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Noivos acusam de calote bufê em Pinheiros

Empresa responde na justiça a uma ação de despejo por falta de pagamento, fixada em mais de 600 000 reais

Por: Sophia Braun - Atualizado em

Espaço Lisboa
Salão do Espaço Lisboa: festas marcadas até o fim de 2015 (Foto: Divulgação)

Na última segunda (22), a jornalista Mariana Cruz deveria acertar os últimos detalhes de seu casamento, marcado para 4 de outubro. Ao chegar ao Espaço Lisboa, em Pinheiros, local contratado para sediar as bodas, a noiva ficou surpresa ao notar as portas fechadas. “Pulei o portão e conversei com um faxineiro que estava lá”, conta. O que ela apurou? A empresa teria falido, e os clientes não foram alertados.

 

Além da locação do salão, ela e o futuro marido, o professor de educação física Guilherme Borin, haviam contratado o serviço de bufê oferecido pelo próprio espaço, conhecido como Gula Gourmet. “Pagamos à vista 35 000 reais há mais de um ano”, diz.

A advogada Fernanda Petenate, que também foi lesada, havia marcado sua festa para novembro de 2015. Ela e o noivo, Carlos Manfrin, reservaram a data com dois anos de antecedência e parcelaram o valor total em dez vezes. “Pagamos a última prestação no início deste mês”, lamenta.

Para levar adiante o casamento, Mariana precisou alugar novamente o espaço: “Desta vez, tratamos direto com os donos do salão”. A próxima etapa será mover uma ação comum junto com os demais clientes que, como ela e Fernanda, sofreram danos. “É claro que todo estabelecimento está sujeito à falência, mas os sócios agiram de má-fé.” 

Entre os problemas do Espaço Lisboa, há uma dívida na justiça de mais de 350 000 com o banco Santander. Em abril, a Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial, proprietária do imóvel, promoveu uma ação de despejo contra o bufê por falta de pagamento. O valor da ação foi fixado em cerca de 625 000 reais.

A empresa atuava no mercado de eventos desde 2004 e dispunha de uma área com cerca de 1 500 metros quadrados divididos em dois espaços. Somados, salão social e auditório comportavam até 1 600 pessoas. Procurados pela reportagem, os responsáveis pela empresa não foram localizados.

Fonte: VEJA SÃO PAULO