Crise Hídrica

Nível do Cantareira volta a subir

Após oito dias de estabilidade, volume do sistema registra aumento. No entanto, situação ainda é crítica

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Sistema Cantareira edição 2374
Chuvas do mês de abril ajudaram, mas ainda são consideradas insuficientes (Foto: Luis Moura / Estadão Conteúdo)

Nesta segunda-feira (20), após oito dias de estabilidade, o nível do Sistema Cantareira voltou a subir, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No entanto, a situação ainda é considerada crítica. Em abril, a chuva registrada é de 37,3 mm, o equivalente a 41,5% do esperado para o mês.  

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O sistema se manteve estável durante o período. Se considerado outro método de cálculo utilizado pela Sabesp: na média, está em 15,5%, se levados em conta os 287,5 bilhões de litros do volume morto na capacidade total do sistema, e em -9,3%, considerando o que ainda falta recuperar do volume morto já usado.

Também nesta segunda, o sistema Alto Tietê registrou alta. Enquanto isso, o Guarapiranga e o Rio Claro tiveram queda, assim como o Alto Cotia e o Rio Grande.

Alteração no abastecimento

Na semana passada, a Sabesp anunciou que uma nova adutora permitirá que o Sistema Rio Grande abasteça alguns bairros da Zona Sul de São Paulo. Com 2,1 km de extensão, ela vai levar água a bairros da região de Pedreira, como Balneário São Francisco, Cidade Júlia, Eldorado, Jardim Apurá, Jardim Guacuri, Jardim Rubilene e Jardim Selma.

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Será um investimento de 7,6 milhões de reais, de acordo com a estatal. A obra pretende aliviar o Sistema Cantareira. Com o abastecimento de 250 000 pessoas na Zona Sul pelo Rio Grande, a expectativa é gerar uma “sobra” no sistema Guarapiranga, que atendia essas áreas anteriormente.

Com isso, o Guarapiranga pode passar a abastecer áreas que recebem água do Cantareira. O número de pessoas atendidas pelo Sistema Cantareira, que já foi de 9 milhões na Grande São Paulo, agora é de 5,4 milhões.

Fonte: VEJA SÃO PAULO