Passeios

O que acontece nesta sexta (10): peças de teatro

Aproveite um dos cinco espetáculos selecionados que estão em cartaz em São Paulo

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

O Jardim - 2220
Thiago Amaral e Fernanda Stefanski, em uma das cenas de "O Jardim": casal em separação (Foto: Tatit Brandão)

+ O que fazer nesta sexta (10)

  • O autor e diretor Leonardo Moreira oferece um refinado texto e uma encenação que desafia o espectador. Ambientado em três tempos, o drama mostra personagens que enfrentam situações de ruptura. Em 1938, um casal (Thiago Amaral e Fernanda Stefanski), que acaba de comprar uma casa, encara a separação. Passadas quatro décadas, em 1979, duas irmãs (Luciana Paes e Maria Amélia Farah) internam o  pai (o ator Edison Simão) em um asilo. Nos dias atuais, uma mulher e a empregada (Aline Filócomo e Paula Picarelli) constatam o abandono da residência onde a família viveu e registram lembranças em um vídeo. Os atores da Cia. Hiato são fundamentais para esse acerto. Estreou em 27/05/2011. Até 26/7/2015.
    Saiba mais
  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 11/12/2016.
    Saiba mais
  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Domingos Oliveira. Em 1994, quando o dramaturgo colheu depoimentos de atrizes para uma peça, falar das balzaquianas não era moda. Sex and the City, o seriado americano, só seria lançado quatro anos depois. Hoje, a remontagem do texto pode parecer uma chuva de clichês. Mas não. São as queixas que continuam iguais. As atrizes Juliana Araripe, Camila Raffanti e Wanessa Morgado divagam sobre frustrações, carreira e, claro, homens. Estreou em 11/06/2008. Até 27/05/2012.
    Saiba mais
  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
    Saiba mais
  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Sucesso de público no ano passado, a corrosiva tragicomédia foi aplaudida por 60.000 pessoas em dez capitais — por aqui, cumpriu temporada no Teatro Faap. A montagem volta a São Paulo para as duas derradeiras apresentações, desta vez no Teatro Alfa, na quarta (25/07) e na quinta (26/07). Sob a direção de Felipe Hirsch, o texto do americano Nicky Silver encontrou em Marco Nanini o protagonista ideal. Ele interpreta o presidente de um banco que mantém uma tediosa relação com a mulher alcoólatra (a ótima Mariana Lima). A mesmice altera-se diante do retorno do filho mais velho (Álamo Facó) e do casamento da caçula (também vivida por Nanini) com Tom (Michel Blois, em substituição a Felipe Abib), um garçom recrutado para ser a empregada da casa. Apoiados no humor ácido e no absurdo, os atores dão um show nessa crítica à sociedade consumista e ao esfacelamento familiar. Atração à parte, o cenário criado por Daniela Thomas é desmontado conforme os conflitos se intensificam. Estreou em 18/03/2011.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO