Criminalidade

Número de mortes após assaltos cresce 74% na cidade em 2013

Entre janeiro e abril, foram registrados na capital 54 assaltos com vítimas fatais em ações cada vez mais cruéis

Por: Daniel Bergamasco, João Batista Jr., Júlia Gouveia e Silas Colombo

Eduardo Paiva - assassinado em frente ao Colégio Nossa Senhora de Sion
Paiva, atingido pelo bandido, na Avenida Higienópolis: ele reagiu à tentativa de roubo (Foto: Arquivo de família)

Na última quarta, 5, alunos do Sion, em Higienópolis, um dos colégios mais tradicionais da capital, forraram parte do muro da instituição com cartazes pedindo o fim da violência e expressando mensagens de carinho ao funcionário Eduardo Paiva, de 39 anos, morto dois dias antes na porta da escola. Ele havia acabado de sacar 3 000 reais em um caixa eletrônico nas redondezas, quando foi abordado por uma dupla de assaltantes. Com o pacote com o dinheiro escondido dentro da calça, embrulhado em papel pardo, tentou agarrar a perna do bandido, que reagiu dando-lhe um tiro na cabeça e fugindo em seguida, na garupa da moto de seu comparsa. Socorrido por uma ambulância do Samu, Paiva morreu logo depois de dar entrada na Santa Casa de Misericórdia. Até o fim da tarde da última quinta, a polícia não havia identificado os responsáveis pelo crime. Uma câmera de segurança do Sion registrou a ação dos marginais.

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Tabela Criminalidade 1 - Capa 2325
(Foto: Veja São Paulo)

A divulgação das imagens chocou os paulistanos não apenas pelo assassinato bárbaro ocorrido à luz do dia na porta de um colégio em um bairro central da cidade. Em uma metrópole onde as pessoas já estão traumatizadas com a onda de crimes, como os arrastões frequentes a bares e restaurantes, o episódio do Sion reforçou a sensação de que a crueldade e a ousadia dos bandidos estão cada vez maiores. Na mesma segunda do assassinato de Eduardo Paiva, ocorreu uma tentativa de sequestro-relâmpago nas imediações de outro colégio, o Dante Alighieri, nos Jardins. Alertados por testemunhas, três seguranças deram três tiros para o alto — e a dupla de ladrões fugiu.

Enquanto o funcionário do Sion foi morto depois de um saque de 3 000 reais, outros paulistanos são assassinados por pertences banais. Um par de tênis da marca Mizuno custou a vida do estudante Caio Cirilo Pereira, de 20 anos. Em março, por volta das 21 horas, testemunhas viram o momento em que três criminosos deram um tiro na cabeça do rapaz para poder arrancar-lhe os calçados do pé. O costureiro Daniel Chipana, de 26 anos, foi assassinado por causa de um telefone celular. Em janeiro, ele levou uma facada no peito durante um assalto no Belém, na Zona Leste. Os matadores de João Alberto Cardoso, de 70 anos, dono de uma imobiliária do Jardim Europa, o abordaram em fevereiro pedindo o relógio de luxo, avaliado em 170 000 reais. Seguido desde a rua, ele correu para se esconder dentro do escritório e foi atingido por três tiros, na frente da recepcionista. Já o fim do frentista Josué Santos da Silva não envolveu um único centavo. Após ser revistado por dois ladrões no posto de gasolina em que trabalhava, no bairro de Cidade Antônio Estêvão de Carvalho, na Zona Leste, em janeiro, foi alvejado com um tiro na face. O motivo, segundo observadores: ele não carregava dinheiro algum.

Essa modalidade de crime, chamada de latrocínio, está em alta na capital. No ano de 2012, ocorreram 101, o maior número desde 2003. Se o marco já era alarmante, a situação tem sido bem pior em 2013. Entre janeiro e abril, houve o registro de 54 casos, ante 31 no mesmo período de 2012, um incremento de 74%. A média do quadrimestre é de quase um caso a cada dois dias. São passos de recuo em um caminho vitorioso que a capital vinha trilhando. Em 1996, por exemplo, o número era alarmante: 252 assaltos com morte. Em 2000, o índice retrocedeu para 202. A queda chegou ao auge em 2007, com 42.

Fernando Grella, secretário de Segurança Pública
Fernando Grella, secretário de Segurança Pública: reforço com cargos novos e bônus de produtividade (Foto: Mario Rodrigues)

Não bastasse serem chocantes apenas numericamente, esses registros têm um componente tão imensurável quanto evidente, até para o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. “A crueldade nas ações dos bandidos é crescente”, afirma. Contam para reforçar essa impressão não apenas as ações violentas após tentativas de roubo de pertences baratos, mas também ocorrências como a registrada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Em abril, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza morreu em seu consultório depois que os bandidos encontraram apenas 30 reais em sua conta bancária. Revoltados, como num filme de terror, atearam fogo no corpo da vítima.

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A brutalidade dos bandidos aparentemente tem levado a população a contrariar a regra mais básica a ser seguida diante das situações de risco: a de jamais reagir. Em um levantamento de VEJA SÃO PAULO com 45 boletins de ocorrência de latrocínio registrados neste ano, 25 vítimas haviam apresentado resistência. O balconista Elias Moraes Neto faz parte desse grupo. Ao ser abordado por uma dupla de criminosos que realizava arrastões durante a Virada Cultural, perdeu seu celular. Levou uma coronhada na cabeça e teve a impressão de que a arma era de brinquedo. Foi atingido ao correr atrás dos bandidos, um deles foragido da Fundação Casa. “Não acredito que a sensação de medo faça com que as pessoas reajam mais”, afirma Alessandra Teixeira, do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. “Na maior parte das vezes, ocorre uma ação por impulso, que acaba terminando em tragédia.”

Tabela Criminalidade 2 - Capa 2325
(Foto: Veja São Paulo)

Buscar respostas para diagnosticar o porquê de os assaltos com morte estarem, ao mesmo tempo, mais numerosos e cruéis se torna fundamental para virar esse jogo. É preciso, em primeiro lugar, entender que esse crime tem algumas peculiaridades. “Ao contrário dos homicídios, eles não costumam ser premeditados, mas são a consequência de roubos que não deram certo”, diz Luciana Guimarães, diretora do Instituto Sou da Paz. Está aí, portanto, a primeira das causas: o aumento de crimes contra o patrimônio. Para ilustrar o comparativo, a subtração de veículos, que é o alvo mais comum dos latrocínios, passou de aproximadamente 78 000 casos em 2010 para 87 000 em 2012 (um incremento de 12%). Roubos relacionados a outros bens também cresceram no período.

Outro motivo: os ladrões têm hoje, literalmente, mais poder de fogo. “No início dos anos 2000, a campanha de desarmamento tirou muitas armas de circulação, mas, no decorrer dos anos, o estoque da bandidagem foi reabastecido”, afirma Guaracy Mingardi, pesquisador de segurança da Fundação Getulio Vargas. Esse problema, que começa no controle pífio das fronteiras nacionais, uma responsabilidade do governo federal, é igualmente citado pelo secretário de Segurança Pública. As apreensões de  fuzis, por exemplo, são mais frequentes a cada ano, segundo Fernando Grella Vieira.  A disseminação de drogas mais pesadas, como o crack, é outro fator. Sob o efeito dessas substâncias, os bandidos atiram mais facilmente e a brutalidade também se agrava, acredita ele, que ressalta ainda o papel das leis e da Justiça. “É comum que um policial faça seu trabalho, apreenda um criminoso em um assalto e um mês depois o encontre em uma nova ocorrência, porque foi solto rapidamente.”

O contexto de armas, drogas e sistema punitivo é relevante, mas também existe em cidades onde os números de vítimas de latrocínio estão em baixa, como o Rio de Janeiro (queda de 47% entre 2008 e 2012), que chegou a uma proporção por milhão de habitantes inferior à paulistana (8,1 contra 9.1). Entre os fatores específicos para a explosão de latrocínios em São Paulo, Grella cita uma medida, que considera ruim, de seu antecessor, Antonio Ferreira Pinto: a centralização dos registros de flagrantes em onze distritos policiais. “Houve perda da capacidade de investigação”, acredita ele, que ampliou essa função para 27 delegacias. “Assim, a apuração fica mais próxima da área de atuação dos criminosos.”

Grella assumiu a pasta em novembro do ano passado em meio ao aumento do número de homicídios dolosos, que até o fim do ano somariam 1 368 casos, ou alta de 34% sobre 2011. Passados sete meses da troca de guarda, há alguns dados positivos. Houve 3 313 prisões na capital em abril de 2013, maior índice para o mês desde 2001, e 28% mais do que nesse período do ano passado. Ainda que mais produtiva, a polícia está matando menos. Os registros de mortes em confrontos caíram 38%, de 157 para 97 entre janeiro e abril, graças a orientações como apenas cercar imóveis invadidos por ladrões, em vez de entrar nesses lugares.

Algumas boas medidas foram anunciadas recentemente pelo governador Geraldo Alckmin para reforçar a segurança. Entre elas, a criação de 1 800 vagas para a Polícia Científica (hoje, são 3 549) e o descongelamento de 2 800 cargos na Polícia Civil, incluindo aí 129 delegados. Foi divulgado ainda o pagamento de bônus a policiais que cumprirem metas de diminuição de crimes, mas não se sabe ainda quais serão as regras. São iniciativas oportunas. Embora não se possa prevenir determinados crimes — com menor incidência em São Paulo do que no Distrito Federal ou em Salvador, por exemplo, o que não serve de consolo para parentes e amigos das vítimas —, os paulistanos esperam que as providências realmente surtam efeito o mais rápido possível para que cenas como a do colégio Sion não se repitam na cidade. É hora de dar um basta aos criminosos.

AS AÇÕES DA POLÍCIA

O que já foi anunciado pelo governo federal

Mudanças nas investigações

Durante a gestão de Antonio Ferreira Pinto na Secretaria de Segurança Pública,a apuração dos casos registrados em flagrante ficou nas mãos de onze dos 96 distritos policiais da capital. Grella aumentou para 27 esse número, descentralizando o trabalho. Além disso, a apuração dos casos de latrocínio passou do DHPP, que investiga homicídios, para o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), onde os roubos são averiguados.

Mais homens nas ruas

A polícia afirma que destacou equipes administrativas dos batalhões para fazer as rondas, mas não informa quantos são esses homens.

Aumento do efetivo

A Polícia Científica passará de 3 549 para 5 349 funcionários. Além disso, 2 800 cargos da Polícia Civil foram descongelados, somando-se aos 28 000 existentes hoje.

Bônus por produtividade

O estado anunciou também que implantará uma política de premiação em dinheiro a policiais cujas regiões de atuação alcançarem metas de redução de criminalidade. Os parâmetros ainda estão sendo discutidos.

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  • Brasileiros

    Brasil a Gosto

    Rua Professor Azevedo Amaral, 70, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3086 3565

    8 avaliações
  • Cozinha contemporânea

    Figo

    Rua Diogo Jácome, 372, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3044 3193

    VejaSP
    12 avaliações

    À frente também do Silo Forneria & Bar, o chef executivo francês Marc Le Dantec conta na cozinha aqui com a ajuda precisa do paulista de Mogi das Cruzes Milton Yamamoto. Constantemente em mutação, o cardápio mantém sempre entre as entradas pedidas a fruta que batiza a casa, como a bruschetta com nozes e brie (R$ 35,00). Nos pratos principais, aposte no saboroso nhoque de beterraba ao molho de parmesão com aspargo (R$ 58,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Girarrosto

    Avenida Cidade Jardim, 60, Jardim Paulistano

    VejaSP
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  • Restaurantes

    Cinco casas para comer ostras no Dia dos Namorados

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    Endereços investem no fruto do mar para celebrar a data
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  • Restaurantes

    Tre Bicchieri e Tre celebram o Dia dos Namorados

    Atualizado em: 18.Jun.2013

    Trio de profiteroles com sorvete de queijo mascarpone é uma das opções no menu
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  • Vinhos

    Bardega

    Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2691 7578 ou (11) 2691 7579

    VejaSP
    17 avaliações

    Uma respeitosa seleção de 88 garrafas diferentes é conservada em máquinas Enomatic. O cliente coloca o cartão de consumo no equipamento, aperta o botão do rótulo desejado e, pronto, o líquido desce à taça em dose de 30, 60 ou 120 mililitros. Há opções como o siciliano Fina Chardonnay 2015 (R$ 10,00, R$ 20,00 e R$ 36,00), branco com um certo corpo, e o californiano Estrada Creek Old Vines 2010, com predominância da uva zinfandel (R$ 7,00, R$ 14,00 e R$ 26,00). Um bom petisco é o bolinho de pancetta e polenta (R$ 34,00, seis unidades).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

     

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  • Cervejas especiais

    Coisa Boa

    Rua Pedroso Alvarenga, 909, Itaim Bibi

    2 avaliações
  • Bares

    Três endereços que incentivam a paquera

    Atualizado em: 6.Jun.2013

    Seleção de opções para quem está solteiro
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  • Padarias

    Padaria do Mosteiro de São Bento - Centro

    Largo São Bento, s/n, Centro

    Tel: (11) 3328 8799

    VejaSP
    4 avaliações

    Tocada pelos monges da abadia beneditina, a produção de pães e doces abastece a lojinha junto ao portal da igreja e o bonito espaço no Jardim Paulista, que agora também serve café. Entre as receitas de destaque, está o bolo dom bernardo com café, chocolate, canela, gengibre, pêssego, conhaque e nozes. Outra sugestão, chamada de bolo dos monges, leva vinho, damasco e ameixa seca. Ambos pesam pouco mais de 1 quilo e custam R$ 70,00. Também faz jus à boa fama o pão de mel (R$ 8,00), com recheio de damasco e delicada cobertura de chocolate. Agora, de pão propriamente dito, há o são bento, de mandioquinha (R$ 20,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Black music

    Royal

    Rua Quatá, 460, Vila Olímpia

    Tel: (11) 3044 5969

    Sem avaliação

    Em seu antigo endereço, uma galeria no centro ocupada durante sete anos, a boate Royal lotava de famosos e jovens fãs de black music e house. Em maio de 2013, a casa do empresário Marcus Buaiz se mudou para um espaço na Vila Olímpia onde antes funcionava o clube Eleven, como dobro da capacidade anterior. O objetivo, assim, era acabar com as longas filas na porta e o aperto do salão. Desde a reinauguração, entretanto, a balada vive cheia — o que não se mostra exatamente um problema para os festeiros que curtem ferveção. Com uma aparelhagem de som potente, a pista enfeitada de lustres de cristal possui um palco adornado com uma grande cortina vermelha, onde rolam shows toda semana, e é cercada por camarotes (para dez pessoas, com garçonete particular). O fumódromo é uma atração à parte. Localizado no 2º andar, destaca-se por ser espaçoso e ter vista para a rua.

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  • Não se assuste, ninguém vai sair sujo do teatro. Na montagem, as aves do título ganham vida através das habilidosas mãos de seis manipuladores, da Cia. Noz de Teatro, Dança e Animação. Eles também são responsáveis pelos movimentos dos moradores de uma vila, que se encontram em uma praça para conversar. A falta de assunto e as reclamações excessivas acabam transformando o papo em um programa muuuito monótono. Tudo muda quando algumas flores começam a nascer no local. Apesar de o texto ser um pouco confuso, a história apresenta uma delicada lição sobre como ter uma atitude mais positiva. Ganham destaque os bonitos bonecos criados por Anie Welter e Renata Andrade, além da acertada iluminação de Rafael Petri. Estreou em 1º/6/2013. Até 26/4/2015.
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  • Tic Tic Tati, Pedro e o Lobo e Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta são mais legais devido às trilhas
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  • Peças

    Três perguntas para Maitê Proença

    Atualizado em: 18.Jun.2013

    A atriz e dramaturga paulistana de 55 anos aborda a velhice na comédia dramática À Beira do Abismo Me Cresceram Asas
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  • Se há um setor criativo em que o Brasil não deixou a desejar em relação aos americanos e europeus no século XX é a arquitetura. A qualidade da produção do período pode ser comprovada em Arquitetura Brasileira Vista por Grandes Fotógrafos, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Diplomata de carreira e especialista no tema, o curador André Corrêa do Lago selecionou obras de 28 nomes, onze deles brasileiros. Na primeira parte da montagem, dezoito edificações são retratadas. Oscar Niemeyer, naturalmente, sobressai. Projetos famosos, caso do Palácio da Alvorada e do conjunto da Pampulha, dividem espaço com joias como a Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, clicada por Cristiano Mascaro e Nelson Kon. Ao captar o Congresso Nacional, o canadense Robert Polidori flagra um céu assustador em Brasília, digno de uma tela do inglês William Turner. Lina Bo Bardi, Lucio Costa, Paulo Mendes da Rocha e Vilanova Artigas são outros arquitetos representados. O curioso segundo núcleo da exposição traz apenas rampas e escadarias. Niemeyer volta a predominar. A esplendorosa escada do Palácio do Itamaraty, por exemplo, aparece em registro de Marcel Gautherot. De 12/6/2013 a 21/7/2013.
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  • Poucos minutos antes do término do espetáculo Homem Não Entra, o público é convidado a deixar a arquibancada da Sede Luz do Faroeste e acompanhar a cena final ao ar livre, na esquina da Rua do Triunfo com a General Osório. Os transeuntes, inclusive alguns moradores de rua e remanescentes da Cracolândia, observam a movimentação e, sem perceber, colaboram para acentuar o realismo do desfecho da peça escrita por Paulo Faria e Rodrigo Pereira. Com papel importante na batalha de revitalização da região da Luz, a Cia. Pessoal do Faroeste atinge o ápice da proposta de inserir o ambiente na dramaturgia. Para tanto, recorre ao lado B da história oficial, tratado como um faroeste. A montagem inspira-se em um episódio de 1953, quando o então prefeito Jânio Quadros expulsou mais de 1.000 prostitutas dos arredores do Bom Retiro e dos Campos Elíseos. A ação é centrada em Brigitte (interpretada por Mel Lisboa), que, ao lado do pistoleiro Django (o ator José Roberto Jardim), executa uma vingança contra o inescrupuloso xerife Mardock (vivido por Roberto Leite). Assim, vem à tona a origem da Boca do Lixo e, entre vilões e mocinhos, o público percebe que a marginalização da região é coisa antiga. Mel Lisboa brilha em papel desenhado para sua sensualidade, mas o destaque é a encenação. O diretor Paulo Faria abre mão de uma cronologia para explicitar que o tempo parou na região. Os problemas, no entanto, só se multiplicaram. Estreou em 4/5/2013. Até 30/9/2013.
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  • Em um primeiro olhar, o drama Invasor(es) nem parece dirigido por Roberto Alvim. Aqui, as cenas não são tão escuras e o resultado mostra-se menos hermético. Com ação  ambientada no campo, na época das chuvas, o espetáculo trata da complexidade das relações afetivas entre um casal de latifundiários (interpretado por João Carlos Andreazza e Paula Cohen). Escrito por Beatriz Carolina Gonçalves, o texto diferencia-se por trazer a psicologia dos personagens atrelada a um conflito de conotação social. Um grupo ameaça tomar parte das terras e, diante disso, os fazendeiros armam a defesa do patrimônio e se desestruturam ao perceber a dependência mútua. Andreazza e Paula são atores de forte presença — e dispostos a deixar sua marca. Diante disso, Alvim alivia um pouco a mão de encenador e permite que os diálogos ganhem relativa fluência na boca dos atores. Apenas relativa. Afinal, é um Alvim. Estreou em 17/5/2013. Até 25/8/2013.
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  • Nesta segunda (17), devido às manifestações marcadas para o final da tarde de hoje, o debate Para Onde Vai a Stand-Up Comedy?, com Paulo Bonfá, Danilo Gentili, Diogo Portugal e Marcela Leal, que ocorreria às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, foi cancelado.. Todos os outros eventos estão confirmados e permanecem nos meus dias e horários.
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  • Dois dias depois do BMW Jazz Festival, a cidade recebe o Best of Blues Festival em auditório montado no WTC Golden Hall. O lendário guitarrista Buddy Guy, principal referência de Jimmi Hendrix, encabeça a programação. Outro destaque é Chris Cornell, conhecido como líder das bandas Soundgarden e Audioslave. Dias 11 a 13/06/2013. 10/06 - Cancelado 11/06 - Shemekia Copeland, TajMahal, Buddy Guy e Dr John 12/06 - Nuno Mindelis, Taj Mahal, Buddy Guy e John Mayall 13/06 - Shemekia Copeland, John Mayall e Chris Cornell Atenção: Mudanças na programação O festival cancelou a primeira data, 10 de junho, e incorporou as atrações ao line-up do dia seguinte. Os fãs podem usar o ingresso do dia 10 para entrar na casa no dia 11. Os desistentes podem solicitar reembolso de acordo com as orientações abaixo: a) Clientes que adquiriam ingressos nos pontos de venda Livepass, deverão se dirigir a um dos PDV´s abaixo no período de 4 a 10 de junho para obter o reembolso, mediante devolução do ingresso original. Estádio do Morumbi – Bilheteria 4 Praça Roberto Gomes Pedrosa, S/N – Morumbi De segunda a domingo - das 10h00 às 18h00 Dias de Jogos/Shows: fechado Shopping Market Place – Piso Superior Av. Chucri Zaidan, 902 – Morumbi De segunda a sábado – das 10h às 22h Aos domingos e feriados - das 14h às 20h Shopping Villa Lobos Avenida das Nações Unidas, 4777 – Vila do Cliente Piso G1 De segunda a Sábado – das 10 às 22h Aos domingos e feriados – das 14h às 20h b) Clientes que compraram ingresso pelo site www.livepass.com.br ou call center (4003-1527) poderão solicitar o reembolso através do email sac@livepass.com.br. O ressarcimento será realizado após a devolução do ingresso pelo correio, com posterior estorno no cartão de crédito utilizado para pagamento. Será feita a devolução integral dos valores pagos em caso de desistência, incluindo valor do ingresso + taxa de conveniência + taxa de entrega.
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  • O cantor e compositor malinês Salif Keita passa por aqui com a turnê de seu disco mais recente, Talé. Tal qual Fela Kuti, o artista espelha ao mundo questões sociais africanas. Apelidado de “a voz de ouro do Mali”, ele mescla a tradição local, como a música mandinga, a sonoridades eletrônicas atuais. Ao vivo, Keita interpreta as novas Natty e C’Est Bon, C’Est Bon, entre outras. Dias 11 e 12/06/2013.
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  • The Stylistics, Bill Medley, Sandy e Fábio Jr. são algumas atrações para assistir a dois
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  • Dezessete anos depois das extravagâncias de Romeu + Julieta, o diretor australiano Baz Luhrmann volta a aplicar sua marca muito particular na adaptação de um clássico. Do hip-hop na trilha sonora aos tiques de videoclipe, sua versão de O Grande Gatsby recorre a mil e uma firulas para transformar o romance de F. Scott Fitzgerald, publicado pela primeira vez em 1925, em espetáculo pop. Ao contrário da peça shakespeariana, no entanto, a experiência não dá liga e resulta desconjuntada, como se o cineasta tentasse unir à força dois filmes – um mais literário, repleto de piscadelas para a obra original, o outro carnavalesco e barulhento. Ousadias à parte, muitos dos diálogos e das situações do livro estão na tela, a começar pelas angústias do personagem principal, interpretado por um sonolento Leonardo DiCaprio. Em 1922, o milionário Jay Gatsby, conhecido por organizar festas agitadas em sua mansão em Long Island, revela um segredo ao vizinho Nick Carraway (Tobey Maguire, também narrador da trama): está apaixonado por Daisy Buchanan (Carey Mulligan), que conheceu cinco anos antes. Apesar de saber que ela é casada, Gatsby está disposto a conquistá-la. A gritante recriação em 3D da chamada “era do jazz” produz uma ou outra cena de impacto, mas a emoção e a densidade psicológica dos personagens ficam em segundo plano. Estreou em 7/6/2013.
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  • O tino de Will Smith para escolher papéis em superproduções acima da média deixou o astro na mão justamente num de seus projetos mais pessoais. Além de contracenar com o filho, Jaden, de 14 anos, o ator criou o argumento e coproduziu (ao lado da esposa Jada Pinkett) uma ficção científica “família”, sobre a relação entre um pai rigoroso e um garoto esforçado. A seu pedido, foi contratado o diretor M. Night Shyamalan, que não acerta a mão desde A Vila (2004). O projeto, para azar de um dos clãs mais poderosos de Hollywood, está entre os mais equivocados do papai Smith. Ele vive o general turrão Cypher Raige, cuja nave cai no planeta Terra, destruído após uma série de catástrofes. Ferido no desastre, o herói guiará o filhão Kitai (Jaden) na busca por um sinalizador. Nem o carisma de Will, que não é de falhar, salva a matinê aborrecida, com jeitão de videogame datado. Estreou em 7/6/2013.
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  • Na Avenida Paulista, dois homens tentam bater um papo, mas são interrompidos todo o tempo pelo barulhinho irritante de seus celulares. Para prosear em paz, tomam uma providência: telefonam um para o outro. A partir dessa ideia, com um quê de anedota, o português Manoel de Oliveira dirigiu o segmento mais gracioso do filme coletivo Mundo Invisível, idealizado pelos então organizadores da Mostra Internacional de São Paulo, Leon Cakoff (1948-2011) e Renata de Almeida. Mais onze cineastas foram convidados a participar do projeto sobre invisibilidade, tema sugerido pelo jornalista e apresentador Serginho Groisman. O grego Theo Angelopoulos retratou a pregação de um pastor numa estação de metrô de São Paulo. Laís Bodanzky, no mais redondinho dos onze episódios, preferiu refletir sobre o ofício dos atores, no formato documental. São exceções, infelizmente. Realizadores como Atom Egoyan e Wim Wenders experimentam timidamente, sem deixar lembranças. Estreou em 7/6/2013.
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  • Para o paulistano, o nome do diretor francês Eric Rohmer (1920-2010) pode remeter a crônicas como O Joelho de Claire (1970) e Amor à Tarde (1972), reexibidas com burburinho no circuito alternativo da cidade no início dos anos 2000. O diretor do formidável Minha Noite com Ela, de 1969, no entanto, tem um lado ainda pouco conhecido por aqui, que inclui documentários para a TV e longas produzidos no fim de sua carreira. O maior achado da mostra Rohmer, o Homem e Suas Imagens, em cartaz a partir de terça (11) no CCSP, está na pequena retrospectiva da obra documental assinada por ele, que editou a revista Cahiers du Cinéma entre o fim dos anos 50 e o início da década seguinte. Em O Homem e as Imagens, de 1967, ele entrevista os realizadores René Clair, Jean Rouch e Jean-Luc Godard. As Contemplações de Victor Hugo, produzido um ano antes, divaga sobre o escritor, uma de suas maiores influências. Também serão exibidos longas que o inspiraram, como Tabu (1931), de F.W. Murnau, e dramas dele não muito vistos no Brasil, como Perceval, o Gaulês (1978), O Agente Triplo (2004) e Os Amores de Astrée e Céladon (2007), cuja primeira sessão está programada para sexta (14), às 17h. De 11 a 23/6/2013.
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  • Quem não resiste a uma animação digital certamente vai notar as semelhanças entre a novidade da Blue Sky Studios (de Rio) e Valente, o sucesso mais recente da Pixar. Os dois contos de fadas apresentam meninas, nada comportadinhas, que enfrentam as ordens da família para fazer valer as suas vontades. Aqui, Maria Catarina tem um motivo não tão grave para bater o pé: irritada com as esquisitices do pai, ela foge de casa. Acaba, porém, perdida numa floresta. Para piorar, um botão de flor mágico a transforma num ser minúsculo. A heroína descobrirá, a partir daí, a existência de uma multidão de tipos pequeninos, entre eles uma lesma atrapalhada  e arqueiros da natureza, como o bonitão Nod e o experiente Ronin. O desafio da guerreira será ajudá-los a impedir os planos de destruição de um vilão de visual dark, escoltado por morcegos e mau, muito mau. Para os adultos, esse enredo previsível pode parecer uma ecochatice. Mas o diretor Chris Wedge fisga crianças e pré-adolescentes ao aplicar a lição de seu desenho mais conhecido, A Era do Gelo (2002): com personagens tão adoráveis como Maria Catarina e seu batalhão de insetos errantes, quem liga  para originalidade? Estreou em 17/05/2013. Vozes estreladas: na versão em português, Daniel Boaventura dubla Ronin, e Murilo Benício, o pai da protagonista.
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  • A ópera Nabucco, do italiano Giuseppe Verdi, fecha a temporada 2012/2013 no Cinemark de espetáculos da companhia londrina Royal Opera House. A montagem do diretor Daniele Abbado é cartaz de oito complexos da rede, com ingressos a R$ 60,00. Sob regência do maestro Nicola Luisotti, a peça foi inspirada na história bíblica do rei Nabucodonosor, interpretado por Plácido Domingo. A soprano ucraniana Liudmyla Monastyrska faz o papel de Abigail, sua filha sem escrúpulos. Narrada em quatro atos, com duração de duas horas e cinquenta minutos, a ópera foi encenada pela primeira vez em 1842. Abbado adapta a história para a segunda metade do século XX, com projeções em vídeo sincronizadas com os movimentos no palco. Estão programadas quatro exibições: na terça (11/6/2013), às 19h, na quinta (13/6/2013), às 19h, no sábado (15/6/2013), às 14h, e no domingo (16/6/2013), às 16h.
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  • Futebol

    Rumo à Estação Itaquera

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Fonte: VEJA SÃO PAULO