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O que acontece neste domingo (19): cinema

Cinco bons filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line

X-Men - Primeira Classe
Jason Flemyng e January Jones em cena: cinessérie 'X-Men - Primeira Classe' mescla humor, efeitos especiais e ação (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo (19)

  • Lançada em 2008, a animação "Kung Fu Panda" era uma divertida brincadeira com filmes de artes marciais. A ideia de um herói pançudo e atrapalhado que fazia de sua falta de jeito uma arma contra um inimigo mais habilidoso rendia boas piadas visuais. Sua jornada de autoaceitação ficou bem resolvida em pouco mais de uma hora e meia de história, e uma continuação parecia desnecessária. Mas a arrecadação de cerca de 630 milhões de dólares pelo mundo tornou-se a justificativa de que os produtores precisavam para lançar "Kung Fu Panda 2". Por sorte, os criativos roteiristas encontraram um novo fio condutor para o personagem, e agora ele parte em busca de suas origens. O passado do urso panda Po (voz de Jack Black no original e de Lúcio Mauro Filho na versão dublada) está ligado ao do pavão Shen. Expulso do palácio por sua arrogância, o vilão arma um plano de vingança e ameaça pôr fim ao kung fu. Cabe ao protagonista e aos seus aliados, os Cinco Furiosos, defender o Vale da Paz. Muito mais ágil, mas ainda bonachão, Po procura na infância as respostas para ajudá-lo em sua luta. A ação carnavalesca toma conta de boa parte da fita e às vezes cansa. Não faltam, porém, bons motivos para rir, como a cena do empolgado discurso do protagonista antes do confronto final. Tecnicamente mais evoluído, o filme traz ainda benfeitas cenas de flashback desenhadas a mão. Estreou em 10/06/2011.
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  • Em seu atual giro pelo mundo, Woody Allen parou na França para fazer um dos seus filmes mais graciosos dos últimos anos. Em Paris, um roteirista americano (Owen Wilson) com pretensão de ser escritor se distancia de sua noiva consumista (Rachel McAdams), de seus sogros conservadores e dos amigos esnobes dela. Cansado do vazio da vida moderna, ele prefere caminhar sozinho à noite para se inspirar. Depois da meia-noite, porém, descobre uma cidade diferente, atemporal, como sempre sonhou. O cineasta colocou inúmeras referências culturais para destacar o charme parisiense, principalmente aquele perdido no passado. De quebra, lembrou-se de quando viveu lá como um jovem comediante querendo escrever romances. Estreou em 17/06/2011.
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  • Apesar do infeliz título em português, não se trata de um romance água com açúcar, mas de um drama pesadão e contundente. Indicada ao Oscar 2011 de melhor atriz, Michelle Williams (“O Segredo de Brokeback Mountain”) faz par com Ryan Gosling (“A Garota Ideal”). Eles interpretam esposa e marido, pais de uma menina de 5 anos, que sentem o peso do relacionamento. Para acertar os ponteiros, reservam um quarto de motel para tentar relembrar o início da relação. O filme acompanha simultaneamente duas fases distintas da vida do casal: quando se conheceu, unido pelas ilusões românticas, e, anos depois, afastados pela rotina familiar. Excelente trabalho de atores em uma história tão verdadeira que chega a doer no espectador. Estreou em 10/06/2011.
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  • A peça "Qualquer Gato Vira-Lata Tem uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa", de Juca de Oliveira, estreou em 1998 e, tardiamente, ganha uma morna adaptação para o cinema. Na pele de sua primeira protagonista, Cleo Pires dá vida a Tati, uma namorada grudenta que, sem muitas explicações, ganha um chega pra lá do namorado surfista-playboy (Dudu Azevedo). Na mesma noite, a moça fica chocada ao ouvir do professor de biologia Conrado (Malvino Salvador) que os animais aproveitam melhor a vida sexual. Embora considere o sujeito machista, Tati decide seguir os conselhos dele para reconquistar o amado. No meio do caminho, pinta (claro!) uma atração entre o mentor e a pupila. Levada sem muita graça e demasiado esforço dos atores para convencer em papéis tolos, a comédia, com o perdão do trocadilho, mostra-se vira-lata. Estrela da montagem teatral, Rita Guedes faz aparições como a ex-namorada de Conrado. Estreou em 10/06/2011.
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  • Antes ou depois do premiado e controverso "Gosto de Cereja" (1997), o cineasta iraniano Abbas Kiarostami quase sempre manteve o foco nos problemas e no povo de seu país — tanto em ficções, caso de "Através das Oliveiras" (1994), como nos documentários, a exemplo de "10 sobre Dez" (2003). De uns anos para cá, o diretor decidiu radicalizar ainda mais. No dificílimo "Shirin", de 2008, fez um registro das expressões faciais de uma plateia feminina diante da exibição de um filme romântico. Há algo também de inusitado, complexo, original e bem mais animado no drama "Cópia Fiel", que deu a Juliette Binoche o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes do ano passado. Em sua primeira fita rodada na Europa, Kiarostami acompanha a jornada de uma francesa na Itália. Dona de uma galeria em Arezzo, na Toscana, a quarentona interpretada por Juliette assiste, por vezes distraída, à palestra do escritor britânico James Miller (papel do barítono William Shimell). Trata-se de uma apresentação calorosa sobre as obras de arte e suas reproduções, as tais cópias fiéis. Após um breve encontro em sua loja, a personagem leva James para um passeio no encantador vilarejo de Lucignano. Tudo se passa num único dia. No bate-papo com a dona de um café, a protagonista muda o rumo da trama dizendo ser mulher do escritor. Os diálogos entre eles, antes impessoais e na língua inglesa, passam a ser em francês e atingem esferas mais íntimas. Quanto há de verdade e mentira no argumento de Kiarostami? Talvez nem mesmo o próprio fosse capaz de revelar. E é justamente sob o signo do insolúvel que faz a brincadeira de "Cópia Fiel" ficar ainda mais curiosa e fascinante. Em formidável jogo de cena, os dois atores (sobretudo Juliette) se desdobram para dar conta de atuações sob longos planos-sequência, uma especialidade do realizador, aqui se reafirmando como um dos mais instigantes do cinema atual. Estreou em 18/03/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO