Gastronomia

Restaurantes e lanchonetes servem receitas com o kobe beef

Confira lançamentos preparados com a carne vermelha de gado wagyu

Por: Helena Galante

Mini-hambúrgueres de kobe. Cantaloup.
Hamburguinhos do Cantaloup: 41 reais a porção (Foto: Fernando Moraes)

Entre as carnes vermelhas, a extraída de gado wagyu é hoje a de maior prestígio. O produto, original do Japão, ganhou o mundo conhecido comokobe beef. Sua principal diferença em relação aos cortes de outras raças está no sabor e na maciez propiciados pelo alto nível de marmoreio — aquela apetitosa quantidade de gordura entremeada às fibras.

Até agora, a forma mais comum de encontrar a untuosa (e cara) peça na cidade era preparada na grelha. Outras versões com a mesma matéria-prima têm ganhado espaço nos menus, até em endereços japoneses, como o Kinoshita, na Vila Nova Conceição, e o Nakka, no Itaim, que serve uma dupla de sushis de kobe por 28 reais.

Sushi de kobe. Nakka.
Sushi: no Nakka, a dupla sai por 28 reais (Foto: Lucas Lima)

O contemporâneo Cantaloup, no Itaim, promoveu em outubroum festival dedicado ao kobe, neste caso trazido da Austrália. A porção de três mini-hambúrgueres finalizados por ovos de codorna (41 reais) emplacou e ganhou lugar fixo no bar. “Os clientes gostam de cortar a carne só com o garfo, tamanha a sua maciez”, diz o restaurateur Daniel Sahagoff.

A Hamburgueria Nacional, no Itaim, do chef Jun Sakamoto, que tem desde outubro entre ossócios o especialista Arri Coser, criador da rede Fogo de Chão e hoje dono da NB Steak, acaba de lançar um lanche de 225 gramas. Custa 70 reais.

Hambúrguer de kobe. Hamburgueria Nacional.
Hamburgueria Nacional: 70 reais por 225 gramas (Foto: Lucas Lima)

Quem estranhou a ideia pode se surpreender ainda mais ao saber que a carne também é transformada em alguns tipos de frio. Nas receitas do gênero, porém, não são usados cortes nobres como picanha e contrafilé. No AK Vila, na Vila Madalena, a chef Andrea Kaufmann traz de volta ao menu o sanduíche de pastrami de wagyu com picles e mostarda no pão integral (36 reais).

Pastrami de kobe. AK Vila.
Versão de pastrami, que retorna ao AK Vila: 36 reais (Foto: Sérgio Mastrocola)

“A maior vantagem é não desperdiçar nada”, afirma o chef André Mifano, do italiano Vito, na Vila Beatriz. Lá, uma porção de oito fatias do mesmo frio sai por 43 reais. A matéria-prima escolhida por Mifano vem da marca Beef Passion e abastece também o espanholClos de Tapas. Por 99 reais, prova-se o acém. “Malpassado, fica mais macio e suculento”, diz a chef Ligia Karazawa.

Acém de kobe. Clos de Tapas.
Acém sobre creme de alho e queijo gruyère: 99 reais no Clos de Tapas (Foto: Rogerio Gomes)

ONDE ENCONTRAR

AK Vila

Cantaloup

Clos de Tapas

Hamburgueria Nacional

Kinoshita

Nakka

Vito

Fonte: VEJA SÃO PAULO