Crise hídrica

Nível do Sistema Cantareira cai pelo segundo dia consecutivo

Principal reservatório de São Paulo opera com 6,9% de sua capacidade

Por: VEJA SÃO PAULO

Sistema Cantareira edição 2374
Última vez que o volume armazenado de água do Cantareira aumentou foi em 26 de dezembro (Foto: Luis Moura / Estadão Conteúdo)

Apesar de ter voltado a chover na região do Cantareira, o nível do sistema caiu 0,1 ponto porcentual pelo segundo dia consecutivo, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), publicado nesta terça-feira (6). O principal reservatório de São Paulo opera com 6,9%, contra 7% do dia anterior. Outros dois mananciais também sofreram queda.

Nesta primeira semana do ano, contudo, tem chovido pouco sobre a região do Cantareira. Nas últimas 24 horas, a pluviometria foi de 6,3 milímetros. Já no acumulado do mês, são 15 milímetros: menos de 30% do volume caso estivesse chovendo a média de janeiro.

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A última vez que o volume armazenado de água aumentou foi no dia 26 de dezembro, quando o reservatório subiu de 7,2% para 7,4%. Na ocasião, havia chovido 3,2 milímetros.

O cálculo feito pela Sabesp para aferir a capacidade do manancial já considera duas cotas do volume morto, a primeira de 182,5 bilhões de litros e a segunda de 105 bilhões de livros, que passaram a ser bombeadas em maio e outubro.

Já os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê, que juntos abastecem 9,4 milhões de pessoas na capital e Grande São Paulo, mantiveram-se estáveis nesta terça. Os reservatórios estão com 40% e 11,8% da capacidade, respectivamente. Enquanto na região do Guarapiranga choveu 8,8 milímetros, na do Alto Tietê a pluviometria foi de 3,9 milímetros.

No caso do Alto Tietê, a Sabesp considera 39,4 bilhões de litros de água do volume morto no cálculo, acrescentados em dezembro.

Proporcionalmente, o Rio Claro registrou a maior queda (0,6 ponto porcentual), sua terceira consecutiva. Nesta terça, o reservatório dispõe de 29,8% da capacidade total, contra 30,4% no dia anterior. Outro sistema que perdeu volume de água foi o Rio Grande, que passou de 72,1% para 71,9%.

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O menor dos mananciais, o Alto Cotia, que abastece 410 mil habitantes, foi o único a subir. O aumento, no entanto, foi de apenas 0,1 ponto porcentual. Antes com 30,8%, o reservatório opera nesta terça-feira com 30,9%, após registrar pluviometria de 8,4 milímetros (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO