Consumo

Nostalgia: cresce oferta de produtos e serviços retrô

Nunca foi tão fácil passear, decorar a casa, montar um guarda-roupa ou se divertir como os paulistanos de antigamente

Por: Carolina Giovanelli e Tomás Chiaverini [Colaborou Pedro Henrique Araújo]

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(Foto: Veja São Paulo)

Passear pela cidade numa Lambretta. Aparar o cavanhaque com navalha, depois de um barbeiro usando suspensórios ter colocado toalhas quentes em seu rosto. Comprar uma saia de bolinhas e cair na noite para dançar rockabilly. Voltar para casa e descansar em uma poltrona de vinil com pés palito. Tomar uma cerveja gelada recém-saída de um refrigerador azul-bebê. Não, não estamos diante de uma cena dos anos 50.

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Com a onda retrô que vem se espalhando pela capital nos últimos tempos, todos esses produtos — e muitos outros —, criados ou inspirados em décadas passadas, são encontrados hoje numa série de endereços. Ou seja, está cada vez mais fácil entrar numa espécie de máquina do tempo do consumo. “O sentimento de nostalgia tem crescido entre os consumidores”, afirma a jornalista de moda Erika Palomino. “Nos desfiles, por exemplo, várias grifes exploram isso nas coleções.”

Curiosamente, essa tendência é alimentada pelos jovens, que formam o grosso do público consumidor. Frequentada majoritariamente por “brotos”, a região do Baixo Augusta, por exemplo, se tornou ponto de encontro dos fãs de quinquilharias antigas. Lá, é possível comprar vinis, brinquedos raros e chapéus, entre outras coisas.

Sócio de clubes como Vegas, Lions e Z Carniceria, o empresário Tibiriçá Martins, o Tibira, quer aproveitar a efervescência do pedaço para inaugurar em maio a Caos. A ideia é mesclar uma loja de antiguidades dos anos 50 a 80 com um bar moderninho. “Meus amigos não escutam nada que veio depois da década de 90”, diz ele, que só veste roupas de brechó e deixa de lado os hits atuais quando faz as vezes de DJ.

Outro aficionado dos anos 50, 60 e 70 é Kiko Parente, de 52 anos, proprietário do restaurante Spazio Gastronomico, com quatro filiais em São Paulo. “Foi uma época muito boa, em que a gente tinha Beatles, Pelé e Jovem Guarda”, afirma. “Deixou saudade.” Para matá-la, roda pelas ruas a bordo de um Karmann Ghia conversível de 1970. Para ele e tantos outros que já embarcaram ou pretendem entrar nessa onda, selecionamos nas próximas páginas os melhores endereços especializados em clássicos do passado.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO