Teatro

3 perguntas para... Natália Lage

A atriz fala sobre a troca da televisão pelo teatro

Por: Dirceu Alves Jr.

Natália Lage - 2221
(Foto: Paula Kossatz)

Na infância e a adolescência, a atriz Natália Lage, hoje com 32 anos, foi um rosto muito conhecido das novelas da Rede Globo (fez, por exemplo, “Perigosas Peruas” e “O Amor Está no Ar”). Com o tempo, as aparições tornaram-se raras e sua carreira se voltou para o teatro.

Ao lado do ator Guilherme Weber, Natália protagoniza o drama dirigido por Felipe Hirsch Trilhas Sonoras de Amor Perdidas, que estreia no Sesc Belenzinho no sábado (18).

VEJA SÃO PAULO — Nos últimos anos, você trabalhou com diretores renomados, como Bia Lessa, Gilberto Gawronski e, agora, Felipe Hirsch. O teatro se tornou prioridade porque a TV deixou de oferecer oportunidades? Natália Lage — Não sei se priorizei o teatro devido à falta de espaço na TV ou se faltou oportunidade porque me envolvi demais com a cena teatral. Vejo que muitos atores fazem peças porque é legal, porque “pega bem”, e não por ser fundamental para consolidar uma carreira. O palco é um universo que não te abandona, onde o ator também pode se tornar um criador.

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VEJA SÃO PAULO — Sua carreira deu menos certo na TV do que prometia? O que é dar certo? Ser protagonista da novela das 9?Natália Lage — Construo minha carreira tijolo por tijolo. Faço personagens que dizem algo para as pessoas e, principalmente, para mim. Sei a razão para aceitar um trabalho, como o seriado “A Grande Família”. Ali, estou ao lado de gente que leva a profissão muito a sério. Não me enche os olhos dar autógrafos. O ator não é um ser especial, mas igual a todo mundo. Também precisa pagar as contas.

VEJA SÃO PAULO — Foi mais pesado ter iniciado a carreira ainda criança?

Natália Lage — Talvez eu tenha me tornado muito exigente comigo mesma, mais crítica do que deveria, e isso pesa para uma criança. Mas nunca tive uma experiência traumática. Escolhi a profissão já sendo uma atriz. Chegou uma hora em que eu quis conhecer outras coisas, fiz faculdade de sociologia e agora penso em um curso de artes visuais, sempre para me aprimorar como artista. Quando tiver um filho e perceber interesse dele pela arte, vou incentivá-lo em qualquer idade. Só quero que ele entenda bem essa opção profissional.

Fonte: VEJA SÃO PAULO