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O que acontece nesta segunda (30): cinema

Confira seis filmes para assistir hoje

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Os Vingadores
'Os Vingadores': os galãs Chris Evans e Robert Downey Jr. como Capitão América e Homem de Ferro (Foto: Divulgação)

+ O que fazer nesta segunda (30)

  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Treze anos depois do filme pioneiro, os personagens, agora trintões, voltam a se reunir. O motivo é uma festa da escola onde eles se formaram em 1999 no interior do estado de Michigan. Quem viu ao menos o primeiro longa-metragem, vai rir mais e identificar melhor as piadas. Depois dele, vieram mais duas fitas (de 2001 e 2003) e três oportunistas telefilmes sem o elenco original. Trata-se aqui do amadurecimento de uns, da ainda infantilidade de outros, de traições conjugais e relações desgastadas. Para uma comédia juvenil, até que o saldo se mostra adulto e satisfatório, embora mostre cenas grosseiras e tolas brincadeiras com sexo para fisgar um novo público adolescente. Protagonista da cinessérie, Jim (Jason Biggs) casou com Michelle (Alyson Hannigan). Agora pais, o casal vive um relacionamento morno. Escoltado por uma beldade, Oz (Chris Klein) virou comentarista esportivo de TV, enquanto Kevin (Thomas Ian Nicholas) e sua mulher encontraram um novo prazer... assistindo seriados na TV (!). Já Finch (Eddie Kaye Thomas) rodou o mundo e o inconveniente StiÑer (Seann William Scott) continua o mesmo babaca de sempre. O roteiro capta bem o espírito saudosista e traz situações muito divertidas. Disfarça, porém, a caretice em sequências aparentemente transgressoras. Estreou em 20/04/2012.
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  • Prestes a completar 60 anos, o diretor chinês Zhang Yimou demonstra uma invejável capacidade de se reciclar. Seus primeiros trabalhos, “Sorgo Vermelho, Amor e Sedução” e “Lanternas Vermelhas”, são visualmente primorosos. Em “Nenhum a Menos”, de 1999, o realizador voltou-se para um cinema mais cru e realista, o oposto do que foi visto nos posteriores “Herói”, “O Clã das Adagas Voadoras” e “A Maldição da Flor Dourada”, robustos épicos de artes marciais. No novo drama “A Árvore do Amor”, Yimou retoma as raízes, tanto artísticas quanto pessoais. O foco recai sobre a paixão de dois jovens durante a Revolução Cultural na China de Mao Tsé-tung. Em meados dos anos 60, a estudante Jing (Zhou Dongyu) chega a um vilarejo no campo para uma “reeducação”. Por ser filha de pais contrários ao comunismo, a mocinha precisa entender como funcionam as regras no país. A garota torna-se a esperança da família — seu pai está numa cadeia para presos políticos e a mãe sustenta a casa e outros dois filhos pequenos. Entre as duras lições a aprender, como empurrar pesados carrinhos com cimento, Jing encontra tempo para viver o primeiro amor. Sun (Shawn Dou), aluno do curso de geologia, respeita cada limite da amada e, não raro, lhe dá presentes (caneta, uniforme, bacia para lavar os pés...). Não há beijos, muito menos sexo. Trata-se de uma relação amorosa inocente e virginal. A crítica à China do passado surge nas entrelinhas do enredo. Em impecável ambientação histórica, Yimou faz do melodrama a principal arma para criar uma metáfora da tristeza daquele pesado período. E, na busca por revelar belas e talentosas atrizes, como Gong Li (“Sorgo Vermelho”) e Zhang Ziyi (“O Caminho para Casa”), o cineasta traz à frente das câmeras a meiga e doce estreante Zhou Dongyu, mais uma protagonista marcante de sua rica filmografia. Estreou em 04/11/2011.
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  • Embora considere desgastante a experiência de ter filmado uma produção americana nos Estados Unidos, o diretor pernambucano Heitor Dhalia fez um trabalho acima da média. Na trama de suspense psicológico, a jovem Jill (Amanda Seyfried, de "Mamma Mia!") entra em pânico ao descobrir que a irmã desapareceu. O namorado dela não sabe de seu paradeiro e a polícia nem dá bola para as queixas de Jill. Motivo: tempos atrás, essa moça se disse raptada, mas o criminoso e as provas nunca foram encontrados. Como tem certeza de se tratar da mesma pessoa, a protagonista embarca numa perigosa investigação por conta própria. Em clima de tensão constante, o roteiro pode não ter lá sua originalidade, mas faz o espectador de refém na poltrona. Estreou em 13/04/2012.
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  • Diretor do adorável O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), Cao Hamburger parte aqui para um projeto bem mais ambicioso: recuperar cerca de vinte anos da história dos irmãos sertanistas Villas-Boas. A grandiosa produção da O2, de Fernando Meirelles, passou quatro meses em locações e o resultado não deixa de ser, no mínimo, tecnicamente impecável. Da direção de arte à fotografia, tudo está em seu devido lugar. Mas talvez esteja aí seu pequeno deslize: falta emoção a trajetórias tão fortes e impactantes. A trama tem início em 1944 quando Cláudio (João Miguel, o melhor do elenco) e o caçula Leonardo (Caio Blat), filhos de um advogado e com espírito aventureiro, alistam-se como peões analfabetos na Expedição Roncador-Xingu, criada pelo governo federal. Logo depois, junta-se a eles o primogênito Orlando (Felipe Camargo). O enredo cobre desde os primeiros contatos com os índios até a criação do Parque Nacional do Xingu, no norte do Mato Grosso. Estreou em 06/04/2012.
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  • Carioca radicada em São Paulo, a cineasta Mara Mourão está se saindo uma documentarista sensata. Sete anos atrás, registrou o trabalho dos Doutores da Alegria; agora, parte para algo mais ambicioso. Em "Quem Se Importa", ela foi atrás de pessoas dispostas a dedicar seu tempo a praticar o bem, no Brasil e em mais seis países. São líderes de organizações e entidades sem fins lucrativos que querem desde erradicar a miséria no planeta até dar aparato jurídico a presidiários sem condições financeiras. Entre os brasileiros estão Eugênio Scanavino, médico responsável por um barco-hospital que atende a regiões remotas da Amazônia, e Rodrigo Baggio, da ONG Comitê para Democratização da Informática (CDI), de inclusão digital. Há ainda histórias estrangeiras edifcantes, emotivas e muito curiosas. Um exemplo: o monge budista que treina ratos para detectar a tuberculose na Tanzânia. Criativa, a realizadora recheia os depoimentos com imagens de filmes como "Koyaanisqatsi" (1982), "Estamira" (2004) e "Favela Rising" (2005) e animações, além de flagrantes dos entrevistados em plena atividade. Estreou em 13/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO