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O que acontece neste sábado (11): peças de teatro

Aproveite um dos cinco espetáculos selecionados que estão em cartaz em São Paulo

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

Navalha na Carne - Teatro - 2217
Rogério Barros e Marta Paret: violentos embates diante da plateia (Foto: Fabiana Diaz)

+ O que fazer neste sábado (11)

  • Escrita pela dramaturga francesa Yasmina Reza em 2006, a comédia é um exemplo de espetáculo que cumpre as funções básicas: diverte a plateia e promove uma reflexão. Julia Lemmertz e Paulo Betti formam um casal que encontra outro (interpretado por Deborah Evelyn e Orã Figueiredo) para resolver um problema que envolve seus rebentos: o filho deles, de 11 anos, quebrou dois dentes do outro em uma briga. O quarteto explora contradições amparado pela equilibrada direção de Emílio de Mello. Estreou em 15/04/2011. Até 05/05/2013.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Plínio Marcos (1935-1999). Criado em 1967, o drama ganha uma pungente encenação carioca que prioriza o realismo característico do autor santista. A prostituta Neusa Sueli (Marta Paret) começa a perder fregueses e vê seu faturamento cair enquanto a irritação do cafetão Vado (papel de Rogério Barros) aumenta. Um desentendimento com o homossexual Veludo (Rodolfo Mesquita) na pensão onde moram detona o conflito. O diretor Rubens Camelo não força uma contemporaneidade além daquela que os personagens já têm, e o cenário, que transforma o espaço em um decadente quarto, reforça as intenções. Estreou em 05/05/2011. De 04/07 a 07/07/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Mário Viana. Em 1996, diante do quadro homônimo, exposto na 23ª Bienal, o dramaturgo sentiu as palavras saltarem da tela. Impressionado com a cena retratada pelo norueguês Edvard Munch (1863-1944), ele criou esse monólogo dramático. Assim como na pintura, no palco surge uma mulher — interpretada por Anna Cecília Junqueira — olhando para seu interlocutor, o público. Ao seu lado, está um corpo inerte sobre a cama. Curta na duração e densa na atmosfera trágica, a montagem reproduz o tormento da personagem que, após assassinar o amante, enfrenta a consciência. Estreou em 20/02/2009. Até 22/09/2012.
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  • Peças / Comédia

    Enquanto Isso...
    VejaSP
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    De Alan Ayckbourn. Criada em 1973, a comédia é uma trilogia de estrutura engenhosa: Na Sala de Jantar (apresentado às sextas), Na Sala de Estar (sábado) e No Jardim (domingo) são textos independentes e podem ser vistos em qualquer ordem. Porém, mantêm vínculos entre si. Todos se passam ao mesmo tempo numa casa de campo inglesa. Tradutor e diretor, Isser Korik deu uma abrasileirada nos nomes dos personagens e dos lugares. Nilton (interpretado por Eduardo Reyes, substituindo Bruce Gomlevsky) trai a mulher, Júlia (Larissa Eberhardt), com a cunhada, Ana (Bruna Thedy), que vive cuidando da mãe doente e é cortejada por Rui (Fábio Ock). Para tumultuar mais o ambiente, surge o casal Celso (André Corrêa), irmão de Ana e Júlia, e Laura (Einat Falbel). Entrosado, o elenco aproveita a comicidade das situações. Assim, quem assiste aos quiproquós de uma parte quer logo saber das confusões das outras duas. Estreou em 05/01/2011. Prorrogado até 26/06/2011.
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  • Adaptação de Ingmar Bergman (1918-2007) para peça de Henrik Ibsen (1828-1906). Escrito em 1881 pelo autor norueguês, o drama ganhou versão do cineasta sueco em 2002. Clara Carvalho interpreta uma mãe que recebe depois de muitos anos a visita do filho (papel de Flavio Barollo) para participar de uma homenagem póstuma ao pai. A chegada de um pastor (Nelson Baskerville) e a revelação de um segredo que envolve a empregada (Patrícia Castilho) detonam o conflito. Dirigida por Francisco Medeiros, a montagem trata de ambiguidades e dissimulação em um painel que remete à opressão e às aparências. Estreou em 14/05/2011. Prorrogado até 25/09/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO