Cinema

Michel Gondry e Seth Rogen não conseguem salvar “O Besouro Verde”

Apesar de todas as credenciais do diretor e do ator, comédia de ação resulta em desastre

Por: Miguel Barbieri Jr.

O Besouro Verde - 2205
Kato e seu patrão: super-heróis mascarados no combate ao crime em Los Angeles (Foto: Divulgação)

Atrás das câmeras está Michel Gondry, francês radicado nos Estados Unidos e diretor do memorável “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004). Em cena encontra-se o canadense de 28 anos Seth Rogen, ator principal de “Ligeiramente Grávidos” (2007) e um dos melhores comediantes da nova safra. Gondry e Rogen se empenharam em criar o primeiro longa-metragem inspirado em um programa cult de TV da década de 60 que teve Bruce Lee (1940-1973) como protagonista. Apesar de todas as credenciais, a comédia de ação O Besouro Verde resulta em um desastre.

Rogen escreveu, produziu e estrelou esta adaptação. No fiapo de história, ele interpreta Britt Reid, herdeiro de um magnata das comunicações. Após a morte do pai, esse marmanjo desocupado assume o jornal do grupo e descobre uma vocação: combater a bandidagem em Los Angeles usando uma máscara verde ao lado de Kato (o taiwanês Jay Chou), seu habilidoso mecânico.

Gondry não é o diretor certo para fitas de ação. Nas sequências mais movimentadas, exagera no barulho e se atropela na graça nonsense. Igualmente decepcionante, a atuação de Christoph Waltz, como o contraventor Benjamin Chudnofsky, remete a uma caricatura de seu próprio vilão de “Bastardos Inglórios”. Também fica difícil suportar um super-herói irritantemente mimado. Tão em moda, a projeção em 3D entra na lista de fiascos. Entre mortos e feridos, o longa-metragem só se sustenta devido ao timing cômico de Seth Rogen, que, cerca de 15 quilos mais magro, fez de sua dieta o melhor cartão de visita de “O Besouro Verde”.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO