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Cantor Netinho desabafa após seis meses de internação

O músico se referiu aos últimos dois anos como "calvário"

Por: Veja São Paulo

Netinho
O cantor Netinho ficou quase quatro meses internado no Sírio-Libanês para tratamento de tontura (Foto: Reprodução)

O cantor baiano Netinho, de 48 anos, utilizou seu Facebook para desabafar na última sexta-feira (27). Ele ficou internado ao longo de seis meses no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para eliminar tontura e náuseas que sentia desde maio de 2013, quando sofreu um AVC.

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Junto com o texto, Netinho publicou uma ilustração enviada por uma fã. Na nota, o cantor, que ficou famoso por hits de axé como Milla, fala sobre os dois últimos anos de sua vida como um espécie de "calvário".

Relembra passagens de sua infância, quando "saía escondido de casa para tomar banho de chuva", de momentos agradáveis na fazendo dos tios, "subindo em árvores e conhecendo o possível".

Ao fim, ele diz se arrepender apenas de uma coisa: "Não pensarei nunca em abandonar a vida como cheguei a pensar em muitos momentos durante este período de enfermidade".

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Em sua rede social, vários admiradores aproveitaram a postagem para enviar mensagens de apoio ao músico. Confira o desabafo:

"Aproveito a proximidade da Semana Santa, que por estar no imaginário e na crença de tanta gente se torna assim uma ocasião de significado tão especial, para vir aqui trazer um pouco do elevado sentimento que está comigo nesse momento.

Se eu por acaso, na minha próxima existência, voltar lembrando de tudo o que já vivi nesta vida atual, que não é o que acontece, farei tudo outra vez da mesma forma. Repetirei cada segundo, cada atitude, cada escolha de direção. Terei a mesma vida feliz que eu tenho até então, incluindo aí estes dois últimos anos de calvário, coisa que hoje em dia entendo perfeitamente e que estou agora começando a digerir da melhor forma possível.

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Netinho: "Não pensarei nunca em abandonar a vida como cheguei a pensar em muitos momentos durante este período de enfermidade" (Foto: divulgação)

Agirei completamente livre durante a minha infância outra vez: sairei escondido de casa para tomar banho de chuva na rua, andarei no quintal da minha tia e na fazenda dos meus tios subindo em árvores e conhecendo o possível. Amarei da mesma forma que amei e amo, verdadeiramente, apaixonadamente, de forma leve e sincera, e totalmente entregue, as pessoas e as coisas.

Acreditarei novamente em sonhos, histórias, ideias e em coisas ditas "do outro mundo". Terei a mesma família e os mesmos amigos. Me entregarei novamente à rainha música durante a minha adolescência e serei o mesmo chato perfeccionista que sou nesta vida. Amarei todos os meus fãs e ainda mais aqueles que daí se tornaram/tornarem meus amigos.

Cantarei sempre fechando os olhos como sempre gosto de fazer, pois assim, no "escuro", a minha entrega à música é total.Tratarei a minha espiritualidade da mesma maneira que a trato aqui: acreditando apenas naquilo que me toca e sendo um eterno curioso e desbravador. Acreditarei no Criador Causador, único, que é infinitamente acima de todos os deuses das inúmeras religiões criadas pelos homens.

Serei totalmente agradecido por tudo, assim como sou agradecido hoje. Enfim, de tudo, só uma coisa não farei: não pensarei nunca em abandonar a vida como cheguei a pensar em muitos momentos durante este período de enfermidade que ainda vivo. Porque a vida deve ser preservada de todas as maneiras."

Fonte: VEJA SÃO PAULO