contra os arbítrios das ditaduras instaladas na América Latina e a favor da democracia, mostrando, inclusive, os reencontros dos netos com suas avós e familiares. Terça, 25 de novembro 18h - Militares da Democracia (2014), de Sílvio Tendler O documentário resgata, através de depoimentos e registros de arquivos, as memórias repudiadas, sufocadas e despercebidas dos combatentes perseguidos, cassados, torturados e mortos, por defenderem a ordem constitucional e uma sociedade livre e democrática. Quarta, 26 de novembro 18h - Eu Me Lembro (2012), de Luiz Fernando Lobo Um documentário sobre os cinco anos do projeto Caravanas da Anistia, que reconstrói a luta dos perseguidos por reparação, memória, verdade e justiça, com imagens de arquivo e de entrevistas.
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  • Felizes Juntos (1997), Amor à Flor da Pele (2000) e Um Beijo Roubado (2007) são alguns dos filmes do diretor chinês Wong Kar Wai. Belos trabalhos, sem dúvida. Em sua nova produção, merecidamente indicada ao Oscar de melhor fotografia e fgurino, o cineasta consegue se superar no visual. Tanto que a estética chega a atravancar a narrativa algumas vezes. Muito bem enquadrados, os planos traduzem a perfeição com que o realizador quer contar a trajetória do personagem verídico Yip Man, interpretado pelo ator-fetiche de Kar Wai, Tony Leung. Embora não seja mencionado, Yip Man foi mentor do astro do cinema Bruce Lee. O drama biográfico começa no fim da década de 30 e flagra o protagonista como um grande lutador de kung fu. Casado e com filhos, ele tem sua vida virada do avesso quando há a grande invasão dos japoneses na China, em 1938. Yip Man é obrigado a se mudar para Hong Kong e ainda deixar para trás um amor do passado, papel da atriz Zhang Ziyi. Estreou em 17/4/2014.
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  • A retrospectiva é a primeira mostra em comemoração ao centenário do melancólico Iberê Camargo (1914-1994). Na seleção, focada em seus últimos cinco anos, há 145 obras produzidas entre as décadas de 40 e 90. Sua desilusão com a vida fica clara na série As Idiotas, exposta no 3º andar, o mais impactante de todos. Nela, personagens em tons roxos, de corpo caído e expressão débil, são retratados em fundos de cores semelhantes. Impressiona a escala das telas, considerando que Iberê beirava os 80 anos na época — As Idiotas (1991), por exemplo, tem 2,5 metros de largura. Seus carretéis também estão lá. A sobreposição de tintas marrons, cinza, brancas e pretas faz com que as formas só sejam perceptíveis devido à força das pinceladas. No subsolo, encontram-se rascunhos e gravuras, um passeio pelo processo criativo de um artista genial e solitário, que entrou para a história isolado em seu ateliê. De 3/5/2014 a 7/7/2014.
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  • Depois de receber dois blockbusters, as mostras dedicadas ao cineasta Stanley Kubrick e ao roqueiro David Bowie, o Museu da Imagem e do Som muda o foco para a arte das câmeras. Maio Fotografia no MIS 2014 apresenta sete exposições que trazem a produção de novatos, itens de acervo e, mais interessante, quatro individuais de artistas importantes para a história da fotografia. Um deles é Valdir Cruz, paranaense radicado nos Estados Unidos que clicou as transformações de sua cidade natal, Guarapuava, por trinta anos. Personagens de expressão marcante e as araucárias e pastagens típicas da região estão lá em grandes ampliações em preto e branco. Outro destaque é a sala com 75 obras do checo Josef Koudelka. Ele retrata a invasão soviética em 1968, no evento que ficou conhecido como Primavera de Praga. Koudelka conseguiu que os negativos fossem levados para Nova York, onde ficaram guardados sob um pseudônimo. O trabalho lhe rendeu o prêmio Robert Capa anos depois. Muito coloridas e cheias de ironia são as fotos de Gregory Crewdson, que reproduzem cenas dos subúrbios americanos, onde todas as construções surgem lindas mas a desilusão de seus moradores revela-se arrebatadora. Há ainda os registros das incursões de Robério Braga ao Quênia — no primeiro plano aparecem os detalhes das vestimentas das tribos, os rostos ficam escondidos pela sombra. Apesar de as exposições não terem uma pegada tão pop, valem a visita, sobretudo pela variedade de olhares a ser apreciados. De 2/5/2014 a 22/6/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO