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O que acontece neste sábado (22): exposições

Mostras das mais diversas para visitar neste fim de semana

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Asger Jorn
Litografia de 1970 incluída na mostra: o artista ajudou a fundar o grupo CoBrA (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste sábado

  • Resenha por Jonas Lopes: Nome incontornável da história da arte, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) é a mais importante figura do barroco italiano. Na mostra em cartaz no Masp, trabalhos seus são misturados aos de seguidores chamados de caravaggescos — irregulares, aliás. Há problemas na montagem. Os textos de apoio não deixam claro ao visitante não iniciado se as sete pinturas de fato são de autoria do gênio, como se todas estivessem na mesma situação. Não dá para comparar, por exemplo, a aterradora Medusa Murtola, muito provavelmente de Caravaggio, às discutíveis atribuições São João Batista que Alimenta o Cordeiro e Santo Agapito. De todo modo, vale a pena ir ao museu apreciar uma tela extraordinária, obrigatória na bagagem de qualquer pessoa interessada em cultura. Trata-se de São Jerônimo que Escreve, proveniente da Galeria Borghese, de Roma. Está tudo ali, do jogo dramático de luz e sombra ao realismo extremo nas rugas do santo. Dos influenciados, observe o autorretrato de Orazio Borgianni e Negação de Pedro, de Mattia Preti. De 01/08/2012 a 30/09/2012.
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  • Criado em Paris em 1948 e ativo até três anos depois, o grupo vanguardista CoBrA pregava a completa liberdade no uso de formas e cores. O nome homenageava as cidades dos membros fundadores: Copenhague (Dinamarca), Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). Quem representava o eixo dinamarquês era Asger Jorn (1914-1973), lembrado com a mostra Um Desafio à Luz. Considerado o maior artista escandinavo desde o norueguês Edvard Munch, ele tinha uma ampla gama de interesses — além de pintar, escrevia livros e fazia trabalhos de cerâmica e tapeçaria. A exposição paulistana compõe-se de 102 obras realizadas desde 1937 até o fim da vida. Elas são provenientes do museu que leva seu nome, localizado em Silkeborg, e concentram-se em gravuras, desenhos e colagens. Há ainda quatro telas. Jorn explora várias influências, do expressionismo ao surrealismo, para alcançar um resultado violento e colorido entre a figuração e a abstração. Também em cartaz no Instituto Tomie Ohtake: ✪✪ Thom Mayne (maquetes) e ✪✪ Paulo Bruscky (registros de performances). De 04/09/2012 a 28/10/2012.
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  • Muito menos exibidas no Masp do que o acervo de pinturas, as cinquenta peças reunidas revivem grandes momentos da arte escultórica. Destaque para a excelente montagem no subsolo do museu, dividida em núcleos temáticos pertinentes e variados, a exemplo de “nus”, “dança”, “animais” e “casais”. Há desde o elogio clássico da beleza promovido pelos franceses Renoir, Rodin e Degas (inclusive o maravilhoso bronze Bailarina de 14 Anos) até as formas modernas e grotescas criadas por Francisco Stockinger e pelo americano Jim Dine, pouco conhecido e exibido no Brasil. Por fim, a abstração ganha espaço por meio dos trabalhos de Emanoel Araújo, León Ferrari, Arcangelo Ianelli e Alexander Calder (presente com um de seus inimitáveis móbiles). Até 31/10/2012.
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  • Morto há um mês, aos 105 anos, o fotógrafo argentino tem um lado menos popular de sua produção explorado nas 81 imagens de Luz, Cedro e Pedra. A mostra reúne uma série registrada em 1945 nas cidades históricas de Minas Gerais. Ali, ele focou um tema específico: as esculturas de Aleijadinho em Sabará, Ouro Preto e Congonhas do Campo. Expoente do modernismo latino-americano, Coppola sobressaiu pelos flagrantes urbanos de Buenos Aires. Esses trabalhos modernistas revelam a atenção aos aspectos geométricos da cidade, reflexo do período passado pelo artista na Alemanha. Entre 1932 e 1933, ele estudou na cultuada escola fundada pelo arquiteto Walter Gropius, a Bauhaus, onde conheceu a primeira esposa, Grete Stern, posteriormente celebrizada pelas fotomontagens surrealistas. Fugindo da ameaça nazista, o casal veio para a América do Sul em 1935. Dez anos depois disso, Coppola visitou o Brasil para realizar o conjunto agora exibido. As figuras esculpidas pelo gênio do barroco, de fato, surgem quase como personagens nos retratos. É impossível não ficar tocado com a serenidade de São João Evangelista Adormecido ou por três Cristos, dois deles crucificados e o último com a coroa de espinhos. Não ficaram de fora os imponentes doze profetas do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo. De 18/07/2012 a 11/11/2012.
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  • Nome importante da abstração latino-americana, o artista venezuelano Alejandro Otero (1921-1990) tem exibidos na mostra quarenta dos chamados Coloritmos — pinturas com linhas em preto e branco e pequenas zonas coloridas. Posicionado na história da arte em algum ponto entre o construtivismo e a arte cinética, Otero, muito influenciado por Mondrian, consegue impor um ritmo quase musical às faixas de cores. Não deixe de observar os pequenos desenhos e colagens que serviram de estudo para a série, eles são ainda melhores. De 04/09/2012 a 06/01/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO