Na semana da Parada Gay

Cinco espetáculos que trazem o tema da homossexualidade

"Amor e Restos Humanos" está entre as atrações

Por: Veja São Paulo

Amor e Restos Humanos
Felipe Marcondes e Patrick Orlando: drama de Brad Fraser (Foto: Felipe Coasth)

Confira cinco espetáculos que trazem o tema da homossexualidade:

  • Foi o próprio dramaturgo canadense Brad Fraser quem adaptou a peça para o cinema, rendendo o longa realizado por Denys Arcand em 1993. O drama mostra os conflitos sexuais de diversos personagens, na faixa dos 30 anos, entrelaçados pela ameaça de um serial killer. Com Don Felipe, Elias de Castro, Felipe Marcondes, Juliana Ferraz e outros. Dia 28/5/2015. Até 7/6/2015.
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  • Com a comédia A Banheira, o encenador Alexandre Reinecke redescobriu a fórmula de fazer mais em nome da diversão com pouco, bem pouco. Escrita por Gugu Keller, a peça se limita a um ponto de partida interessante sustentado por uma direção e atores afinados. Um chefe de família, homofóbico aos olhos de todos, quebra o tédio matrimonial com programas inusitados. Certa tarde, ele leva para casa Melissa, uma acompanhante que calça mais de 40 e fala grosso quando precisa. Mas a dupla não fica sozinha por muito tempo. Logo, um ladrão aparece e os prende no banheiro. Tudo piora quando se desconfia que a amante seja uma parente renegada da mulher traída. Vários elementos comuns às comédias de erros distraem o espectador nessa costura de referências. O autor Gugu Keller fez uma adapatção da direção de Reinecke, e a montagem volta ao cartaz com novo elenco. Ailton Guedes substitui o ótimo Wilson de Santos no papel de Melissa. Rodrigo Nascimento, Renata Bruel, Leonardo Devitto e Carol Hubner completam o time de atores da vez . Estreou em 1º/5/2015. Até 31/7/2016. 
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  • Criação coletiva. Com base em pesquisa desenvolvida pelos atores Ivan Kraut, Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya, o diretor Luiz Fernando Marques montou o drama, que enfoca a homossexualidade masculina no Brasil. A identidade gay é narrada sob a perspectiva histórica e social, em uma linha evolutiva paralela à do povo brasileiro, em uma montagem que sensibiliza pela abordagem. Mas principalmente amplia a questão para todos os gêneros, todas as idades e classes sociais. Com Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya. Estreou em 12/11/2010. Até 13/6/2015.
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  • Depois do bem-sucedido As Criadas, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo decepciona no drama de suspense do francês Jean Genet (1910-1986). Na trama, sete criminosos ocupam um andar de um hotel em Paris. A polícia está sem ação e a filha de um milionário vira refém. Falta clima, tensão e, principalmente, energia nas interpretações do numeroso e desentrosado elenco para a montagem ir além das palavras de Genet. Com Adriano Bedin, André Luiz Rossi, Bruno Barchesi, Cesar Baccan, Fernando Rocha, Julio Mancini, Michel Waisman e Sergio Mastropasqua. Estreou em 22/5/2015. Até 21/8/2015.
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  • Comédia dramática

    Visitando o Sr. Green
    VejaSP
    7 avaliações
    Trazer de volta a comédia dramática Visitando o Sr. Green, do americano Jeff Baron, é uma tarefa difícil para os envolvidos. A versão brasileira original, dirigida por Elias Andreato em 2000, foi consagrada por Paulo Autran (1922-2007), que contracenava com Cassio Scapin. Os anos se passaram, o mito do célebre ator segue inabalável, e Scapin revela- se corajoso ao comandar a nova montagem. Sérgio Mamberti surge na pele do solitário judeu ortodoxo confrontado com um fato capaz de desestabilizar sua rigorosa rotina. Green conhece o jovem executivo Ross (papel de Ricardo Gelli) depois que os dois se envolvem em um pequeno acidente de trânsito. Considerado culpado, o rapaz deve prestar serviços à contrariada vítima. Em uma visita semanal, ele levará comida a esse idoso ranzinza, tentará engatar um papo com ele e testará sua tolerância. Em um misto de respeito e sensibilidade, Scapin surpreende como encenador por valorizar a mensagem do texto e reforçar um tom cômico que garante um olhar mais leve e delicado. Mamberti é o responsável pelas tiradas irônicas e também comove o espectador nas partes densas. Promissor nome, Gelli defende muito bem o personagem e, mesmo que alguns diálogos pareçam datados, garante a veracidade da trama. Estreou em 24/4/2015. Até 13/12/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO