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O que acontece neste domingo (12): exposições

São seis mostras das mais diversas para visitar neste fim de semana na cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Papéis brasileiros
A exposição 'Papéis Brasileiros', no Masp: boa parte do acervo de gravuras do museu (Foto: Divulgação)

+ O que fazer neste domingo (12)

  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • O Masp apresenta ao público 120 gravuras em papel de sua coleção assinadas por artistas brasileiros. A montagem privilegia a passagem da figuração ao abstracionismo, resultando, nos últimos anos, em um modelo híbrido adotado por nomes como Cildo Meireles e Nelson Leirner. Constam na seleção dos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino joias de Volpi, Iberê Camargo (da série Manequins da Rua da Praia), Marcello Grassmann, Fayga Ostrower (em raros momentos figurativos) e Arcangelo Ianelli, entre outros.  Prorrogada até 02/10/2011.
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  • A excelente mostra compreende essas relações estabelecidas no período pelo casal formado pela portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e pelo húngaro Arpad Szenes (1897-1985) e pelos artistas brasileiros. A dupla aportou no Rio de Janeiro em 1940 e por lá permaneceu até 1947. Muito bem tramada, a curadoria do crítico Paulo Herkenhoff exercita alguns diálogos lógicos e outros lógicos e outros nem tanto, perpassando a produção do Brasil entre a década de 20 e os nossos dias. A seleção de 100 obras enfoca, sobretudo, Maria Helena. Seu início de carreira é marcado pela figuração geométrica à maneira do modernismo, e nisso encontrou eco em Tarsila e Portinari. Pouco depois, ela realizou estudos de perspectiva semelhantes aos de Alberto da Veiga Guignard. Ao abandonar as formas mais reconhecíveis, antecipou o abstracionismo informal virulento de Antonio Bandeira e o neoconcretismo de Lygia Clark. Maria Helena ainda chegou a assinar a decoração com azulejaria de um restaurante carioca, análoga a trabalhos de Athos Bulcão, Volpi e da contemporânea Adriana Varejão. Menos representado do que a esposa, Szenes surge com pinturas feitas sobre jornal. Elas são postas em comparação aos experimentos com papel de Antonio Manuel. De 18/05/2011 a 26/06/2011.
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  • Turco de origem grega, o psicanalista Theon Spanudis (1915-1986) veio para São Paulo nos anos 50 trabalhar como professor. Apaixonado por arte, ele logo passou a frequentar ateliês paulistanos. Iniciou sua coleção ao adquirir a geométrica têmpera Casas de Itanhaém, de Alfredo Volpi, tornando-se um dos primeiros colecionadores a apostar no artista. Essa e outras 22 peças de seu valioso acervo — sem filhos ou herdeiros, ele doou 453 itens ao Museu de Arte Contemporânea da USP em 1979 — integram a mostra, formada apenas por pinturas. Na seleção do curador e diretor do MAC, Tadeu Chiarelli, há outras preciosidades de Volpi, como Mané Gostoso e Bandeirinha. Entre as obras, sobressaem ainda as belas naturezas-mortas de Mira Schendel. A exposição reúne também três quadros de Chen Kong Fang e quatro de Eleonore Koch, discípula de Volpi. Prorrogada até 05/06/2011.
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  • Nome incontornável do fotojornalismo do século passado, sobretudo nos quase vinte anos em que trabalhou na revista Life, o americano Andreas Feininger (1908-1999) ganha a primeira individual na América Latina. A retrospectiva reúne 93 imagens da cidade de Nova York feitas durante a década de 40. Entusiasmado e ao mesmo tempo cético em relação ao progresso urbano, o fotógrafo clicou pontes, arranhacéus, indústrias, carros e multidões da metrópole. Arquiteto formado pela escola alemã Bauhaus, da qual seu pai, Lyonel, foi um dos fundadores, Feininger pode ser classificado como formalista. Ao contrário de Henri Cartier-Bresson, sempre à espera do “momento decisivo”, ele se preocupava em estruturar com perfeição o ângulo de cada enquadramento, à maneira de uma composição musical. Não à toa, manifestava paixão pelos minuciosos contrapontos de Johann Sebastian Bach.  De 26/03/2011 a 26/06/2011.
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  • Os 92 trabalhos da exposição — divididos entre aquarelas, desenhos e óleos — foram realizados entre 1825 e 1826, em Portugal e no Brasil. Com apenas 25 anos, o inglês Charles Landseer viajou acompanhando uma missão diplomática chefiada por Charles Stuart, que, ao fim do percurso, confiscou toda a sua produção. A pena delicada do londrino surpreende nos registros de praias e, sobretudo, da dura vida dos escravos nas cidades, inclusive em cenas de surra de chicote em público. De 10/05/2011 a 10/07/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO