Roteiro

O que fazer neste domingo (05): cinema

Três bons filmes com várias sessões hoje

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Poesia
'Poesia': filme faturou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo (05)

  • A troca de diretores não fez muito bem à rentável cinessérie de aventura. Saiu Gore Verbinski, que liderou os episódios de 2003, 2006 e 2007, e entrou Rob Marshall, um cineasta mais afeito aos musicais, conforme demonstrou em "Chicago" e "Nine". Também ficaram de fora os protagonistas anteriores, Orlando Bloom e Keira Knightley, para a chegada apagada de Penélope Cruz. Johnny Depp manteve-se no posto principal, o do pirata sedutor Jack Sparrow, aqui menos engraçado do que nas edições passadas. Bastante promissora no início, a trama enfoca a prisão de Sparrow na Londres do século XVI — merece palmas a formidável recriação de época. Ao conseguir escapar da forca, o pirata seguirá até o local onde fica a fonte da eterna juventude. Para isso, contará com a ajuda do corsário Barba Negra (Ian McShane) e da filha deste, papel de Penélope. Mais pessoas, porém, têm interesse no destino de Sparrow. Há poucos efeitos visuais (entre eles os que dão vida a sereias) e muitas sequências escuras em um roteiro anêmico de novas ideias. Estreou em 20/05/2011.
    Saiba mais
  • Em esplêndida atuação no drama sul-coreano, a atriz Yun Jeong-hie interpreta Mija, uma senhora de 66 anos cuja vida não tem sido fácil. Essa aposentada engorda o orçamento servindo de doméstica para um velho doente e, em casa, convive com um neto adolescente que só lhe traz desgostos. A situação fica mais complicada quando o garoto é acusado de ter participado do estupro coletivo de uma garota da escola — e a avó precisa arranjar uma boa grana para aplacar a dor da família da vítima. Para se desanuviar, a protagonista, em estágio inicial de Alzheimer, inscreve-se num curso de literatura. Precisa, então, enxergar a beleza do cotidiano e se inspirar para escrever um poema. O roteiro do diretor Lee Chang-dong, premiado no Festival de Cannes 2010, explora com certa melancolia e poderosa carga dramática os dissabores da solidão e do envelhecimento. Para compensar a tonalidade dura e cinzenta, o realizador faz enxertos poéticos — seja em forma de imagens da natureza, seja através de palavras reconfortantes. Estreou em 25/02/2011.
    Saiba mais
  • O diretor turco radicado na Itália Ferzan Oztepek ("A Janela da Frente") sabe como poucos juntar héteros e homossexuais em um caldeirão de problemas pessoais comuns. Neste drama, ele usa a autenticidade para enfocar os reveses da vida e mostrar a importância dos amigos. Uma dúzia de personagens é apresentada aos poucos. Bem-sucedido escritor, Davide (Pierfrancesco Favino) divide seu espaçoso apartamento em Roma com o namorado, Lorenzo, o narrador (Luca Argentero) da história. Por lá também vivem Sérgio (Ennio Fantastichini), ex-companheiro de Davide, e o casal Nelav (Serra Yilmaz), uma tradutora turca, e o policial Roberto (Filippo Timi). O grupo se completa com a astróloga Roberta (Ambra Angiolini) e o par formado pelo bancário Antonio (Stefano Accorsi) e pela psicóloga Angelica (Margherita Buy). Entregue a atores competentes, o texto abarca desde a traição conjugal até o uso de drogas. Estreou em 03/06/2011.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO