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O que acontece neste domingo (29): exposições

Mostras das mais diversas para visitar na cidade

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Wolfgang Tillmans - 2262 - Exposições
A obra CLC 1100: Wolfgang Tillmans escolheu o MAM para realizar a exposição (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo (29)

  • Resenha por Jonas Lopes: Primeiro fotógrafo a conquistar o controverso Turner Prize, o artista ganha individual no MAM, museu escolhido por ele mesmo, em viagem anônima. Nascido na Alemanha, Wolfgang Tillmans sentia-se pouco à vontade com o contexto do país natal ao iniciar a carreira na fotografia, devido à onipresença da chamada Escola de Düsseldorf, marcada por enquadramentos rígidos e pela maneira fria de retratar prédios e fábricas. O casal de professores Bernd e Hilla Becher foi o principal expoente do gênero. Os dois educaram excelentes nomes posteriores, a exemplo de Thomas Struth, Andreas Gursky e Candida Höfer. Apaixonado pela cultura pop, Tillmans resolveu se mudar para Londres, onde se consagrou com um estilo colorido e emotivo. Fez nesse período registros da cena gay local, além de retratos de amigos em parques. Nos últimos anos, o artista se dedicou, ao mesmo tempo, à abstração, a partir de experimentos de cores e luzes saturados envolvendo manipulação de papéis fotográficos. Obras dessas diversas fases estão na mostra paulistana, versão ampliada de outra, apresentada na galeria londrina Serpentine. Marcam presença ainda dois vídeos. Pouco convencional, a montagem traz trabalhos pendurados em fios e ganchos, alguns deles colados diretamente na parede, sem moldura.  De 28/03/2012 a 27/05/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Na primeira metade do século passado, especialmente nas décadas de 20 e 30, a região do Mangue, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, ficou famosa pelos bordéis e pela quantidade de intelectuais que se reuniam neles. Esse momento serve de inspiração para a mostra Poéticas do Mangue, em cartaz no Museu Lasar Segall. Estão reunidas ali100 obras, de coleções públicas e particulares, entre aquarelas, gravuras e pinturas. A influência primordial da coletiva é o expressionismo alemão, escola caracterizada pela consciência social e decidida a investigar os limites da vida burguesa e, a partir daí, transgredi-los. Na Alemanha do período entreguerras, a chamada República de Weimar (1919- 1933), a abundância de cabarés inspirou Otto Dix, George Grosz, Walter Jacob e Otto Lange, todos representados na exposição devido à influência exercida sobre o cenário artístico brasileiro. Lasar Segall marca presença com o álbum Mangue, formado por desenhos assinados de 1925 a 1943 e cuja primeira edição trazia textos introdutórios dos escritores Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Jorge de Lima. Emiliano Di Cavalcanti, por sua vez, teve incluído o conjunto Fantoches da Meia Noite, de 1921. “Eles fazem abordagens distintas de um mesmo tema”, diz o curador Fábio Magalhães. “Segall tem uma postura engajada, vê tudo com distanciamento, enquanto Di Cavalcanti explora elementos de boemia e promiscuidade.” A lista de artistas traz ainda Cícero Dias, Antonio Gomide e outros. De 01/04/2012 a 17/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Nova edição da tradicional mostra baseada em um acervo iniciado há 21 anos. São dez artistas, no total. Entre os presentes estão figuras consagradas, como o grande Geraldo de Barros e José Medeiros, autor de belos registros de cenários do Rio de Janeiro. Dois contemporâneos sobressaem: Miguel Rio Branco, sempre caracterizado pelo uso de cores saturadas e por imagens de erotismo poético, e Rosângela Rennó, de pegada mais experimental. Prorrogada até 08/07/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Cada vez mais respeitada pelo mercado, a ponto de em alguns casos alcançar quase o mesmo prestígio de nomes contemporâneos importantes, a arte naïf é tema de uma ampla mostra. Os curadores Germana Monte-Mór e Rodrigo Naves compilam trabalhos de dez artistas inseridos nesse universo, com resultados que vão além do senso comum do gênero. Basta observar as pinturas do baiano Aurelino dos Santos, adepto de perspectivas verticalizadas, à maneira de Guignard. Ou as excelentes esculturas do mineiro Getúlio Damado, construídas a partir de materiais do cotidiano, a exemplo de embalagens de xampu, tampas de garrafa, disquetes e até um cabo de computador. Personagens típicos do realismo fantástico surgem nas estatuetas do sergipano Véio, do alagoano Antonio de Dedé e do pernambucano Manoel Galdino. Quem prefere uma produção mais tradicional pode apreciar as bonecas de cerâmica assinadas por Izabel Mendes da Cunha, herdeira da tradição do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Prorrogada até 03/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Poucas vezes uma mostra do Museu da Língua Portuguesa conseguiu abordar com tanta eficiência o universo de um escritor — talvez a de Guimarães Rosa, em 2006, seja a única comparável. Apesar de a fórmula de recorrer a instalações audiovisuais e interativas ter sido repetida, sobressai a cenografia criada por Daniela Thomas e Felipe Tassara. Depois de apreciar um mural de azulejos na entrada, o espectador passa a ter contato direto com a obra de Jorge Amado (1912-2001): monitores exibem trechos de romances consagrados, enquanto caixas de som em bacias de lavadeiras transmitem as mesmas passagens em áudio. Nomes de personagens como Gabriela, Quincas Berro d’Água, Tieta e Dona Flor aparecem em 8.000 fitas do Senhor do Bonfim. Há ainda uma seleção de edições estrangeiras e núcleos dedicados ao engajamento político e à mestiçagem na produção do autor. Artistas plásticos, a exemplo de Renina Katz, Calasans Neto e Carybé, apresentam ilustrações feitas para seus livros. De 17/04/2012 a 22/07/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO