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Novo estádio do Palmeiras terá 250 eventos por ano e cinco megashows

O Allianz Parque, que será inaugurado com capacidade máxima nas apresentações de Paul McCartney, quer ser o principal espaço de espetáculos da capital

Por: Silas Colombo - Atualizado em

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Desde a última vez em que a bola rolou no Parque Antártica, em 9 de julho de 2010, o torcedor do Palmeiras passou maus bocados com o time. A despedida do antigo estádio, com uma derrota por 2 a 0 para os argentinos do Boca Juniors, foi um presságio do que viria pela frente. Nos anos seguintes, a equipe fez campanhas medíocres e amargou o segundo rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

De acordo com os mais supersticiosos, a culpa dessa má fase esteve ligada à demora do clube para voltar a atuar no mesmo endereço em que viveu tempos de glória, da Academia na década de 70, passando pela máquina de fazer gols dos anos 90, cheia de craques como Evair, Rivaldo e Edmundo, até chegar à conquista da Libertadores em 1999, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Mas o martírio acabou.

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Após mais de quatro anos de exílio, o alviverde imponente, enfim, está prestes a retornar à Rua Turiaçu, 1840, nas Perdizes, onde manda partidas desde 1917. As velhas arquibancadas foram postas abaixo para dar lugar ao Allianz Parque. A arena consumiu um investimento de 660 milhões de reais, é uma das mais modernas do gênero no Brasil e tem como principal vantagem a localização privilegiada, praticamente no coração de São Paulo, na vizinhança da Estação Barra Funda do metrô e a apenas 7 quilômetros do centro da cidade.

A obra está sendo inaugurada em etapas, e a primeira delas ocorreu no último dia 25, em uma partida em homenagem ao divino Ademir da Guia, um dos maiores craques da história palestrina, com a presença de 10 000 convidados. No próximo sábado (8) ocorrerá ali a primeira partida oficial, contra o Atlético- MG, válida pelo atual Brasileirão. Serão vendidos 30 000 ingressos. Casa cheia mesmo, com 55 000 pessoas, só na inauguração oficial, com os shows de Paul McCartney, em 25 e 26 de novembro. Astros da música como ele serão presença quase tão assídua no gramado quanto os jogadores. Em 2015, devem se apresentar por lá os Rolling Stones, a cantora Adele, o rapper Pharrell Williams e o rei Roberto Carlos.

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Essa sucessão de artistas não ocorrerá por acaso. O projeto não nasceu apenas para substituir o Parque Antártica como sede do Palmeiras. Cada detalhe por ali foi concebido minuciosamente para credenciar o endereço como o maior e mais moderno palco da cidade para apresentações e eventos. “Estamos preenchendo uma lacuna nessa área na metrópole”, afirma Walter Torre Jr., presidente da WTorre, a empresa responsável pelo projeto. Pela construção do estádio, a companhia ganhou o direito de explorar comercialmente o lugar por trinta anos. Em troca do presente, o Palmeiras ficará com 100% da bilheteria dos jogos e 5% dos shows em 2015 (esse porcentual aumenta a cada ano de contrato, chegando a 30% e permanecendo nesse teto até o fim do acordo). Além disso, o clube ganhou três prédios novos em sua sede social, com quadras poliesportivas, saunas e escritórios, no valor de 75 milhões de reais. Como um todo, o projeto da arena custou quase o dobro do previsto. A WTorre quer recuperar o investimento em dez anos. Só com a venda do naming right embolsou 300 milhões de reais. A seguradora alemã Allianz pagou a conta.

info-palmeiras
(Foto: Reprodução)

Além de comportar grandes concertos, o lugar foi preparado para fazer com que os produtores de eventos economizem tempo e dinheiro. O backstage, com camarins e área técnica, por exemplo, que normalmente é erguido pela equipe dos artistas e desmontado no final, ganhou uma estrutura permanente. Túneis amplos permitem que caminhões de carga tenham acesso ao palco e ao gramado, o que ajuda na montagem de grandes estruturas, como acontece com o Nitro Circus, uma espécie de Cirque du Soleil dos esportes radicais, que deve se apresentar no lugar em 2015.

Com isso, o tempo de trabalho é reduzido, assim como a quantidade de equipamento que precisa ser transportada. Segundo cálculos da WTorre, a conta final na organização será reduzida em mais de 1 milhão de reais, praticamente o valor de aluguel do Morumbi. Por falta de outras opções, o velho estádio do São Paulo sempre foi muito requisitado para shows. “O Allianz tem potencial para roubar esse mercado”, afirma Walter Torre Jr.

O lugar também quer concorrer com casas de shows como Citibank Hall e HSBC Brasil. Com capacidade para 12 000 pessoas, um anfiteatro totalmente coberto poderá ser montado e removido com rapidez. Isso permite receber um evento no sábado à noite e uma partida de futebol no domingo à tarde. O local, atrás de um dos gols, não avança sobre o campo e, já em 2015, receberá lutas do UFC, jogos de basquete da NBA e festas de formatura. Fora as partidas do Palmeiras, a arena ainda vai acolher jogos internacionais de futebol. O primeiro deles  será a final da Supercopa da Itália, prevista para dezembro de 2015.

Allianz Parque anfiteatro
O anfiteatro poderá ser montado e removido com rapidez. Ele fica atrás de um dos gols e não avança sobre o campo. Pode abrigar pequenos shows, lutas de MMA e até festas de formatura. Uma cortina acústica, importada dos Estados Unidos, vai separar os ambientes (Foto: Mário Rodrigues)

Para que o complexo seja rentável e fature entre 150 milhões e 200 milhões de reais a cada doze meses, ele precisará sediar por temporada 250 eventos, entre jogos, convenções, pequenas recepções e megashows (neste caso, serão cinco por ano). A responsável por manter a agenda cheia veio de fora. Trata-se da canadense Susan Darrington, ex-vice-presidente de operações do CenturyLink Field, o maior estádio da cidade de Seattle, nos Estados Unidos, que já recebeu atrações como Metallica, U2 e Rolling Stones. Logo em sua estreia paulistana, ela marcou pontos importantes ao conseguir McCartney para debutar no palco palmeirense. “O mercado de shows é pequeno. Uma boa relação com os representantes dos astros é essencial para conseguir fechar um contrato”, explica. Ela terá o apoio de profissionais como o americano Raj Saha, que já cuidou das atrações do Madison Square Garden, de Nova York.

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Como reza a tradição de toda boa casa italiana, o novo Palestra caprichou nas opções gastronômicas. A empresa alemã Gourmet Sports Hospitality (GSH) cuidará do cardápio servido nas arquibancadas e nos camarotes. Ele inclui desde ossobuco com polenta cremosa, consomê de tomate com frutos do mar até pipoca e cachorro-quente. Além disso, os frequentadores terão outros cinquenta pontos de venda de comida espalhados pela arena, todos abastecidos por uma cozinha central de 1 500 metros quadrados. Um restaurante panorâmico, para 400 pessoas, ainda está em construção. Cinco grupos gastronômicos disputam uma concorrência para administrar o espaço. A tradicional cantina Jardim de Napoli, em Higienópolis, é um dos nomes no páreo. “O resultado ficou mais com cara de shopping ou hotel do que de estádio de futebol”, afirma o diretor de negócios da WTorre, Rogério Dezembro, que coordenou o projeto. O lugar ainda terá filiais do Burger King, da rede de hot-dog gourmet The Dog Haüs e da marca de sorvetes Diletto, que criou um sabor com o nome da arena (baunilha com café) e outros três exclusivos: chocolate, limão e coco.

O torcedor tradicional precisará se acostumar com a quebra de alguns paradigmas clássicos do futebol. Os flanelinhas, por exemplo, enfrentarão dificuldades. Um prédio anexo terá 2 000 vagas de estacionamento operadas pela Estapar. A empresa também gerencia os estacionamentos do Bourbon Shopping, do West Plaza e do condomínio Casa das Caldeiras, logo ali ao lado, e poderá disponibilizar mais 1 000 espaços que serão comprados antecipadamente pela internet junto com os ingressos. Para evitar problemas com a vizinhança, a prefeitura exigiu da construtora algumas obras na região. A WTorre teve de bancar a instalação de 68 semáforos e a abertura de um cruzamento na Rua Apinajés com a Avenida Sumaré. Para da rem conta do aumento do fluxo de veículos, a Avenida Francisco Matarazzo e a Rua Padre Antônio Tomás foram alargadas. As paredes e a cobertura da arena, revestidas de lã de rocha, estão preparadas para manter a maior parte do som ali dentro — ao contrário do que ocorria na estrutura antiga, totalmente aberta.

Allianz Parque vestiário
O vestiário principal terá 355 metros quadrados, gramado sintético e hidromassagem. Para conseguir o tom verde-musgo indicado pelo projeto no revestimento das paredes, a construtora recorreu a um fornecedor da Indonésia (Foto: Mário Rodrigues)

Todos os visitantes serão monitorados por câmeras com recurso de reconhecimento facial. A central de controle terá acesso aos bancos de dados da Secretaria de Segurança Pública e da CBF, que contêm fotos de pessoas com antecedentes de comportamento violento. Elas serão vigiadas de perto e, em caso de necessidade, a segurança entrará em ação. O mesmo sistema é capaz de identificar começo de briga ou movimentações suspeitas. “Não queremos o típico baderneiro por aqui”, explica Torre.

Outro desejo comum entre os torcedores modernos foi atendido. Quinhentas antenas de internet wi-fi de alta velocidade vão garantir a postagem de selfies em tempo real. Com a conectividade, os visitantes vão escolher músicas nos shows e eleger o momento mais bonito da partida, por exemplo. Os resultados aparecerão nos dois telões de alta definição, os maiores da América Latina, com 103 metros quadrados.

Como em muitas outras obras desse porte, o cronograma sofreu atrasos. A inauguração ocorre mais de um ano depois do prazo de entrega previsto no início dos trabalhos. Um dos problemas aconteceu em 2013, quando parte de uma das arquibancadas desabou, matando um operário. No período da construção, os parceiros Palmeiras e WTorre romperam a relação por uma discordância na interpretação de uma cláusula do contrato de cessão da arena. Segundo a construtora, a empresa tem o direito de explorar as 43 600 cadeiras do estádio, no sistema de assinatura: o torcedor pagaria um aluguel, estimado entre 3 000 e 10 000 reais por ano, para ter seu lugar garantido. A diretoria do Palmeiras entende que a WTorre deve ficar com apenas 10 000 assentos. As tentativas de acordo não deram resultado, e a decisão será tomada pela Câmara Fundação Getulio Vargas de Conciliação e Arbitragem, em data ainda indefinida.

A disputa das cadeiras não inclui a área dos camarotes. Nesse caso, cerca de 85% dos 179 espaços do tipo já foram negociados pela WTorre em contratos de três ou cinco anos. A anuidade varia de 200 000 a 600 000 reais, dependendo da localização e do tamanho do lugar. Mesmo em dias de agenda vazia, os donos poderão fazer festas e encontros privados e ainda usar o serviço de bufê. O Palmeiras terá um local próprio, para quarenta pessoas, na área mais nobre e de frente para o centro do gramado. No mercado, esse camarote seria avaliado em 1,8 milhão de reais por ano. Onze ídolos, como Ademir da Guia, ganharam cadeiras cativas por lá. Assim, o Palmeiras relembrará suas glórias do passado no mesmo campo que lhe abre as portas para o futuro.

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  • Cozinha variada

    TonTon

    Rua Caconde, 132, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2597 6168

    VejaSP
    3 avaliações

    É o território do chef Gustavo Rozzino. Pedida para o começo da refeição, o discotuna (R$ 44,00) aparece como círculos de massa folhada entremeados de maionese da casa e ovas de peixe-voador, com uma posta de atum selado. Uma saladinha complementa a entrada. O orichiette com polvo, linguiça, tomate e brócolis segue a linha terra e mar (R$ 49,00). Não deixe de pedir o bolo de figo seco com sorvete de nata e calda toffee (R$ 19,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Italy

    Rua Oscar Freire, 450, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3168 0833

    VejaSP
    15 avaliações

    Atraem a clientela ao movimentado salão dos Jardins os pratos fartos como o filé de angus coberto por gorgonzola com tagliolini ao creme de cogumelo (R$ 69,00). Durante a semana no almoço, o menu executivo (R$ 62,00) pode incluir eventualmente a boa salada de folhas, abóbora, beterraba e amêndoa, além de creme brûlé na sobremesa. Só na filial do Market Place há opções para compartilhar. Uma delas é o sofiotti de queijo emmental, presunto e manjericão gratinado com parmesão (R$ 77,00, para três), um tantinho enjoativo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Emiliano - Restaurante

    Rua Oscar Freire, 384, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3068 4390

    VejaSP
    5 avaliações

    Como tem acontecido de tempos em tempos,o empresário Gustavo Filgueiras troca o chef para trazer um sopro de frescor ao restaurante. Quem está à frente da cozinha desde o início do ano é o italiano Andrea Montella. No cardápio lançado por ele, encontram-se o paccheri valorizado por lagostins picantes (R$ 75,00), a codorna recheada de foie gras com risoto de alecrim (R$ 92,00) e o ótimo cordeiro enrolado em massa de pão (R$ 98,00). A mais recente alteração foi nas sobremesas, que incluem agora a torta de limão com merengue e sorvete de limão com hortelã (R$ 38,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    La Maison Est Tombée

    Rua Jerônimo da Veiga, 358, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3071 2926

    VejaSP
    10 avaliações

    Funciona sem parar do almoço até a madrugada, mas só começa a fcar concorrido a partir das 8 da noite. É quando o público, na altura dos 30 e poucos, aparece todo arrumado em busca de badalação. Propositalmente, as mesas são dispostas na diagonal para facilitar a interação — não é bagunça, não —, e azulejos brancos nas paredes dão um clima nostálgico de brasserie. Da linha etílica, o chope (Brahma, R$ 8,50) é tirado na medida, mas as melhores opções são os coquetéis. Duas misturas garantidas: o dandy monsieur (R$ 34,00), gim-tônica aromatizado com casca de laranja-baía, fava de baunilha e açafrão. Da cozinha saem pedidas como o steak tartare levemente selado (R$ 46,00), servido junto de ovo frito de gema mole, salada e batatas fritas.

    Preços checados em 19 de julho de 2016.

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  • Botecos

    São Cristovão

    Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena

    Tel: (11) 3097 9904

    VejaSP
    12 avaliações

    Trata-se do melhor bar da Rua Aspicuelta, a mais agitada da Vila Madalena. É difícil não perceber que este botequim é devoto do futebol. Imagens, recortes, ingressos e outros objetos ligados ao esporte forram as paredes. Conhecido pelo ótimo chope, o lugar trocou a marca da bebida no começo do ano. Saiu de cena a Brahma, que foi substituída pela Heineken (R$ 8,00), tirada como se deve. Se não é fã desse chope, peça caipirinha,muito bem preparada (R$ 19,00). Na hora do petisco, lembre-se dos pasteizinhos de escarola e um toque de aliche: são dos bons (R$ 26,00, oito unidades).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • The Meatball House - Food Truck

    Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 190, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3798 6349

    VejaSP
    1 avaliação

    No lugar onde funcionou até agosto o bar The Meatball House, há agora o estacionamento particular de um food truck homônimo. Enquanto reformulam o salão, os sócios aproveitam a varanda para servir variações da almôndega, a especialidade da casa. Com uma vantagem: preços bem mais em conta. Antes, três bolotas sobre polenta saíam por R$ 37,00. Agora, custam R$ 25,00, uma redução de 32,4%. Preparadas com a técnica de sous-vide (embaladas a vácuo e cozidas em baixa temperatura), nem todas as pedidas se saem bem. A versão vegetariana de grão-de-bico, por exemplo, esfarelava-se no contato com o garfo (descartável, vale lembrar). Mas as duas opções de carne, uma de porco e a outra bovina misturada a bacon e farinha de pão, ficam uma delícia com purê de batata amanteigado. Os petiscos são ainda mais baratos: porção de fritas por R$ 5,00 e minibolinhos de carne fritos por R$ 10,00. Para acompanhar o clima boêmio conferido pela música em altíssimo volume no jantar, vá de cerveja Brooklyn Lager (R$ 15,00). A ótima cheesecake de bolacha Oreo (R$ 10,00) encerra em ritmo de balada.

     

    Preços checados em 28 de outubro de 2014.

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  • Levado ao palco pela Companhia de Danças de Diadema, o singelo espetáculo A Mão do Meio apresenta a história de uma mão com dois polegares que sai à procura de gestos para colecionar (o único que ela conhece é o cumprimento de bom dia). Para introduzir cada número da montagem, um narrador (papel de Roberto Mainieri) usa expressões do cotidiano, como “pé na estrada”, “me dá uma mãozinha” e “cabeça de vento”. A partir daí, os nove bailarinos do grupo encantam ao dar vida às partes do corpo humano em uma ambientação que funciona muito bem com o recurso da luz negra. A criançada se diverte particularmente com a exibição dos pés capazes de bater palmas e no momento em que conhecem a dura vida de um traseiro que nasceu quadrado. Outro ponto alto ocorre quando são mostradas as gargalhadas — é quase impossível não se contagiar por elas. Até os adultos embarcam na disputa de risadas. Aparecem ainda narrativas sobre o braço, a cabeça e o sopro. Apresentada em forma de colagem, a trilha sonora mescla faixas que vão do clássico ao eletrônico. Ana Bottosso dirige o espetáculo com texto de Michael Bugdahn. A coreografa foi criada por Bugdahn e Denise Namura. Estreou em 25/10/2014. Até 15/11/2014.
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  • Apesar de serem uma ótima oportunidade para acompanhar a produção contemporânea, as feiras de arte podem intimidar quem não está acostumado com os preços altos dos itens à venda. Para conseguir atingir um público mais amplo e de olho no crescente interesse pelo colecionismo, as amigas Lina Wurzmann e Tamara Perlman criaram a Parte, dedicada a obras com valores mais acessíveis. Na quarta edição do evento, programado para ocorrer entre quinta (6) e domingo (9), 43 galerias, oito delas internacionais, levam ao Paço das Artes trabalhos que custam, em sua maioria, até R$ 5 000,00. São produções de artistas menos consagrados, caso da mineira Cecília Dequech, que apresenta uma pintura com duas crianças à beira de uma piscina por R$ 3 800,00. Há  também peças de tiragem múltipla que, por não serem únicas, são mais baratas. Todas as obras em cartaz devem ter o preço exibido (para evitar constrangimento aos visitantes) e ser acompanhadas de textos explicativos. Entre os destaques está uma instalação que abriga em portas e gavetas peças por R$ 390,00. Em outra sala, o público poderá gravar depoimentos que funcionarão como selfies artísticas, projeto idealizado por Claudemir Lara. A programação conta também com oficinas e debates. Na sexta (7), às 17h, Tadeu Chiarelli, o novo diretor artístico da Pinacoteca, aborda o papel do curador ao lado de outros convidados. De 6 a 9/11/2014.
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  • Bastante populares, os filmes de catástrofe têm ingredientes básicos: drama, apelo emotivo e muita tensão. Por limitações naturais, o teatro esbarra em dificuldades para abranger esse conjunto de aspectos ao flertar com o gênero. Diante disso, o espetáculo Tragédia: uma Tragédia, escrito pelo americano Will Eno, assume ares de comédia dramática ao narrar um fato inusitado. Uma equipe de jornalistas participa de uma cobertura televisiva. No meio da tarde, o sol foi embora e se iniciou uma noite sem fim. Os atores Amanda Lyra, Carolina Bianchi e Rodrigo Bolzan surgem em monólogos na intenção de simular boletins endereçados ao âncora do telejornal (papel de Ranieri Gonzalez). Aos poucos, a vida pessoal de cada repórter se mistura com as notícias, e, nesse momento, a montagem dirigida por Carolina Mendonça dá um salto de interesse. Tanto o elenco ganha oportunidade de testar diferentes registros de interpretação como a mensagem deixa de ser apenas um panfleto para abrir espaço a um  questionamento amplo sobre a sociedade. Estreou em 2/10/2014. Até 9/11/2014.
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  • Com dramaturgia de Luis Alberto de Abreu e Calixto de Inhamuns, o romance Os Irmãos Karamázov, do russo Fiodor Dostoievski (1821-1881), chega ao palco na forma da trilogia Karamázov. As peças Uma Anedota Suja, Os Irmãos e Os Meninos se dizem independentes, mas formam um quebra-cabeça para entender minimamente as relações do materialista Fiodor Karamázov e seus filhos: o místico Aliocha, o cerebral Ivan, o apaixonado Dmitri e o bastardo Smerdiakov. A opção é clara por uma encenação em que sobram palavras em detrimento das imagens. Sob a direção de Ruy Cortez, os atores Eduardo Osório, Ricardo Gelli e, especialmente, Antonio Salvador e Marcos de Andrade, por vezes, driblam o excesso narrativo e alcançam belos momentos de interpretação em Os Irmãos e Os Meninos. Um tanto deslocada, Uma Anedota Suja, com Jean Pierre Kaletrianos e Rafael Steinhauser, serve mais como um prólogo para falar da universalidade de Dostoievski e do teatro, enfraquecendo a trilogia. É possível ver todo o conjunto em sessão única de 225 minutos ou assistir às peças separadamente (confra os horários abaixo). Estreou em 1º/11/2014. Até 15/12/2014.
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  • Celso Frateschi adaptou e protagoniza o monólogo dramático apoiado no conto homônimo de Fiódor Dostoievski (1821-1881). Iluminação, cenário e trilha sonora parecem confluir para a reprodução de uma São Petersburgo sombria, o lar de um infeliz funcionário público. Certa noite, depois de quase se matar, o homem tem um sonho. Nele, viaja para uma espécie de paraíso e lá acaba semeando a discórdia e a corrupção entre imaculadas criaturas. Sob a direção de Roberto Lage, Frateschi atinge um grande momento de ator e passa uma mensagem atual diante dos fatos contemporâneos. Estreou em 4/8/2005. 
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  • Gastronomia é um tema da moda. Boas risadas também figuram entre os interesses de frequentadores de teatro. Da união do útil com o agradável, a comédia Não Sou Bistrô, escrita por Paulo Emílio Lisboa, carrega certo charme ao enfocar os bastidores de um restaurante de Barcelona. Fúlvio Stefanini interpreta um estressado chef que dedica a vida aos seus pratos e receitas exclusivas. Um infarto o faz pensar em aposentar as caçarolas, mas para isso precisa encontrar um jovem que assuma a cozinha e leve adiante sua marca. A espanhola Penélope e o francês Henry são os candidatos. Logo, iniciam-se tramas de competição e jogos de sedução. A dramaturgia fica no feijão com arroz, e a direção de Léo Stefanini não acrescenta tempero algum, resultando pouco  inventiva. Quando é aberto espaço para o inesperado, como na divertida brincadeira sobre o cinema espanhol, a montagem dá sinais de que poderia ser mais descontraída. Com João Bresser, Ton Prado, Renata Fasanella, Fulvio Filho, Pamela Otero e Kauê Gibran. Estreou em 3/10/2014. Até 26/9/2015.
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  • Formado na cidade de Nova York em 2008, o The Drums é herdeiro do revival do new wave que aconteceu na metade da última década. Eles se inspiram na gravadora Factory, do The Cure, e, principalmente, na banda The Smiths. Junte a isso a busca contínua por sonoridades cuja intenção é esquentar as pistas de dança e você terá a receita seguida pelo conjunto nos três discos da carreira. Lançado em setembro, Encyclopedia mostra-se também o mais original: a voz de Jonny Pierce deixou de imitar a de Morrissey e está mais alta do que nunca, algo que pode ser notado em Magic Mountains, o primeiro single. Ao lado de Jacob Graham (guitarra e percussão), Pierce canta ainda as novas Face of God e Kiss Me Again, além da grudenta Let’s Go Surfing, do disco homônimo de estreia (2010). Três músicos farão o acompanhamento. Dia 5/11/2014.
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  • Os suecos são mais famosos pelos shows enérgicos e anárquicos que realizam do que pelo trabalho em estúdio, o qual já conta com cinco discos. Vê-los ao vivo, entretanto, é memorável. Passando pela cidade para abrir a apresentação do Arctic Monkeys em novembro, Howlin’ Pelle Almqvist (vocais), Nicholaus Arson (guitarra), Vigilante Carlstroem (guitarra), Dr. Matt Destruction (baixo) e Chris Dangerous (bateria) também tocam no Cine Joia no mesmo mês. Dia 16/11/2014.
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  • No palco, o ator Tiago Abravanel construiu um Tim Maia à imagem do cantor carioca com impressionante semelhança vocal. Agora, Robson Nunes e Babu Santana causam sensação na cinebiografia Tim Maia. O livro Vale Tudo, de Nelson Motta, que serviu de base para a peça, também é usado para o longa-metragem (bem longo, diga-se de passagem). Dirigido por Mauro Lima (Meu Nome Não É Johnny), o filme dura duas horas e vinte minutos e segue a ordem cronológica. Capta desde a infância de Tião (seu apelido), como entregador de marmitas, até sua morte, em 1998, aos 55 anos. Robson Nunes pega o papel ainda adolescente, quando Tim fundou, em 1957, o grupo The Sputniks, ao lado do então desconhecido Roberto Carlos. Nem mesmo as apresentações no programa de Carlos Imperial (Luis Lobianco) o levaram à fama. Sem chances de crescer no Brasil, Tim se mandou para os Estados Unidos e voltou de lá deportado pela participação no roubo de um carro. A partir de um contato com o cantor Fábio (o narrador da história e personagem que mistura vários amigos do músico), interpretado por Cauã Reymond, surgiu o lançamento na noite. Após diversas tentativas, Tim consegue reencontrar Roberto Carlos e, em 1969, o Rei grava uma música dele, Não Vou Ficar. O soul ganha as paradas, ele vira sucesso e vem junto o status de encrenqueiro e polêmico. Babu Santana entra nessa segunda fase e não economiza numa performance próxima à de um furacão. O roteiro tampouco tapa o sol com a peneira e investe num registro aberto. Enfoca a sua decadência, o mergulho nas drogas, torrando a grana em aventuras e ganhando um triste anonimato depois de gravar os lendários discos Tim Maia Racional — Volume 1 e 2. Há um certo probleminha de ritmo — o roteiro se estende demais na primeira parte e corre contra o tempo nos quinze minutos finais. Nada, contudo, capaz de desabonar esta visão da trajetória do Síndico, salpicada de canções marcantes, a exemplo de Azul da Cor do Mar e Sossego. Estreou em 30/10/2014.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 1.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • Foi boa a ideia da rede Cinépolis ao criar a primeira edição do Festival de Animações e Super-Heróis em 4DX, com ingresso a R$ 37,00. Reprises de onze longas-metragens (desenhos e filmes com personagens de quadrinhos) ocupam a sala com efeitos sensoriais do JK Iguatemi até quarta (5/11/2014). De Frozen a O Espetacular Homem-Aranha 2, uma das melhores pedidas é Detona Ralph. A produção tem três exibições: neste sábado (1º/11), às 13h30; segunda (3/11), às 16h, e terça (4/11), às 16h50.
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  • Realizado em 1984, o romance musical Footloose — ritmo Louco marcou uma época e, até hoje, sua canção-tema, indicada ao Oscar, empolga. Estrelada por Lori Singer e Kevin Bacon, a fita está de volta para três sessões: neste sábado (1º/11), às 23h55; neste domingo (2/11), às 12h30; e na quarta (5/11), às 19h30. A reprise ocorre nos complexos da rede Cinemark nos shoppings Center Norte, Central Plaza, Cidade Jardim, Eldorado, Granja Viana, Iguatemi, Market Place, Metrô Boulevard Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tamboré e Villa-Lobos.
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  • De traços autobiográficos, o drama francês busca inspiração na trajetória da mãe da diretora. A trama, embora tenha início na década de 80, está praticamente focada num romance ambientado logo após o fim da II Guerra Mundial. Imigrante ucraniano, Michel (Benoît Magimel) se casa, num campo de concentração, com Léna (Mélanie Thierry). Tempos depois, ele consegue obter a cidadania francesa e, auxiliado por líderes do Partido Comunista, abre uma alfaiataria em Lyon. A inesperada chegada de seu irmão caçula, Jean (Nicolas Duvauchelle), vai trazer mudanças. Apesar de dar dicas para Michel prosperar nos negócios, Jean, envolvido numa missão secreta na França, sente-se atraído pela cunhada. Por tratar de um drama íntimo e pessoal, a realizadora Diane Kurys (também roteirista) evita arroubos sentimentais e não toma partido. Prefere analisar o triângulo amoroso a distância, tornando-o, assim, novelesco e frio. Estreou em 30/10/2014.
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  • Sete curtas e dezesseis longas-metragens, todos inéditos, estão programados para o Panorama Alemão, que tem início na quinta (6/11/2014) no Espaço Itaú Augusta. Uma das boas atrações é A Outra Pátria, com sessão agendada para o domingo (9/11), às 19h. Trata-se de um drama em preto e branco sobre os europeus que imigraram para a América do Sul no século XIX. Até 12/11/2014.
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  • O “best-seller man” Nicholas Sparks já teve oito de seus livros levados para o cinema, entre eles o elogiado Diário de uma Paixão, de 2004. De uns tempos para cá, seus romances estão ganhando adaptações muito açucaradas — vide Querido John (2010) e Um Homem de Sorte (2012). Esta é a nona versão de um de seus folhetins e, acredite, a previsibilidade chega a irritar. O enredo divide-se em duas épocas. No presente, Dawson (James Marsden) sobrevive quase por milagre a uma explosão numa plataforma de petróleo. Amanda (Michelle Monaghan), mãe de um adolescente, amarga um casamento em ruínas. Esse ex-casal de namorados se reencontra depois de quase duas décadas quando um velho amigo morre e deixa um testamento citando ambos. A história, então, volta no tempo e, em meados dos anos 90, narra a arrebatadora paixão nascida entre os jovens Dawson (agora Luke Bracey) e Amanda (Liana Liberato). Enquanto ele é humilhado por um pai traficante, ela vem de uma família rica. Há apenas duas perguntas, digamos, importantes a ser respondidas nessa ladainha supostamente romântica: Amanda vai largar o marido para ficar com Dawson? O que causou a separação deles no passado? Nem mesmo a novelista Janete Clair, em seus dias de devaneios mais fantasiosos, daria uma conclusão tão estapafúrdia no intuito de arrancar lágrimas a fórceps da plateia. Estreou em 30/10/2014.
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  • As salas da rede UCI nos shoppings Anália Franco, Jardim Sul e Santana Parque e do Kinoplex Vila Olímpia transmitem a ópera Carmen, do francês Georges Bizet, neste sábado (1º/11/2014), às 14h55. No papel-título da montagem realizada no Metropolitan Opera House, de Nova York, está a meio-soprano Anita Rachvelishvili. A regência é de Pablo Heras- Casado. Vá preparado: o espetáculo dura 3h20.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO