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O que acontece neste domingo (23): cinema

Bons filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Intocáveis - Festival Varilux de Cinema Francês 2012
O filme "Intocáveis", de Olivier Nakache e Eric Toledano: amizade masculina (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo

  • Riqueza de material de arquivo inédito, pesquisa apurada e depoimentos esclarecedores fazem a diferença neste documentário. Um dos movimentos culturais mais festejados da história brasileira, o tropicalismo durou pouco. Entre 1967 e 1968, Caetano Veloso e Gilberto Gil, dois dos maiores expoentes, lançaram canções de vanguarda que, diferentemente de outras músicas da época, criticavam o período militar de uma forma mais anárquica e pop. O auge se deu no disco Tropicália ou Panis et Circensis. Além de Gil e Caetano, a obra reuniu Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes, Nara Leão, a poesia de Torquato Neto e Capinam e os arranjos de Rogério Duprat. O movimento se estendeu ao cinema novo de Glauber Rocha e ao teatro de José Celso Martinez Corrêa. De uma forma envolvente e criativa, o documentarista Marcelo Machado (sócio nos anos 80 de Fernando Meirelles na produtora Olhar Eletrônico) relembra passo a passo do surgimento do tropicalismo: dos festivais da Record ao exílio de Caetano e Gil, em Londres, por meio de imagens tiradas do baú. Trata-se, portanto, de um amplo e rico painel musical e visual, tratado sem preguiça nem presunção. Estreou em 14/09/2012.
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  • O documentário de Coutinho ("Edifício Master") volta ao cartaz em cópia restaurada pela Cinemateca. Em 1964, o realizador foi à Paraíba para fazer um registro do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. Com o golpe militar de 64, o longa-metragem foi interrompido. Dezessete anos depois, Coutinho voltou até lá para dar continuidade ao filme e entrevistar, além da viúva, outros companheiros que participaram das filmagens originais. Reestreou em 14/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Claude François, interpretado com garra por Jérémie Renier ("A Criança"), nasceu no Egito em 1939, mas nos anos 50 precisou sair do país com a família. Jovem e em busca de sucesso, François se interessou por música, para desgosto de seu pai. Embora tenha demorado um pouco até emplacar um sucesso, tornou-se um ídolo pop francês entre as décadas de 60 e 70. Fora da França, ficou conhecido por Comme d’Habitude (1967), que, posteriormente, foi gravada com estrondosa repercussão por Frank Sinatra com o título My Way — há inclusive uma cena em que François vê Sinatra num hotel mas, tímido, não se apresenta como o autor da canção. O drama biográfico segue uma cartilha didática e, com esmerada produção de época, mostra-se correto e convencional. O roteiro incide nos momentos de altos e baixos, enfoca seus diversos relacionamentos amorosos (e as traições), o gênio destemperado, o flerte com gêneros musicais distintos (do soul à disco music) até a dramática morte, aos 39 anos. Estreou em 14/09/2012.
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  • Inspirada em uma história real, a comédia dramática já foi lançada em DVD e Blu-ray. O que poderia render um dramalhão lacrimoso virou uma espirituosa trama capaz de tirar do sério um tema espinhoso. François Cluzet, em excelente desempenho, interpreta Philippe, um milionário tetraplégico de Paris que busca um cuidador. Quando conhece Driss (Omar Sy), Philippe parece ter encontrado a pessoa certa. Vindo da periferia, pobre, negro e malandro, Driss não tem carta de referência, mas possui autoestima inabalável, além de uma contagiante alegria de viver. Como quer alguém que não o veja com piedade, o ricaço o contrata. Estreou em 31/08/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Quem viu os desconcertantes “Borat” (2006) e “Bruno” (2009) pode ter uma noção do que esperar da nova comédia escrita e estrelada por Sacha Baron Cohen. A fórmula dos dois filmes anteriores mudou um pouco. Devido à sua cara manjada no mundo, Cohen, mesmo disfarçado, não se arriscou mais a improvisar por meio de pegadinhas. Preferiu escrever uma história avassaladoramente atrevida e também escorada no politicamente incorreto. O resultado é igual ao dos trabalhos anteriores: ou se ama ou se odeia sua sátira despudorada. Logo na abertura, surge a primeira piada — o longa-metragem foi dedicado a Kim Jong- Il, o déspota norte-coreano morto em dezembro de 2011. Na trama, Aladeen (Cohen), o ditador irascível e mimado de um fictício país árabe no norte da África, manda torturar e matar detratores sem piedade. Preocupadas, as demais nações pedem um pronunciamento dele na ONU. Quando ele vai para Nova York, sua vida sofre uma guinada provocada por Tamir (Ben Kingsley), seu conselheiro. Cohen está afiadíssimo para zombar dos deficientes físicos aos imigrantes filipinos e sudaneses, do grupo Menudo ao atentado terrorista ao World Trade Center. Ele é uma metralhadora verbal capaz de brincar com assuntos sérios sem poupar nada nem ninguém. Estreou em 24/08/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO