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O que acontece neste sábado (22): cinema

Confira bons filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Ted - Mark Wahlberg
'Ted': comédia para adultos traz um solteiro que precisa se livrar de seu urso de infância (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste sábado

  • O  Festival Indie retorna ao CineSesc a partir de quarta (16/9). Dedicada à produção mundial independente, a mostra faz homenagem neste ano a dois cineastas: a russa Kira Muratova e o lituano Sharunas Bartas. Destaca-se na programação o documentário Eu Sou Ingrid Bergman, fita sueca sobre a lendária atriz. De 16 a 30/9/2015. Confira a programação: Quarta, 16 de setembro 20h30 - Paz para nós em nossos Sonhos (2015), de Sharunas Bartas (Abertura) Quinta, 17 de setembro 15h – Sete Irmãos Chineses (2015), de Bob Byington 16h30 - Chuva de Primavera (1958), de Kira Muratova e Oleksandr Muratov|Breves Encontros (1967), de Kira Muratova 19h  - Na Memória de um dia que se Foi (1990), de Sharunas Bartas|Três Dias (1991), de Sharunas Bartas 21h30 - La La La at Rock Bottom (2015), de Nobuhiro Yamashita Sexta, 18 de setembro 15h - 40 Dias em Silêncio (2014), de Saodat Ismailova 17h - O Longo Adeus (1971), de Kira Muratova 19h – O Corredor (1994), de Sharunas Bartas 21h30 - Tangerina (2015), de Sean Baker Sábado, 19 de setembro 15h - Pai e Filhos (2014), de Wang Bing 17h - Conhecendo o Grande  e Vasto Mundo (1978), de Kira Muratova 19h - Sete Homens Invisíveis (2005), de Sharunas Bartas 21h30 – Eu Sou Ingrid Bergman (2015), de Stig Björkman Domingo, 20 de setembro 15h - Até que eu Perca o Fôlego (2015), de Emine Emel Balci 17h - Paz para nós em nossos Sonhos (2015), de Sharunas Bartas 19h30 - Hill of Freedom (2014), de Hong Sang-Soo 21h - Cemitério do Ssplendor (2015), de Apichatpong Weerasethakul Segunda, 21 de setembro 15h - Para sempre no Espaço (2015), Greg W. Locke 17h30 - Mudança de Destino (1987), de Kira Muratova 19h30 - Alguns de Nós (1996), de Sharunas Bartas 21h30 - Contando (2015), de Jem Cohen Terça, 22 de setembro 15h - Paisagem com várias Luas (2014), de Jaan Toomik 17h- Liberdade (2000) , de Sharunas Bartas 19h - O Paraíso (2014), de Alain Cavalier 20h30 - Síndrome Astênica (1989), de Kira Muratova Quarta, 23 de setembro 15h- Três Dias (1991), de Sharunas Bartas 17h- Três Histórias (1997)|Carta para América (1999), de Kira Muratova 19h30 - Na Ventania (2014) , de Martti Helde 21h30 - Necktie Youth (2015), de Sibs Shongwe-La Mer Quinta, 24 de setembro 15h – O Corredor (1994), de Sharunas Bartas. 17h – Eterno Retorno (2012), de Kira Muratova Sexta, 25 de setembro 15h - A Ilha do Milharal (2014), de George Ovashvili 17h  - Conhecendo o Grande  e Vasto Mundo (1978), de Kira Muratova 19h - O Nativo da Eurásia (2010), de Sharunas Bartas 21h30 - É isso! (2015), de Sogo Ishii Sábado, 26 de setembro 15h - O Longo Adeus (1971), de Kira Muratova 17h - Poeta em Viagem de Negócios (2015), de Ju Anqi 19h  - A casa (1997), de Sharunas Bartas 21h30 - O Cheiro da Gente (2014), de Larry Clark Domingo, 27 de setembro 15h - O Nascimento do Saquê (2015), de Erik Shirai 19h30 - Liberdade (2000) , de Sharunas Bartas 21h30– O Tesouro (2015), de Corneliu Porumboiu Segunda, 28 de setembro 15h - Alguns de Nós (1996), de Sharunas Bartas 17h - Motores de Tchekhov (2002), de Kira Muratova 19h30 - Ponto de Fuga (2015), de Jakrawal Nilthamrong 21h30 - A vida de Jean-Marie (2015), de Peter Van Houten Terça, 29 de setembro 15h - Sete Homens Invisíveis (2005), de Sharunas Bartas 17h30 - Dois em Um (2007), de Kira Muratova 20h - O Movimento (2015), de Benjamin Naishtat 21h30 - Wasp (2014), de Philippe Audi-Dor Quarta, 30 de setembro 15h- A casa (1997), de Sharunas Bartas 17h30  - Chuva de Primavera (1958), de Kira Muratova e Oleksandr Muratov|Breves Encontros (1967), de Kira Muratova
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  • Entra ano, sai ano e Hollywood revela um nome do humor saído da TV. Alguns bons exemplos são o diretor e roteirista Judd Apatow ("O Virgem de 40 Anos") e o ator Sacha Baron Cohen ("O Ditador"). O cara da vez se chama Seth MacFarlane, criador do cultuado seriado de animação "Uma Família da Pesada" (1999-2012). Em sua estreia no cinema (como diretor e roteirista), MacFarlane marcou um golaço: Ted, além de divertidíssimo, faturou cerca de 217 milhões de dólares nos Estados Unidos e ocupa a sexta posição no ranking das maiores bilheterias de 2012 naquele país. Ted segue a linha da “comédia para marmanjos”, cujo ápice de sucesso se deu em "Se Beber, Não Case!", de 2009. Há, porém, um abismo entre as duas fitas. Sem apelações grotescas e muito mais inteligente e perspicaz, a produção pode também agradar às mulheres — sua história envolve romance e traz um urso de pelúcia como protagonista. Mas calma lá. Não se trata de um personagem fofinho nem infantil. A trama começa em meados da década de 80 e flagra a solidão do menino John. Para fazer companhia ao filho, seus pais o presenteiam no Natal com o tal brinquedo. John quer que Ted ganhe vida e seu desejo é atendido (!). Já aos 35 anos, John (um papel sob medida para Mark Wahlberg) virou atendente numa locadora de carros em Boston, mora há quatro anos no apartamento da namorada (Mila Kunis) e ainda tem em Ted (dublado por MacFarlane na versão em inglês) seu único amigo. Eles adoram assistir à ficção trash "Flash Gordon" (1980) na TV, sempre acompanhados de cerveja e, olha só, substâncias ilícitas. Longe de ser um modelo, o desbocado Ted transa com prostitutas e adora uma balada de arromba. Impressionante: embora uma criação digital, o personagem de personalidade forte parece mesmo de verdade. MacFarlane, de 38 anos, pode ser considerado a versão americana de Baron Cohen. Tal qual o humorista inglês, ele não perdoa nada nem ninguém em sua sátira ácida. Na mira dos disparos hilários estão de judeus a gays, da cantora Norah Jones ao galãzinho Taylor Lautner ("Crepúsculo"). Ted, contudo, incide numa graça menos ofensiva e recheada de citações do universo pop. Quem pescar as piadas vai saber que assistiu a uma das melhores comédias do ano. Estreou em 21/09/2012.
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  • Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2011, trata-se de um dos projetos mais ambiciosos do diretor russo, que encerra aqui uma série de quatro filmes sobre totalitarismo e corrupção do poder. Depois dos dramas biográficos Moloch (1999), Taurus (2001) e O Sol (2005), Sokurov altera o tom do registro para criar uma fábula épica — e muito particular — a partir da lenda alemã. A tragédia escrita por Goethe (1749-1832) é uma das muitas fontes em que o diretor se referenciou para contar a história de Dr. Fausto (papel de Johannes Zeiler). Obcecado por acumular o máximo de conhecimento sobre o mundo, o estudioso aceita vender a alma ao demônio. Com imagens turvas, o diretor atira o público em um mundo estranho, feito de delírios, sordidez e algum encantamento. Estreou em 29/06/2012.
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  • Enquanto uns devem rolar de rir com o humor afiado e propositalmente misógino, outros podem achar a comédia francesa grosseira. Trata-se de um projeto pessoal de Jean Dujardin, vencedor do Oscar 2012 de melhor ator por O Artista. Além dele, seis diretores e quatro roteiristas se dividiram na criação de nove histórias curtas. Embora longas-metragens em esquetes normalmente se mostrem irregulares, o saldo aqui se revela satisfatório — os capítulos nos quais a graça se impõe são superiores às tramas dramáticas. De tom explicitamente machista, o prólogo dá uma ideia do conjunto. Mesmo casados, os amigos Fred (Dujardin) e Greg (Gilles Lellouche), ambos na idade do lobo, aproveitam a balada e transam com mulheres de apenas uma noite. Os mesmos personagens voltam no derradeiro episódio: eles largam as esposas por uns dias e vão atrás das americanas em Las Vegas. Polêmica, a conclusão pode deixar estarrecido o espectador mais conservador. Dois outros curtas também se destacam, mas o trunfo do filme está no livre-arbítrio e na ousadia de Dujardin e seus camaradas de expor às claras seus pensamentos sobre a traição conjugal. Estreou em 07/09/2012.
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  • Versátil cronista da cidade de São Paulo desde a década de 80, o diretor paulistano assina aqui seu trabalho mais redondo, embora o humor, uma de suas especialidades, apareça apenas de relance. Pudera. Em seu primeiro drama de época, a ação transcorre na capital paulista no inverno de 1971, em pleno regime militar. Na trama, Emílio de Mello interpreta um diretor de teatro viciado em jogatina que está montando uma peça bancada pelo Partido Comunista. Como deve favores, recebe uma intimação de um militante para esconder dois homens procurados pela polícia. A saída é refugiar a dupla no casarão onde mora Lilian (Julia Ianina), a namorada de seu irmão (Geraldo Rodrigues). Detalhe: Lilian vive com o avô, um general de exército aposentado (papel de Walmor Chagas). Também roteirista, Giorgetti foge de qualquer estereótipo ou clichê daquele período, focando seu registro na classe média e nos artistas afetados pela repressão no país. Estreou em 07/09/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO