Senado

Netinho

Cantor ficou famoso como líder do grupo de pagode Negritude Junior e aumentou sua popularidade apresentando programas de televisão

Por: Mariana Barros - Atualizado em

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Netinho ficou famoso como líder do grupo de pagode Negritude Junior (Foto: Thiago Bernardes)

Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Suplentes

Ricardo Zarattini (PT) e Matilde Ribeiro (PT)

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História política

O cantor ficou famoso como líder do grupo de pagode Negritude Junior e aumentou sua popularidade apresentando programas de televisão. Em 2008, foi eleito vereador na Câmara Municipal de São Paulo, com 84 000 votos.

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Patrimônio declarado

192 600 reais, incluindo um automóvel Sportage, da Kia, avaliado em 59 600 reais; 50% de participação na empresa Fachion Hair Ltda., no valor de 100 000 reais; e 95% de participação no capital social da empresa JPN Empreendimentos e Participações Ltda., no valor de 19 000 reais.

“Vai ficar legal/ Netinho no Senado no maior astral”. Assim é o refrão do jingle eleitoral de José de Paula Neto, 40 anos, o cantor de pagode Netinho. Os versos são uma versão de seu maior sucesso, 'Cohab City', conhecido como 'Pagode na Cohab', que emplacou quando liderava o grupo Negritude Junior. Netinho cresceu em um apartamento da Cohab, em Carapicuíba, onde conheceu os músicos com os quais fundou o grupo, aos 16 anos de idade. Seu apelo popular fez com que ganhasse um quadro no programa ‘Domingo Legal’, do SBT, chamado 'Dia de Princesa'. Aliás, é como princesas que costuma se referir às mulheres, especialmente as mais humildes. Em 2005, admitiu ter batido em sua (hoje ex) mulher, a decoradora Sandra Crunfli. O episódio explica por que boa parte do eleitorado feminino se recusa a votar no cantor. Mesmo assim, ele é bastante assediado. Em eventos de campanha, mulheres de diversas idades chegam a puxar sua roupa quando passa. Netinho, que tem aproveitado o palanque do candidato ao governo do estado Aloizio Mercadante (PT), é sempre o último a conseguir ir embora, dada a empolgação de suas fãs. Na Câmara Municipal, para a qual foi eleito em 2008, teve atuação fraca. Seu discurso, porém, inicialmente calcado mais em gírias do que em propostas, já incorpora falas sobre educação e tratamento de dependentes de crack. Só não perdeu a mania de chamar os demais vereadores de “mano”.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO