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O que acontece nesta sexta (6): exposições

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Fayga Ostrower
Ilustração de Fayga Ostrower para 'Os Anjos e os Demônios de Deus': abstração e cores vibrantes (Foto: Divulgação)

+ O que fazer nesta sexta (6)

  • Resenha por Jonas Lopes: Ignorado durante anos por ter a produção considerada acadêmica, Eliseu Visconti (1866-1944) tem sido redescoberto aos poucos. Uma enorme retrospectiva colabora com esse esforço. A Modernidade Antecipada reúne 230 obras, como pinturas, desenhos e cerâmicas. A mostra busca redefinir o papel do artista na genealogia da arte brasileira, agora como um precursor, embora meio torto, do nosso modernismo. Visconti cumpre o papel de ligação entre os séculos XIX e XX. Apesar de inclinado ao neoclássico, mantinha-se de olho no que se fazia em seu tempo, e graças a isso flerta algumas vezes com as formas difusas do impressionismo. Um dos núcleos temáticos da montagem aborda também a relação próxima do italiano com a arte decorativa e o design, até então pouco levados a sério pelos especialistas. Das peças escolhidas para a nova exposição, destaque para a obraprima Maternidade, pintada em 1906 e pertencente ao acervo do museu da Luz. De 10/12/2011 a 26/02/2012.
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  • Seis décadas de produção do artista gaúcho são percorridas na seleção. Carlos Scliar (1920-2001) começou a carreira de forma promissora, apostando no expressionismo influenciado por Lívio Abramo e Goeldi, porém logo entrou numa fase regionalista sem a mesma qualidade. O forte engajamento político, em sua produção, às vezes resvala no panfletarismo. Há acertos, contudo, nas ilustrações cubistas feitas para a finada revista Senhor. De 09/11/2011 a 08/01/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: A artista polonesa chegou ao país ainda adolescente, fugindo da ameaça nazista na Europa. Embora seja um dos nomes mais influentes da gravura brasileira no século XX, Fayga Ostrower (1920-2001) tem uma porção considerável de sua produção a ser descoberta pelo grande público. Em cartaz no Museu Lasar Segall e organizada em parceria com o Instituto Moreira Salles, esta mostra expõe 100 trabalhos feitos por ela para ilustrar jornais e livros. As obras reunidas pelo curador Eucanaã Ferraz mapeiam diversas fases da carreira da artista, e as mais antigas apostam na figuração expressionista, voltada à denúncia social. Aos poucos, a abstração toma conta através de cores vibrantes. Constam na seleção, por exemplo, o romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e a peça teatral Os Anjos e os Demônios de Deus, de Joaquim Cardozo. Prorrogada até 04/03/2012.
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  • Doze obras compõem Hardware Seda — Hardware Silk. As peças seguem o estilo irreverente da paulistana Jac Leirner, que cria suas peças a partir da reunião de objetos variados colhidos no cotidiano. Vide Coleção Particular, uma escultura composta de porcas de parafuso, e Retrato, feita com cartões-postais com a imagem de gênios do passado (Mahler, Giacometti, Cocteau). Ainda melhor é Skin (Smoking Red), espécie de tela minimalista formada por sedas para embalar tabaco. Preços não fornecidos. De 03/09/2012 a 27/10/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO