Política

Novo presidente da Petrobras esteve envolvido em polêmica com Val Marchiori

Aldemir Bendine está à frente do Banco do Brasil quando instituição fez empréstimo considerado irregular a empresária

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

 Aldemir Bendine
Aldemir Bendine: presidente do Banco do Brasil vai comandar a Petrobras (Foto: Simon Plestenjak/Folhapress)

Confirmado como novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, que comanda o Banco do Brasil, teve o cargo ameaçado após denúncia de que havia concedido empréstimo de 2,7 milhões para a empresa da socialite Val Marchiori.

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Em outubro do ano passado, o jornal Folha de S.Paulo, revelou que Bendine facilitou acesso ao crédito à empresa Torke Empreendimentos por meio de uma linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A operação contrariou normas internas de ambas as instituições, uma vez que Val Marchiori estava com restrição de crédito por não ter honrado pagamento de empréstimo anterior feito pelo próprio Banco do Brasil. A reportagem também mostrou que a empresa de Val não teria capacidade financeira para obter o financiamento.

Val Marchiori
Val Marchiori: empresária e socialite conseguiu empréstimo com o Banco do Brasil (Foto: Marco Pinto)

À época da denúncia, o BB, a empresária e o BNDES negaram irregularidades. No entanto, Bendine chegou a avisar o então ministro Guido Mantega (Fazenda) que se cargo estava à disposição.

Em nota publicada em seu blog, que ficou no ar no site da VEJA SÃO PAULO até o fim do ano passado, Val afirmou que seguiu todas as regras e normas exigidas pelos bancos envolvidos. “Repudia-se a tentativa de envolver indevidamente a empresa Torke Empreendimentos em manchetes jornalísticas, até porque cumpre, com rigor, todas as suas obrigações contratuais e legais”, escreveu na ocasião.

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Bendine ocupa o cargo de presidente do BB desde abril de 2009, quando substituiu Antonio Francisco de Lima Neto. Ele é nome de confiança do ex-presidente Lula. Ele substituirá Graça Foster, que renunciou nesta quarta-feira (4). Outros cinco diretores da petroleira deixaram seus cargos. 

Fonte: VEJA RIO