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Um guia esperto para montar a festa de Natal em casa

De enfeites a taças descartáveis, boas dicas para embelezar a casa na grande noite

Por: Sophia Braun - Atualizado em

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Tons de verde, vermelho e dourado colorem as lojas da cidade. A menos de um mês do Natal, o paulistano já encontra adornos para deixar a casa em clima festivo. Existem variações surpreendentes até de alguns clássicos da época.

Centro das atenções, a árvore surge coberta por neve artificial, em formato de triângulo invertido e também cortada pela metade, opção da Só Natal, na Vila Prudente, para espaços apertadinhos. Quem preferir pode escolher uma tuia natural, com até 2 metros de altura, em endereços como a Feira de Flores da Ceagesp.

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Não quer ter trabalho para enfeitar os galhos (verdadeiros ou não)? Aposte em adesivos de pinheiro para colar na parede. Além de práticos e descolados, não pesam muito no bolso: a versão disponível no site Piglue sai por 85 reais. O anfitrião também consegue poupar trabalho (e água!) na cozinha. Recém-inaugurada na Rua Augusta, a Shér! oferece bonitos pratos, copos e talheres descartáveis para uma ceia informal. Essa mordomia custa baratinho: seis taças para champanhe por 9,80 reais.

Se estiver em busca de boas ideias, as mesas decoradas da Cecilia Dale, no Jardim Paulista, e da Divino Espaço, em Moema, são ótimas fontes de inspiração. Confira abaixo detalhes dessas e de outras dicas no guia especial preparado por VEJA SÃO PAULO.

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Parece, mas não é

Decorar a árvore de Natal com guloseimas é garantia de sucesso entre as crianças (e os adultos também, claro). Outra ideia criativa é apostar em delícias de mentirinha, mas igualmente apetitosas. Recheiam as prateleiras da Cecilia Dale, no Jardim Paulista, bonitos cupcakes (R$ 26,00 cada um) e biscoitinhos de gengibre (R$ 19,00) artificiais, feitos de biscuit. São mais doces os preços encontrados na Matsumoto, no centro: sai por R$ 8,30 a casa de argila que imita bolacha. Dica: vestir pinheirinhos com esses adornos e colocá-los no centro da mesa de sobremesas.

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Cupcakes da Cecilia Dale (R$ 26,00 cada) e biscoitinhos de gengibre artificiais do Matsumoto (R$ 19,00) (Foto: Divulgação)

Criatividade à mesa

Uma visita à Divino Espaço pode render mais do que boas compras. À frente da loja, a decoradora Amelinha Amaro inspira os clientes com cinco mesas natalinas montadas por ela. Além de encontrar itens elegantes, como o aparelho de jantar ilustrado com uma rena (R$ 825,00, com doze peças), é possível ter ideias para inovar na ceia. Uma boa sacada é usar uma noz com casca para prender o papel que indica o lugar de cada convidado (não está à venda, mas você pode fazer em casa usando cola quente). Outra dica, esta para quem não tem habilidades artísticas, é apostar em prendedores, como aqueles de varal, enfeitados com bonecos de Papai Noel, para sustentar as etiquetas com os nomes. Custam R$ 9,90 (seis unidades) na Camicado (vários endereços).

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Noz com casca prende o papel que indica o lugar de cada convidado (Foto: André Conti)

Adeus, louça suja

Não seria exagero afirmar que ninguém deseja uma pia cheia de louça suja como presente de Natal. Para facilitar a arrumação da casa depois da ceia, aposte em copos e pratos descartáveis (nem por isso menos charmosos). Recém-aberta no Jardim Paulista, a Shér! reúne grande variedade de modelose cores. Os jogos de taças de espumante e vinho, com seis unidades de plástico resistente, custam R$ 9,80 e R$ 4,23, respectivamente.

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Jogo de taças de espumante e vinho da Sher! (Foto: Divulgação)

Tatuagem de parede

Alternativa descolada para quem não tem espaço para montar uma árvore, os adesivos deixam o ambiente em clima natalino sem fazer bagunça. A opção dourada da Piglue, com 0,70 por 1,80 metro, custa R$ 85,00. Há também um conjunto de bolas coloridas com 1,50 por 2 metros a R$ 135,00. Outra loja on-line com grande variedade de figuras colantes, a Mobly reúne de trenó puxado por renas (R$ 179,00) a Papai Noel (R$ 149,00, com três unidades).

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Adesivo de parede da Piglue (Foto: Divulgação)

Contagem Regressiva

Um calendário que vai só até o dia 24 do mês. Em dezembro, são comuns as folhinhas que anunciam a chegada do Natal. A versão da Etna pode ser pendurada na porta da casa ou do armário como um adorno (R$ 69,99). No Empório das Flores, há três opções temáticas. Uma delas, montada em pano vermelho, traz um saquinho verde para cada dia (R$ 14,90). É costume em algumas famílias colocar prendas para as crianças dentro desses espaços. Eis uma forma divertida de aguardar a chegada do Bom Velhinho.

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Calendário da Etna pode ser pendurado na porta ou armário (Foto: Divulgação)

Faça você mesmo

Se a ideia é caprichar no presente do amigo secreto, por exemplo, vale investir no pacote. A Papel Craft e a Papelaria da TECA criaram estampas temáticas(R$ 13,00 e R$ 6,00 a folha, respectivamente). Para impressionar ainda mais, que tal forrar uma caixa no melhor estilo do it yourself? Na Casa da Arte, encontram-se quatro tecidos adesivos da marca Panoah com desenhos de bota natalina, floco de neve e até rena (foto). De algodão, o rolo custa R$ 29,90. Casa da Arte. Avenida Portugal, 191, Brooklin, ☎ 5044-0166. Papelaria da Teca. Rua Doutor Virgílio deCarvalho Pinto, 149, Pinheiros, ☎ 3081-4311.

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Papelarias investem em papéis de presente temáticos (Foto: Divulgação)

Saudações à moda antiga

Receber cartas tornou-se uma raridade na era digital. Durante as festas de fim de ano, porém, muitos paulistanos preferem felicitar os amigos e parentes via Correios. Para esse público, a Papel Magia oferece diversos cartões natalinos. Os mais criativos incluem pingentes para árvore (R$ 13,90). Na Amoreira, uma placa de madeira fina pode ser destacada e transformada em bola (R$ 32,00 a média).

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Cartões natalinos da Papel Magia (Foto: Divulgação)

Tradição renovada

Um presépio grande pode ser difícil de encaixar na sala e também requer espaço para guardar depois das festas. Se não quiser abrir mão dessa referência à religiosidade, fique com os bonequinhos pintados de madeira vendidos no site das Lojas Americanas. Composto de nove personagens com 6 centímetros cada um, o conjunto custa R$ 79,90. Nas lojas físicas a oferta pode variar. Com menos peças, a Sagrada Família esculpida em polirresina, da Cecilia Dale, sai por R$ 159,00.

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Bonequinhos do site das Lojas Americanas fazem as vezes do presépio (Foto: Divulgação)

Cozinha no clima

Preparar o peru e seus acompanhamentos fica mais divertido com a cozinha enfeitada. Na Tok&Stok, o pegador de panela (R$ 12,90 cada um) e os panos de prato (R$ 44,00; três unidades) recebem estampa de biscoito de gengibre.

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Panos de prato da Tok&Stok recebem estampa de biscoito e de gengibre (Foto: Divulgação)

Boas-vindas no capricho

A guirlanda costuma ser o primeiro elemento da decoração com que as visitas têm contato e precisa causar boa impressão. Para garantir uma peça exclusiva na porta de casa, a Christmas World, no Jardim América, faz os arranjos na hora. A folhagem artificial verde, sem decoração, custa de R$ 13,00 (0,30 metro de diâmetro) a R$ 165,00 (1,20 metro). O cliente escolhe, então, os enfeites da sua preferência e paga o valor de cada um. Cobra-se uma taxa de R$ 20,00 a R$ 50,00 pela montagem. Também vale partir para opções artesanais, produzidas em pequena escala. De arame mais papel machê, a versão da Coisas da Doris, no Jardim Paulista, custa R$ 350,00.

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A guirlanda da Coisas da Doris é feita de arame e papel machê (Foto: Divulgação)

Jingle bells até no banheiro

Com tantos preparativos na sala e na cozinha, o anfitrião dificilmente se preocupa em decorar o lavabo. Uma forma prática de fazer até esse cômodo entrar no clima natalino é substituir o papel higiênico branco por versões estampadas. Se a lista de convidados for extensa, a brincadeira poderá sair cara: um rolo chega a custar R$ 28,80 na Bacco’s, em Higienópolis. O preço baixa para R$ 12,00 na Matsumoto, no centro.

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Papel higiênico com motivos natalinos da Matsumoto (Foto: Divulgação)

Festa iluminada

As tradicionais luzinhas para decorar a árvore estão por toda parte. Na Armarinhos Fernando, 5,80 metros de lâmpadas brancas ou coloridas, das mais simples, custam R$ 3,80. Quer fugir da mesmice (e não se importa em investir um pouco mais)? No Empório das Flores há uma versão de LED que imita estalactites de gelo. Com quarenta “pontas”, ela custa R$ 59,00. Também confere ares de inverno o cordão com flocos de neve que piscam (R$ 18,06; 3 metros), da Shér!.

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As tradicionais luzinhas de natal ganham versões mais arrojadas (Foto: Fernando Moraes)

Sem repeteco

Transformar dobraduras em objetos de decoração não é tarefa fácil. Habilidosa, Adriana Suzuki confecciona pessoalmente caprichados enfeites em formato de árvore (R$ 125,00, dez unidades) ou pássaro tsuru (R$ 105,00; foto à dir.). É preciso encomendar com sete dias de antecedência. Na Amoreira, os pingentes revestidos de material semelhante ao de lousas podem ser rabiscados com giz (R$ 42,00 cada um). Vale fazer desenhos, escrever mensagens e até pedir aos convidados que deixem recados no dia da festa. Adriana Suzuki Origamis Especiais. Contato pelo e-mail adrimsuzuki@hotmail.com.

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Adriana Suzuki confecciona enfeites em diversos formatos, como árvore e tsuru (Foto: Divulgação)

Natural ou sintético?

Quem escolhe um pinheiro artificial encontra opções dos mais variados tamanhos, formatos e preços. Vantagem: ele pode ser reaproveitado nos próximos anos, o que ameniza o investimento. Mas as tuias naturais também têm atrativos. Além delevarem o aroma de bosque para dentro de casa, elas não ocupam espaço no armário pelo resto do ano. Dá até para replantá-las. No Shopping Garden, a espécie chamada de holandesa varia de R$ 11,25, a planta de 25 centímetros, a R$ 104,95, com1,90 metro. Na Feira de Flores da Ceagesp (terças e sextas, das 5h às 10h), os preços oscilam entre R$ 15,00 e R$ 250,00.  Shopping Garden. Avenida dos Bandeirantes, 5900, Planalto Paulista, ☎ 5591-5555.

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    Le Vin Bistro - Jardins

    Alameda Tietê, 184, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 3924

    VejaSP
    5 avaliações

    Com toalhas de xadrez azul e branco nas mesas, as casas também têm o menu padronizado. Uma sopa para os dias frios, o clássico mix de batata e alho-poró surge cremoso e fumegante (R$ 35,20). O cassoulet nem sempre exala a riqueza de sabor dos cozidos, composto de feijão-branco durinho, lascas de pato e carne de porco (R$ 63,80). É melhor uma inclusão italiana, o risoto de camarão e rúcula (R$ 79,00). Termine com o pain perdu, a rabanada francesa com creme inglês e sorvete (R$ 19,80).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    Casa Café

    Rua Mourato Coelho, 25, Pinheiros

    Tel: (11) 2679 7956

    VejaSP
    3 avaliações

    Fundador do endereço, o mixologista Marco De la Roche se desligou do negócio em fevereiro. É possível notar sua saída nas prateleiras, que já não exibem a profusão de antes de garrafas garimpadas pelo mundo. Outro elemento que saiu de cena foi a estante com centenas de livros ligados ao universo dos destilados, propriedade do antigo dono. Já a carta de drinques permanece quase intocada, e os coquetéis de De la Roche são expedidos com qualidade pela equipe de barmen. Peça o mango mary (R$ 22,00), saborosa versão do bloody mary com suco de manga verde e vodca, temperado com limão, pimenta, molho inglês e for de sal. A caipirinha 1584 (R$ 22,00), inspirada na receita primitiva do drinque, traz sobre a mistura de cachaça, limão-taiti, mel e um dente de alho inteiro, assado com azeite de baunilha. Cabe ao cliente deixá-lo intacto, para apenas sentir o aroma, ou amassá-lo e integrá- lo ao líquido — não se preocupe, o resultado é suave. Na hora de petiscar, as almôndegas (R$ 29,00) vêm mergulhadas em molho de tomate e cobertas de mussarela.

    Preços checados em setembro/outubro de 2015. 

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  • Chope e cerveja

    Mercearia São Roque

    Rua Amauri, 35, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3062 2612

    VejaSP
    1 avaliação

    Instalada desde 1990 numa esquina do comecinho da Rua Amauri, quase escondida, a Mercearia São Roque é daqueles endereços que não saem de moda. Suas mesas sempre estão apinhadas de um público maduro e bem de vida, a fim de botar a conversa em dia e bebericar um chope Heineken nos conformes (R$ 9,50) ou então a caipirinha do merça — uma acertada combinação de limão-siciliano, lichia e gengibre (R$ 18,80). A coxinha sai no capricho, com massa bem cremosa (R$ 38,60, seis unidades). Da cozinha beeeem variada sai até um ceviche (R$49,10) suavemente temperado e acompanhado de chips de banana-da-terra.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Pirajá

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64, Pinheiros

    Tel: (11) 3815 6881

    VejaSP
    19 avaliações

    O bar de jeitão carioca ganhou a terceira unidade na cidade em julho, a poucos metros da Avenida Paulista. Assim como nos demais endereços, o visitante encontra um ambiente desencanado e propício para bebericar uma caipirinha. Continua uma delícia a de dois limões (o taiti e o siciliano), mais rapadura (R$ 22,00). Novo petisco, o bolinho de mandioquinha guarda um saboroso recheio de carne de sol, pimenta cambucie catupiry (R$ 28,00 a porção). Está prometida a abertura de uma loja no Shopping Eldorado até novembro.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

     

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  • Docerias

    Dicunhada

    Rua Emílio Mallet, 494, Tatuapé

    Tel: (11) 2093 3167

    VejaSP
    1 avaliação

    A pequena doceria com cara de casa de boneca tem os brigadeiros como estrelas da vitrine. Entre os mais de setenta sabores, torça para encontrar as versões de paçoca, zabaione e nozes. Cada unidade custa R$ 4,50. Também oferece bons bolos em estilo caseiro, caso do sensação, que intercala pão de ló de chocolate, recheio de creme de morango e cobertura de ganache de chocolate (R$ 17,00 a fatia). Para dias de calor, há uma geladinha opção de coco ao doce de leite (R$ 7,50) embrulhada em papel-alumínio.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • A montagem conta a história do coelho Felpo Filva, um poeta solitário que escreve coisas belas, mas com um pessimismo de entristecer. Na cidade Rapidópolis, sua toca é parada obrigatória do carteiro, que sempre chega com muita correspondência de fãs. Certo dia, o autor recebe um intrigante envelope. As linhas foram preenchidas com agradecimentos e críticas de Charlô Paspatur, uma de suas seguidoras. A coelha cheia de gingado, mesmo depois de sugerir mudanças nos poemas tristes, consegue tirar Felpo de casa e tenta, com bilhetes e telegramas, conquistar espaço na vida do trovador isolado. Ao longo do espetáculo, a dupla de atores trabalha de forma divertida com textos que vão da fábula à autobiografia. Claudia Missura dirige a montagem, baseada no livro homônimo de Eva Furnari e adaptada por Marcelo Romagnoli. Estreou em 12/10/2014. Até 31/5/2015.
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  • A habilidade em reproduzir seres humanos à perfeição deu fama ao australiano Ron Mueck, que tem nove de suas esculturas expostas na Pinacoteca do Estado. As obras produzidas com resina, fibra de vidro, silicone e acrílico atraem, sobretudo, pelo alto nível técnico. A unha mal cortada, as rugas na pele e até o peso do corpo sobre o chão impressionam. Mas, passado o primeiro impacto, a sensação é de falta de profundidade, mesmo que cada personagem carregue certa expressão de tristeza. Exceção, o casal de idosos que ocupa o octógono do museu, de 4 metros de altura, mantém o efeito hipnótico. Muita gente chega a enfrentar filas de três horas para ver as criações de Mueck. Para organizar o fluxo de visitantes, foram liberadas duas entradas: uma para a badalada mostra e a outra para conferir o acervo permanente e os demais artistas em cartaz. Um ponto negativo da montagem é o percurso obrigatório em sentido único para apreciar as esculturas hiper-realistas. Ou seja, depois que se troca de sala, não se pode mais retornar à anterior para rever alguma coisa. Por isso, faça todas as selfies que quiser antes de ver a próxima obra. No fim do circuito, um vídeo de 45 minutos registra Mueck em ação no seu ateliê em Londres. De 20/11/2014. Até 22/2/2015. + 10 curiosidades sobre Ron Mueck, o criador de esculturas hiper-realistas + O que está acontecendo com as exposições na era das selfies + Começa montagem da mostra de Ron Mueck na Pinacoteca
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  • Retrospectivas são sempre discutíveis. A seleção montada pela Secretaria Municipal de Cultura para o Projeto 2014 em Cena, no entanto, é bem representativa em relação aos principais espetáculos lançados neste ano em São Paulo. Com entrada gratuita, a mostra se inicia na sexta (5/12) e segue até 14 de dezembro, levando 28 montagens, metade delas infantis, a seis salas da prefeitura. Basta retirar o ingresso uma hora antes nas respectivas bilheterias. Adaptado e dirigido por Roberto Alvim, o drama Tríptico Samuel Beckett tem sessões entre sexta (5/12) e domingo (7/12) no Teatro João Caetano, na Vila Clementino. Em uma impactante interpretação, Nathalia Timberg divide o palco com as atrizes Juliana Galdino e Paula Spinelli para falar de vida e morte. O desempenho de Denise Del Vecchio é o grande trunfo de Trágica.3. Com direção de Guilherme Leme, a encenação enfoca Antígona, Electra e Medeia, personagens míticas da tragédia grega de sexta (5/12) a domingo (7/12) no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana. Letícia Sabatella e Miwa Yanagizawa completam o elenco. Nos mesmos dias, no Teatro Cacilda Becker, na Lapa, a comédia dramática Assim É (Se Lhe Parece), de Luigi Pirandello, ganha nova chance. Dirigida por Marco Antônio Pâmio, a peça trata do impacto de uma fofoca na vida de dois moradores de um vilarejo. Rubens Caribé, Nicolas Trevijano e Bete Dorgam estão no bom time de atores. A Hora e Vez, Vidas Privadas, Palavra de Rainha e Uma Flor de Dama completam as atrações da primeira semana.
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  • Com dramaturgia de Luis Alberto de Abreu e Calixto de Inhamuns, o romance Os Irmãos Karamázov, do russo Fiodor Dostoievski (1821-1881), chega ao palco na forma da trilogia Karamázov. As peças Uma Anedota Suja, Os Irmãos e Os Meninos se dizem independentes, mas formam um quebra-cabeça para entender minimamente as relações do materialista Fiodor Karamázov e seus filhos: o místico Aliocha, o cerebral Ivan, o apaixonado Dmitri e o bastardo Smerdiakov. A opção é clara por uma encenação em que sobram palavras em detrimento das imagens. Sob a direção de Ruy Cortez, os atores Eduardo Osório, Ricardo Gelli e, especialmente, Antonio Salvador e Marcos de Andrade, por vezes, driblam o excesso narrativo e alcançam belos momentos de interpretação em Os Irmãos e Os Meninos. Um tanto deslocada, Uma Anedota Suja, com Jean Pierre Kaletrianos e Rafael Steinhauser, serve mais como um prólogo para falar da universalidade de Dostoievski e do teatro, enfraquecendo a trilogia. É possível ver todo o conjunto em sessão única de 225 minutos ou assistir às peças separadamente (confra os horários abaixo). Estreou em 1º/11/2014. Até 15/12/2014.
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  • Em cena estão cinco dos mais representativos atores do teatro paulistano — e não há exagero na afirmação. Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Luah Guimarãez, Luciana Schwinden e Rodrigo Bolzan protagonizam Let’s Just Kiss and Say Goodbye (Vamos nos Beijar e Dizer Adeus) inspirados em uma proposta curiosa: cada um deveria interpretar como se esta fosse a última peça. Mas o resultado resume-se a quase nada. Eles citam autores e textos clássicos da dramaturgia e revivem, inclusive, alguns personagens. Os fragmentos de Samuel Beckett, William Shakespeare, Bertolt Brecht e Máximo Gorki, entre outros, não são apresentados com a seriedade merecida. A diretora Elisa Ohtake abriu mão de uma dramaturgia consistente em nome de um humor que até leva os espectadores a algumas risadas. Uma costura mais densa, no entanto, enriqueceria as performances, que mesclam teatro, dança e uma dose excessiva de deboche, e daria ao grupo a chance de transitar por célebres momentos da arte escolhida como profissão anos. Estreou em 14/11/2014. Até 13/5/2015.
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  • Também conhecido como Soldiers of Jah Army, o grupo Soja foi criado a partir de uma união de amigos do colégio que, em 1997, resolveram celebrar o ritmo popularizado por Bob Marley. Os americanos são recebidos pela rapaziada da banda O Rappa para uma festança do reggae no Espaço das Américas. Com seis discos lançados, o octeto estrangeiro angariou um séquito fel ao longo da carreira, para o qual mostra as recentes faixas do novo disco, Amid the Noise and Haste (2014). Do lado de cá, a última vez em que Falcão (voz), Xandão (guitarra), Lauro Farias (baixo) e Marcelo Lobato (bateria) tocaram na cidade hits como Me Deixa, Pescador de Ilusões e Reza Vela, no mesmo local, os ingressos se esgotaram rapidamente. O Rappa está encarregado de fechar a noite, que ainda deve ter um momento com as duas bandas juntas no palco. Dia 3/12/2014.
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  • Na onda de cinebiografias recentes, a exemplo dos filmes sobre Paulo Coelho, Tim Maia e Joãosinho Trinta, Irmã Dulce chega para engrossar a lista. Influente líder católica, indicada ao Nobel da Paz e beatificada em 2011, a baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992) também era merecedora de um longa. E este cumpre o papel de homenagear o “anjo bom da Bahia”, embora tenha deslizes em sua realização. A história começa promissora ao flagrar, rapidamente, a infância da menina órfã de mãe e criada pelo pai (Gracindo Júnior). No início da década de 30, a jovem, interpretada por Bianca Comparato, ordena-se freira e adota o nome de Irmã Dulce. Inquieta no convento e dedicada aos pobres, ela desafia o código de conduta ao impor as próprias regras de justiça. É nessa época também que surge o menino João (Lisandro Oliveira), um personagem fictício, resumo de tantas crianças que receberam seus cuidados. Doente, o garoto não quer mais viver com a família e recebe de Dulce a proteção. Bianca segue como protagonista até os anos 60, quando Regina Braga assume o papel — e o longa-metragem desanda. Além de a atriz muitas vezes “perder” o sotaque e ter aparência distinta da de sua antecessora, o roteiro não explica o motivo de João, já adulto, envolver-se na criminalidade. Reducionista, a trama, claro, caminha para o final feliz — seja pelo encontro da beata com o papa João Paulo II, seja pela redenção do protegido dela. Estreou em 27/11/2014.
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  • Também em cartaz no surpreendente filme em episódios Relatos Selvagens, o ator Ricardo Darín volta à tela neste intrigante suspense. Tudo se passa num único dia e capta a agonia do advogado Sebastián, papel do astro argentino. Separado da esposa espanhola (Belén Rueda), que quer se mudar para seu país de origem levando o casal de filhos, Sebastián está às voltas com um julgamento problemático em Buenos Aires. Para piorar sua jornada, horas antes da audiência, as crianças desaparecem dentro do edifício onde moram com a mãe. O pai sente o peso da culpa porque estava responsável por levá-las à escola. Começa aí uma trama nervosa, pontilhada de reviravoltas, mistérios e clima hitchcockiano. Durante uma hora, o longa-metragem consegue ter uma história plausível e hipnótica. A partir daí, parece dar a louca no roteirista (e diretor) catalão Patxi Amezcua. As soluções encontradas são apressadas e o desfecho deixa um gosto de frustração. Estreou em 27/11/2014.
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  •  Entre o adorável O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e este novo trabalho (em magnífico 3D), o francês Jean-Pierre Jeunet fez dois longas-metragens (Eterno Amor e Micmacs) que não agradaram. De volta à boa forma, o diretor enxuga o maneirismo estético e, inspirado no livro infantil de Reif Larsen, traz à tela uma história fascinante. Trata-se da saga de T.S. Spivet (Kyle Catlett), um menino de 10 anos do Estado de Montana, nos Estados Unidos. Filho de um fazendeiro de poucas palavras e de uma estudiosa de insetos, o garotinho tem um irmão gêmeo, uma irmã “aborrescente” e revela-se um prodígio nas invenções. Ao criar a roda do movimento perpétuo, ganha um prêmio do renomado Instituto Smithsonian. Quem lhe dá a notícia é a assessora do museu (papel de Judy Davis), que, do outro lado da linha, pensa estar falando com um adulto. Ignorado pela família, T.S. segue rumo a Washington, numa viagem cheia de aventuras e descobertas. Humor e emoção o acompanham na jornada, emoldurada por belas imagens do interior americano. Quem carrega a força e o encanto do filme, no entanto, é Kyle Catlett. Além de fofo e talentoso, o pequeno astro doma qualquer histrionismo de estreante e, bastante autêntico, cativa com uma atuação excepcional. Estreou em 6/11/2014.
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  • Théo (Marco Ricca) é arquiteto e acorda com a triste notícia da morte de um amigo de infância (Otávio Martins). Vai ao enterro, reencontra a viúva (Sandra Corveloni), atende um casal de clientes (Caio Blat e Alice Braga), compra um presente de aniversário para o filho da melhor amiga (papel de Dira Paes)... Se a intenção era mostrar a jornada de um homem comum sem maiores conflitos ou reflexões, a roteirista e diretora Lina Chamie acertou. Seu terceiro longa-metragem de ficção arrasta-se em situações banais e diálogos cotidianos sem conseguir provocar reações. Um tema tão batido quanto o da amizade ganha, aqui, um registro desanimador e frio. O bom elenco, encabeçado pelo também produtor Marco Ricca, salva a fita de um fiasco maior. Estreou em 27/11/2014.
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  • A comédia dramática Elsa & Fred foi concebida como um filme argentino em 2005. Sucesso de bilheteria, virou peça de teatro (há uma adaptação em cartaz no Teatro Folha) e, agora, estreia nos cinemas a versão americana. Os estereótipos marcam presença. Shirley MacLaine interpreta Elsa, a adorável velhota que tem uma rara alegria de viver. Sabe, como poucas, driblar a sisudez alheia e, mesmo mentindo compulsivamente, possui o dom da conquista — e a atriz contribui muito com seu carisma habitual. Ao conhecer o recluso viúvo Fred (Christopher Plummer), seu novo vizinho, ela tenta arrancá-lo do marasmo diário. Um roteiro arrumadinho, feito em proporções iguais para divertir e comover, encontra a direção convencional de Michael Radford (O Carteiro e o Poeta), titubeando entre o tom teatral e o formato de telefilme. Estreou em 27/11/2014.
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  • Faz pelo menos uma década que Keanu Reeves tenta emplacar um sucesso no cinema. Não tem sido fácil. Aos 50 anos, completados em setembro, o astro de Matrix estrela aqui uma trama chinfrim. Sem sucesso, o estilo visual do diretor estreante (e dublê) Chad Stahelski tenta domar a mesmice da história. Reeves interpreta John Wick, viúvo recente e matador de aluguel aposentado. Quando o filho de seu ex-patrão mata seu cachorro de estimação, ele vira uma fera e, de posse de armas poderosas e golpes de artes marciais, vai em busca de vingança. A história se resume a isso: uma revanche prolongada em cenas de violência ultrajante e assassinatos risíveis embalados por trilha sonora de balada moderninha. Embora tenha momentos de humor, o filme e o protagonista de cara amarrada se levam a sério. Caso fosse um game, De Volta ao Jogo teria, ao menos, um motivo para chegar ao cinema. Só que não. Estreou em 27/11/2014.
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  • Lançado em 1990, Uma Linda Mulher virou um cult instantâneo ao contar a história da paixão entre um executivo (Richard Gere) e uma garota de programa (Julia Roberts). O filme volta para três sessões na rede Cinemark: neste sábado (29/11), às 23h55; neste domingo (30/11), às 12h30; e na quarta (3/12), às 19h30. Anote os complexos: Central Plaza, Cidade Jardim, Eldorado, Granja Viana, Iguatemi, Market Place, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tamboré e Villa-Lobos
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  • A mostra Cinema: Oriente Médio segue até quarta (3/12/2014), no CineSesc, com ingresso a R$ 17,00. Em exibição, doze longas-metragens contemporâneos mais o clássico sírio Os Enganados (1972). Entre trabalhos vindos de países como Iraque, Tunísia e Turquia, destaca-se Girafada, atração deste domingo (30), às 15h, e da quarta (3), às 17h. Trata-se do drama de um menino da Cisjordânia que se comunica com girafas de um zoológico.
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  • A 9ª edição da Mostra Cinema e direitos Humanos no Hemisfério Sul tem início na quinta (4/12/2014), na Cinemateca. Abre o ciclo, às 19h, Que Bom Te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat — a cineasta ganha uma retrospectiva com mais três longas-metragens. Ao todo, são 41 filmes, entre nacionais e estrangeiros, com sessões até 20 de dezembro e entrada grátis. Boa opção, o documentário nacional Mataram Meu Irmão tem projeção no sábado (6/12), às 19h. 
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  • Outros progressos

    Atualizado em: 28.Nov.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO