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O que acontece nesta sexta (21): cinema

Selecionamos alguns filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

O monge - Vincent Cassel
'O Monge': personagem de Vincent Cassel é tentado pelo diabo a cometer erros (Foto: Divulgação)

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  • Em sua estreia no longa-metragem, o jovem diretor publicitário de 25 anos traz à tona um tema atual e bastante oportuno: as tragédias no trânsito paulistano que dominaram as manchetes nos últimos meses. Um dos casos abordados é o de Vitor Gurman, amigo desde criança do realizador e atropelado na Rua Natingui, em Pinheiros, em julho de 2011. Outro acontecimento chocante foi a morte da irmã e da mãe de Rafael Baltresca, em frente ao Shopping Villa-Lobos. Para costurar as tristes histórias, Serrano, também produtor, roteirista e editor do documentário, dividiu-o em três partes: bárbarie, o luto e a luta. Há entrevistas com os jornalistas Gilberto Dimenstein e Heródoto Barbeiro, além de depoimentos de advogados, familiares e amigos das vítimas. Entre os melhores momentos está a ação nas ruas do engenheiro de tráfego Horácio Figueira, que aponta várias irregularidades dos motoristas. Peça eficaz de educação e conscientização, o filme se propõe a mostrar os problemas com imagens e palavras duras. Impossível ficar indiferente. Estreou em 21/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Um bebê é deixado na porta de um mosteiro próximo a Madri no século XVII. Criado pelos frades, Ambrósio (Vincent Cassel) também torna-se um capuchinho. Por causa de seus sermões sempre empolgantes, o monge atrai multidões e vira alvo de olhares desejosos das mulheres. A chegada de um garoto, que vive mascarado por causa de queimaduras em seu rosto, coloca o protagonista em situação delicada. Diretor dos surpreendentes "Harry Chegou para Ajudar" (2000) e "Lemming — Instinto Animal" (2005), Dominik Moll segue na linha do suspense dramático, porém polemiza aqui com um argumento envolvendo a Igreja Católica. Além de belas locações na Espanha, a fita traz um desfecho imprevisível. Estreou em 21/09/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Sob um roteiro circular do inglês Peter Morgan (“A Rainha”), o paulistano Fernando Meirelles traça um ambicioso painel das relações humanas. Com locações na Eslováquia, Áustria, Inglaterra, França e Estados Unidos, a trama abarca uma série de personagens, alguns literalmente em trânsito pelo planeta, outros amargando perdas ou traições. O drama começa com uma prostituta eslovaca sendo agenciada por um cafetão. Ela vai encontrar seu primeiro cliente, um executivo inglês (Jude Law), em Viena, mas o plano dá errado. Já em Londres, a mulher dele (Rachel Weisz) não sabe como terminar uma relação com o amante brasileiro (Juliano Cazarré). Ao saber da traição, a namorada deste (Maria Flor) volta ao Rio de Janeiro, mas seu avião, por causa de uma nevasca, é obrigado a permanecer no aeroporto da cidade americana de Denver. Lá, ela conhece um senhor (Anthony Hopkins) e joga charme para um rapaz (Ben Foster) que, condenado por agressão sexual, acabou de deixar a penitenciária. A história segue adiante e, sem perder o fio da meada, mais pessoas saem e entram. Estreou em 17/08/2012.
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  • Puxada para o drama e com poucos (porém vigorosos) momentos de ação, a trama se passa oito anos depois do longa-metragem de 2008. Por ter baixado a criminalidade em Gotham City, Harvey Dent virou ídolo. Batman (ainda interpretado por Christian Bale), responsável por sua morte, caiu em desgraça na opinião pública e, desde então, preferiu ficar recluso em sua mansão. Com o surgimento do brucutu Bane (Tom Hardy), um mercenário disposto a mandar a cidade pelos ares, chega a hora de Bruce Wayne vestir novamente a fantasia do homem-morcego. Embora o vilão jamais se iguale à insanidade do Coringa na magistral atuação de Heath Ledger no filme anterior, este capítulo segue no registro do realismo e oferece à plateia quarenta minutos finais arrebatadores — uma sequência embalada pela grandiloquente trilha sonora de Hans Zimmer (“A Origem”) que chega a um clímax surpreendente. No elenco numeroso, sobressaem as performances de Anne Hathaway, vivendo uma ladra sensual, e de Joseph Gordon-Levitt, um policial criado num orfanato e, assim como o comissário Gordon (Gary Oldman), um defensor de Batman. Estreou em 27/07/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Eis uma rara união de humor e drama em que ambos os gêneros são bem explorados. Além de um assunto bacana narrado às claras, a dupla de protagonista encara os personagens com desenvoltura e gosto. Não à toa, eles são interpretados pelos magníficos atores Meryl Streep e Tommy Lee Jones, que vivem um casamento falido na pele de Kay e Arnold. Embora morem sob o mesmo teto, eles não dormem juntos e não fazem sexo há, pelo menos, quatro anos. Dona de casa, Kay nota que a relação esfriou e paga 4 000 dólares para fazer terapia de casal durante uma semana com o renomado Dr. Feld (Steve Carell). Ela convence Arnold a atravessar o país para chegar à pequena Hope Springs. Lá, o psicanalista é objetivo para saber da intimidade deles. O roteiro usa a graça para tocar em tema adulto — as relações sexuais na meia-idade — sem que a seriedade saia de cena. Vinda da TV, Vanessa Taylor acerta no tom do roteiro levado ao cinema pelo diretor de “O Diabo Veste Prada”. Estreou em 17/08/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO