Cidade

Uma seleção de atrações para explorar a Zona Norte

Gastronomia e passeios ao ar livre são atrativos da região norte da capital paulista

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM

Pedra Grande Serra da Cantareira
Vista da Pedra Grande, no Parque Estadual da Cantareira: Zona Norte é bem servida de áreas verdes (Foto: Divulgação)

Na semana passada, o jornal americano New York Times publicou uma reportagem sobre turismo destacando passeios na Zona Norte de São Paulo. Os paulistanos que frequentam a região ou moram lá sabem que ela é bem servida de áreas verdes, como o Parque Estadual da Cantareira, e de boas opções gastronômicas, caso do Mocotó. Leia a seguir um roteiro de atrações para explorar a ZN: 

Cachorródromo Parque da Juventude
Parque da Juventude: piquenique na grama, passeio com a cachorrada, pista de skate (Foto: Nara Amaral)

■ Parque da Juventude. Erguido no lugar da antiga penitenciária Carandiru, próximo ao metrô, o espaço de 240 mil metros quadrados concentra um complexo de entretenimento composto por um parque esportivo, área verde, parque institucional e a Biblioteca de São Paulo. Muito movimentado, inclusive durante a semana, atrai principalmente jovens que estudam ou moram nas imediações. Oferece um bom número de quadras e modalidades diferenciadas como basquete, tênis e vôlei. A pista de skate é perfeita para quem ainda está aprendendo as primeiras manobras, com uma área exclusiva para iniciantes e rampas para os mais experientes. Moleques e marmanjos costumam deslizar sobre rodinhas também ao lado da Biblioteca de São Paulo. A biblioteca, aliás, merece a visita. Com entrada gratuita, oferece mais de 35 mil livros e 90 computadores com acesso à internet.

■ Parque Alberto Löfgren – Horto Florestal. Crescer na ZN é ter na memória tardes divertidas no Horto Florestal. Aos pés da Serra da Cantareira, o parque possui 174 hectares. Por lá, o visitante tem contato com as ricas fauna e flora que resiste nos arredores da metrópole. É possível ver de perto capivaras, macacos-prego, patos, gansos. Como as áreas dedicadas aos piqueniques ficam ao redor dos playgrounds, o endereço é uma boa sugestão para um piquenique com as crianças. Ao todo, são cinco mesas ao lado da ampla área verde. Os churrascos, antes aceitos, foram proibidos em todo o local. Para divertir os pequenos, há duas áreas de playground, uma perto dos campos de futebol e outra, da quadra poliesportiva. O espaço possui também palco para eventos, pista de cooper, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos e o Museu Florestal.

■ Parque Estadual da Cantareira. A reserva concentra 7 916 dos 64 800 hectares de área verde da Serra da Cantareira, popularmente conhecida como a maior floresta urbana do mundo. Para que isso tudo seja preservado, apresenta normas rígidas de preservação da Mata Atlântica nativa, portando poucas trilhas. Os caminhos reservam atrativos como samambaiais gigantes e mais de 200 tipos de animais, como macacos, bichos-preguiça e quatis. Para ajudar os visitantes a se localizarem, o local está dividido em quatro núcleos (Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu), que possuem trilhas com cachoeiras, percursos de caminhada leve e pesada, tudo com uma vista impressionante.

■ Sesc Santana. Localizado na Avenida Luiz Dumont Villares (chamada de Avenida Nova pelos locais), o centro cultural dispõe de uma programação variada para adultos e crianças e é ideal para um passeio em família. Mistura atrações que vão de shows, espetáculos de dança e teatro, oficinas de esportes, mostras de cinema, atividades lúdicas para a garotada, entre outras. Vale ficar de olho no calendário de eventos, pois os ingressos são concorridos. Além disso, nos dias de sol, a piscina costuma ficar bem movimentada. Para usar a estrutura é preciso ter uma carteirinha. Se bater uma fome durante a visita, o local possui um restaurante com preços super acessíveis.

Baião de dois do Mocotó
Baião de dois do Mocotó: filas para degustar (Foto: Ligia Skowronski)

■ Mocotó. É preciso chegar cedo para conseguir uma mesa em um dos restaurantes mais disputados da cidade. Clientes de diferentes perfis chegam a aguardar até três horas por um assento. Mas a espera regada a caipirinhas e petiscos tem seu charme. Não deixe de pedir os dadinhos de tapioca com queijo de coalho (R$ 16,90; onze unidades) embalados por uma dose de francesinha, aguardente de produção própria semelhante a um licor de baunilha — imperdível. Já no salão, prefira a carne de sol na manteiga de garrafa com alho assado, pimenta-biquinho e chips de mandioca (R$ 36,90) acompanhada de baião de dois (R$ 24,90 o médio) para dividir em até três pessoas. Para beber, cai bem a caipirinha de limões taiti, cravo e siciliano (R$ 17,90) com a caninha mineira João Mendes Prata. Na cozinha, o chef Rodrigo Oliveira divide a trabalheira com José Oliveira, seu pai e fundador da casa.

■ Frangó. O Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó mais lembra uma cidadezinha do interior. Uma tarde ensolarada de domingo é o cenário perfeito para bebericar umas cervejas importadas acompanhadas de míni coxinhas de frango com catupiry no Frangó (R$ 26,00 a porção com dez unidades). O boteco fundado em 1987 por Cassio Piccolo e Norberto D'Oli­vei­ra foi um dos primeiros a apresentar aos paulistanos o fermentado de origem belga, holandesa e checa. Seus freezers guardam cerca de 450 rótulos, nacionais e importados, organizados num impressionante cardápio de mais de vinte páginas. 

Casa Garabed. Assa esfihas em forno à lenha há mais de sessenta anos. A visita a este restaurante de Santana vale a pena por dois motivos: trata-se de um dos únicos armênios da capital e os salgados preparados na hora estão entre os melhores que se encontram por aqui. Prove a esfiha fechada de queijo e bastrmá (carne bovina seca; R$ 10,00), o quibe frito com pinhole (R$ 9,70) e a esfiha aberta de pernil de cordeiro temperado por hortelã (R$ 10,90).

■ Bar do Luiz Fernandes. Um clássico do Mandaqui, o boteco aberto em 1970 ganhou fama com os ótimos salgados preparados por dona Idalina, mulher do proprietário. Em 2012, o bolinho de carne temperada com orégano, noz-moscada, manjericão e pimenta dedo-de-moça (R$ 4,00 cada um) foi eleito o melhor da cidade pelo especial "Comer Beber", da VEJA SÃO PAULO. Receita de família, foi tirada dos livros da mãe do fundador. A bebida oficial é a cerveja em garrafa (Original, Serramalte, Bohemia e Heineken, R$ 9,00), reforçada por caipirinhas e batidas. 

■ Marques Hamburguer. Clássica hamburgueria da ZN, foi inaugurada pelo senhor Marques e sua mulher em 1979 no número 258 da Rua Duarte de Azevedo. Quatro anos depois, com os filhos crescidos, abriram mais uma loja, desta vez na Avenida Braz Leme. Point de amigos e famílias, oferece lanches clássicos em tamanhos generosos. Prove o hambúrguer artesanal de calabresa coberto por queijo prato (R$ 18,00), acompanhado de um chope claro bem tirado (R$ 6,50).

Fonte: VEJA SÃO PAULO