Roteiro

O que fazer neste domingo (05): peças de teatro

Sete opções de espetáculos em cartaz nos palcos paulistanos

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Doze Homens e uma Sentença
Em busca da unanimidade: os atores Norival Rizzo e José Renato no drama 'Doze Homens e uma Sentença' (Foto: Zineb Benchekchou)

+ O que fazer neste domingo (05)

  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Domingos Oliveira. Em 1994, quando o dramaturgo colheu depoimentos de atrizes para uma peça, falar das balzaquianas não era moda. Sex and the City, o seriado americano, só seria lançado quatro anos depois. Hoje, a remontagem do texto pode parecer uma chuva de clichês. Mas não. São as queixas que continuam iguais. As atrizes Juliana Araripe, Camila Raffanti e Wanessa Morgado divagam sobre frustrações, carreira e, claro, homens. Estreou em 11/06/2008. Até 27/05/2012.
    Saiba mais
  • Escrita pela dramaturga francesa Yasmina Reza em 2006, a comédia é um exemplo de espetáculo que cumpre as funções básicas: diverte a plateia e promove uma reflexão. Julia Lemmertz e Paulo Betti formam um casal que encontra outro (interpretado por Deborah Evelyn e Orã Figueiredo) para resolver um problema que envolve seus rebentos: o filho deles, de 11 anos, quebrou dois dentes do outro em uma briga. O quarteto explora contradições amparado pela equilibrada direção de Emílio de Mello. Estreou em 15/04/2011. Até 05/05/2013.
    Saiba mais
  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
    Saiba mais
  • Adaptação de Ingmar Bergman (1918-2007) para peça de Henrik Ibsen (1828-1906). Escrito em 1881 pelo autor norueguês, o drama ganhou versão do cineasta sueco em 2002. Clara Carvalho interpreta uma mãe que recebe depois de muitos anos a visita do filho (papel de Flavio Barollo) para participar de uma homenagem póstuma ao pai. A chegada de um pastor (Nelson Baskerville) e a revelação de um segredo que envolve a empregada (Patrícia Castilho) detonam o conflito. Dirigida por Francisco Medeiros, a montagem trata de ambiguidades e dissimulação em um painel que remete à opressão e às aparências. Estreou em 14/05/2011. Prorrogado até 25/09/2011.
    Saiba mais
  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. De 3 a 20/11/2016.
    Saiba mais
  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Mário Viana. Em 1996, diante do quadro homônimo, exposto na 23ª Bienal, o dramaturgo sentiu as palavras saltarem da tela. Impressionado com a cena retratada pelo norueguês Edvard Munch (1863-1944), ele criou esse monólogo dramático. Assim como na pintura, no palco surge uma mulher — interpretada por Anna Cecília Junqueira — olhando para seu interlocutor, o público. Ao seu lado, está um corpo inerte sobre a cama. Curta na duração e densa na atmosfera trágica, a montagem reproduz o tormento da personagem que, após assassinar o amante, enfrenta a consciência. Estreou em 20/02/2009. Até 22/09/2012.
    Saiba mais
  • O autor e diretor Leonardo Moreira oferece um refinado texto e uma encenação que desafia o espectador. Ambientado em três tempos, o drama mostra personagens que enfrentam situações de ruptura. Em 1938, um casal (Thiago Amaral e Fernanda Stefanski), que acaba de comprar uma casa, encara a separação. Passadas quatro décadas, em 1979, duas irmãs (Luciana Paes e Maria Amélia Farah) internam o  pai (o ator Edison Simão) em um asilo. Nos dias atuais, uma mulher e a empregada (Aline Filócomo e Paula Picarelli) constatam o abandono da residência onde a família viveu e registram lembranças em um vídeo. Os atores da Cia. Hiato são fundamentais para esse acerto. Estreou em 27/05/2011. Até 26/7/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO