Crise hídrica

Nível dos mananciais de São Paulo sobe pelo quarto dia

Relatório da Sabesp divulgado neste sábado (7) analisou o volume d'água dos principais reservatórios que abastecem a região

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Cantareira
Cantareira: chuvas recentes chegaram até o reservatório (Foto: Folhapress)

Todos os principais sistemas hídricos de São Paulo aumentaram o volume armazenado de água pelo quarto dia consecutivo, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado neste sábado (7).

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Responsável hoje por abastecer 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira teve aumento 0,1 ponto porcentual e opera com 17% da capacidade, segundo índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp. No dia anterior, o sistema estava com 16,9%. O cálculo considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil. Esse é o sexta aumento seguido do nível do manancial, apontado como o mais importante do estado.

A pluviometria do dia na região do Cantareira foi de apenas 0,2 mm. O valor acumulado nesta primeira semana do mês é de 69,5 mm, sendo que a média histórica para um mês de novembro é de 160,4 mm.

O índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, passou de -12,4% ontem para -12,3% hoje. No terceiro índice, a capacidade foi de 13,1% para 13,2%. O primeiro índice utiliza o volume útil para o cálculo, enquanto o último a volume total.

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Outros mananciais

O Guarapiranga, que é o atual responsável por abastecer o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), subiu 0,6 ponto porcentual, registrando, assim, o sexto aumento consecutivo. O manancial está com 84,6% do volume de água represada, ante 84% no dia anterior. A pluviometria no dia no manancial foi de 1,4 mm, de acordo com a Sabesp.

Já o Alto Tietê também subiu pelo sexto dia após registrar chuvas de 0,3mm. O sistema está com 15%. Esse cálculo leva em conta um volume morto, acrescentado no ano passado.

O Alto Cotia elevou de 68,2% ontem para 68,7% hoje. O Rio Grande passou de 90,4% para 90,6% e o Rio Claro de 55,1% para 56,6%.

Fonte: Estadão Conteúdo