Crise hídrica

Nível dos mananciais sobe e Cantareira vai a 15,3%

Sabesp mudará forma de visualização do cálculo de medição do volume dos mananciais

Por: Veja São Paulo

Cantareira
Represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira: chuvas estão acima da média em março (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

As chuvas ajudaram a subir o nível de todos os seis principais mananciais responsáveis por abastecer a capital e a Grande São Paulo, segundo indica o boletim da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desta terça-feira (17). O Sistema Cantareira registrou sua 11ª alta consecutiva, desta vez de 0,3 ponto porcentual, e chegou a 15,3% do volume armazenado de água. Esse número considera duas cotas do volume morto: uma de 182,5 bilhões de litros e outra de 105 bilhões, adicionadas no ano passado.

Contrariando as previsões, as chuvas sobre a região do Cantareira têm ficado acima da média neste mês. Nas últimas 24 horas, a pluviometria registrada foi de 9,6 milímetros. Por sua vez, o valor acumulado nas primeiras duas semanas de março é de 157,5 milímetros - o que representa cerca de 88,5% de todo o volume esperado para o mês inteiro. A média histórica de março é de 178 milímetros.

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Responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, o Cantareira registrou queda pela última vez há 45 dias, no dia 1º de fevereiro, quando os reservatórios que compõem o sistema perderam 0,1 ponto porcentual da água represada. Na ocasião, o nível desceu de 5,1% para 5%.

Outros mananciais

Responsável por atender 4,9 milhões de pessoas, o Sistema Guarapiranga registrou aumento de um ponto porcentual nesta terça-feira. Antes com 75,8%, o reservatório opera com 76,8% da capacidade. Sobre a região, a pluviometria foi de 15,6 milímetros. Em alta há onze dias, o Sistema Alto Tietê subiu 0,2 ponto porcentual e está com 22% do volume armazenado de água - cálculo que leva em conta 39,4 bilhões de litros de volume morto. No dia anterior, o manancial tinha 21,8%. Nas últimas 24 horas, choveu 10,3 milímetros na região.

Proporcionalmente, o Sistema Alto Cotia teve a maior alta: 1,1 ponto porcentual. As chuvas na área do manancial foram fortes, de 26,6 milímetros segundo a Sabesp, e fizeram com que o nível subisse de 54,9% para 56%. Já os sistemas Rio Grande e Rio Claro registraram aumento de 0,2 e 0,1 ponto porcentual, respectivamente. Os mananciais operam com 98,3% e 40,5%.

Mudança de cálculo

A Sabesp informou ainda que vai disponibilizar em seu site uma segunda forma de visualização do cálculo de medição do volume de água armazenado no Sistema Cantareira. Até então, os dados atualizados diariamente no site da concessionária consideravam como resultado a divisão entre o volume útil de água armazenado no dia e o volume útil total do sistema. Nesta terça (17), por exemplo, o Cantareira opera com 15,3% da capacidade - cálculo de 150,6 milhões de metros cúbicos divididos por 982 milhões de metros cúbicos.

A partir de quarta (18), a Sabesp vai divulgar também um gráfico considerando o volume útil e o volume acrescido das duas cotas do volume morto, de 182 milhões de metros cúbicos e 105 milhões de metros cúbicos, respectivamente. O gráfico vai especificar o volume total do sistema para cada situação. Nesta terça-feira (17), o índice é de 11,9% (150,6 milhões de metros cúbicos divididos por 1,2 bilhão de metros cúbicos).

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A companhia informou que, na prática, o volume armazenado no Cantareira não muda. Hoje, existem 150,6 milhões de metros cúbicos para abastecer a população, enquanto o volume útil total do sistema é de 982 milhões de metros cúbicos. Considerando as duas reservas técnicas, porém, o volume armazenável sobe para 1,2 bilhão de metros cúbicos.

Segundo a Sabesp, a iniciativa faz parte da estratégia de dar mais transparência às informações sobre os mananciais, atendendo assim a recomendação do Ministério Público para que fossem detalhados, em formato gráfico, os volumes armazenados (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO