Crianças

'O Fantasma do Som' narra acontecimentos sobrenaturais em um estúdio

Nova montagem da Banda Mirim é surpreendente e entra para a lista de acertos do grupo

Por: VEJINHA.COM - Atualizado em

O Fantasma do Som
Olívio Filho e Claudia Missura: na trama, experientes atores de radionovela (Foto: Georgia Branco)

Formada há nove anos, a Banda Mirim possui uma história de sucesso com musicais infantis — os ótimos Felizardo (2005), Sapecado (2008) e Espoleta (2010) são prova disso. Entra agora na galeria de acertos do grupo o surpreendente O Fantasma do Som. Escrita e dirigida por Marcelo Romagnoli, a peça conta a história da cambaleante Rádio Azambuja, propriedade do senhor Pino (Alexandre Faria) e de sua esposa, Mercedes (Foquinha). Para evitarem a falência, eles reúnem um time de atores profissionais com o objetivo de gravar uma radionovela.

O Fantasma do Som
O fantasma, papel de Lelena Anhaia, e Mantovani: ajuda do outro mundo (Foto: Andrea Pedro)

Entram em cena os experientes Suzete Rupião (em interpretação inspirada de Claudia Missura), Cid Farnel (Olívio Filho, também no acordeão), Neusa Maria (Tata Fernandes, responsável pelos acordes da guitarra) e Constantina Constante (Nina Blauth), além da novata Mary Lee (Nô Stopa). No entanto, problemas como falta de luz, equipamentos quebrados e gente despreparada põem em risco a empreitada. Eis então que surge uma ajudinha do além: o fantasma de Janete (a baixista Lelena Anhaia), filha de Pino e Mercedes que morreu quando era criança, ainda “mora” no edifício e fará de tudo para que o projeto dê certo.

O Fantasma do Som
Rubi, Edu Mantovani e Simone Julian: palhaçadas e risadas garantidas (Foto: Georgia Branco)

Além da música de qualidade, uma marca da Banda Mirim, a narrativa bem amarrada e a atuação coesa do elenco prendem a atenção da plateia. As crianças se divertem, por exemplo, com o humor pastelão de Simone Julian, Edu Mantovani e Rubi. Há também momentos emocionantes. Num deles, Lelena entra no palco sobre pernas de pau vestindo um longo vestido branco e faz a plateia acreditar mesmo em fantasmas. Mas melhor do que qualquer “visão” é presenciar a garotada da era da internet empolgar-se com um programa de rádio.

AVALIAÇÃO ✪✪✪✪

 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO