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Doze museus surpreendentes que você provavelmente não sabia que existiam

Já ouviu falar de espaços com mostras dedicadas exclusivamente ao óculos e à tatuagem? Descubra quais são estes espaços escondidos pela capital

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Museu da Lâmpada
Museu da Lâmpada: réplica do ambiente de trabalho de Thomas Edison (Foto: Eduardo Zocchi)

Já pensou em um museu em que você mesmo integra a coleção? Ou em uma mostra em que se homenagea exclusivamente a criações produzidas em penitenciárias? São Paulo tem espaço para instituições como a Pinacoteca, o MASP e o MAM, mas, também, para os mais diferentes museus dedicados aos mais ousados temas. Veja abaixo doze exemplos destes locais espalhados pela cidade:

1. Museu da Lâmpada

Museu da Lâmpada FERMATE
Museu da Lâmpada conta a história da luz desde o descobrimento do fogo (Foto: Divulgação)

Thomas Edison, inventor da lâmpada, é o deus desse museu. Criado pelos fundadores da Gimawa, grande revendedora de materiais elétricos, o Museu da Lâmpada revela a história da luz, desde a descoberta do fogo até o desenvolvimento das mais modernas tecnologias de iluminação.

Avenida João Pedro Cardoso, 574, Campo Belo, tel. 2898-9358. 9h/18h (seg. a sex.). Doação de 1 quilo de alimento não perecível dá direito a um ingresso. Necessário agendamento pelo site.

2. Museu da Diversidade Sexual 

Museu da Diversidade Sexual
Exposição de Darcy Penteado apresenta trinta painéis de personagens retratados por ele (Foto: Divulgação)

A comunidade LGBT é homenageada no primeiro museu da América Latina dedicado ao tema. Esse espaço, ligado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, tem como objetivo preservar o patrimônio dessa comunidade por meio da pesquisa e educação. A mostra Darcy Penteado, o Observador do Humano fica em cartaz até 8 de maio. Artista plástico, escritor, figurinista e cenógrafo, Penteado foi ativista dos direitos humanos e da comunidade gay e também lutou pela redemocratização do Brasil. A exposição apresenta trinta painéis de personagens que ele retratou ao longo da vida.

Estação República do Metrô (piso mezanino, loja 518). 10h/18h (ter. a dom.). Grátis. www.mds.org.br.

3. Museu da Pessoa

Museu da Pessoa
Museu da Pessoa faz do passado do visitante o acervo do museu (Foto: Divulgação)

Essa instituição não tem acervo, mas constrói sua coleção a partir das histórias que cada um dos visitantes registra por ali. Trata-se de um museu virtual, que já conta com mais de 17 000 histórias de vida, 60 000 fotos e documentos e 25 000 horas de gravação em vídeo. O objetivo se mostra simples: transformar histórias pessoais em fonte de conhecimento. As entrevistas são gravadas todas as quintas, no estúdio do local, depois transcritas, editadas e inseridas no portal do projeto. 

Rua Natingui, 1100, Vila Madalena. Agendamento prévio pelo telefone 2144-7150 ou pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Grátis. www.museudapessoa.net.

4. Museu dos Óculos Gioconda Giannini

Peça do Museu dos Óculos Gioconda Giannini
Peça do Museu dos Óculos Gioconda Giannini (Foto: Fernando Moraes)

A coleção pessoal de Miguel Giannini - dono da marca de mesmo nome - é exposta no segundo andar de um casarão dos anos 20, no centro. São 300 óculos raros, como um peça original chinesa feita no século XVIII, e também usadas por personalidades, como Elis Regina e José Wilker. 

Rua dos Ingleses, 108, centro, tel. 3149-4000. 9h/18h (seg. a sex.); 9h/13h (sáb.). Grátis. 

5. Museu dos Transportes Públicos

Bonde de tração animal de 1900, no Museu dos Transportes Públicos Gaetano Feroll
Bonde de tração animal de 1900, no Museu dos Transportes Públicos Gaetano Feroll (Foto: Daniela Toviansky)

Sete veículos, 1 500 fotos e outros 1 500 livros fazem parte da coleção do museu fundado por Gaetano Ferolla. Hoje administrado pela SPTrans, conta a história dos transportes coletivos em São Paulo, desde 1865, quando foi publicada a primeira tabela de preços para carros de aluguel.

Avenida Cruzeiro do Sul, 780, Canindé, tel. 3315-8884. 9h/17h (ter. a dom.). Grátis. www.sptrans.com.br/museu

6. Instituto Museu e Biblioteca de Odontologia

José Roberto Pacheco, diretor de relações com investidores da Odontoprev, fotogr
José Roberto Pacheco, no Museu de Odontologia (Foto: Germano Luders)

Aqui, o destista se sente em casa: são mais de 16 000 peças que contam a trajetória da odontologia no país, desde aparelhos até livros e revistas dos séculos XIV, XV, e XVIII.

Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana, tel. 2223-2355. 9h/20h (seg. a sex.). Grátis. 

7. Museu Penitenciário Paulista

Museu Penitenciário Paulista
Museu Penitenciário tem até exemplares de "teresas", cordas usadas para fuga (Foto: Divulgação)

Localizado no antigo Complexo do Carandiru, o acervo apresenta criações dos presos, produzidas em oficinas nas penitenciárias. São cerca de 21 000 peças: as mais interessantes configuram as armas improvisadas e os aparelhos de tatuagem construídos com os mais diversos materiais. Também é possível conhecer as celas escuras, extintas em 1970. 

Avenida Zachi Narchi, 1207, Carandiru, tel. 2221-0275. 9h/16h (seg. a sex.). Grátis. museupenitenciario.blogspot.com.br.

8. Museu do Relógio

Bartira Romero, guia e coordenadora do acervo do Museu do Relógio
Bartira Romero, guia e coordenadora do acervo do Museu do Relógio (Foto: fernanda Frazão)

Esse museu é uma metalinguagem. Faz uma linha do tempo sobre o tempo. Em outras palavras, conta a história cronológica da invenção do relógio. A ideia veio do apaixonado professor Dimas de Melo Pimenta por relógios e começou com a sua coleção. Hoje, tem cerca de 600 peças, doadas por pessoas do mundo inteiro. Ali, há tipos que você nem mesmo ouviu falar: relógios de sol, de areia, de pulso, de bolso, de mesa, de sala, entre outros. Enfim: dá para sair de lá especialista no assunto.

Avenida Mofarrej, 840, Vila Leopoldina, tel. 3646-4000. 9h/11h30 e 14h/17h (seg. a sex.). Grátis. www.dimep.com.br/museu-do-relogio.

9. Museu Oceanográfico

Esqueleto de baleia de Bryde e aquários, do Museu Oceanográfico da USP, na cidad
Esqueleto de baleia de Bryde e aquários, do Museu Oceanográfico da USP (Foto: Daniela Toviansky)

Tubarão-martelo no formol, arraia empalhada e esqueleto de baleia podem ser vistos por lá. Trata-se de uma maneira de apresentar explicações sobre a vida marinha e mostrar as pesquisas feitas pelo Instituto Oceanográfico da USP.

Praça do Oceanógrafo, 191, Cidade Universitária, Butantã, tel. 3091-6587. 9h/17h (ter. a sex.). Grátis. 

10. Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

Imigrantes japoneses trabalhando em plantação de café no início do século 20
Imigrantes japoneses trabalhando em plantação de café no início do século 20 (Foto: Divulgação)

A comunidade japonesa em São Paulo é uma das maiores fora do seu país de origem. O museu apresenta as relações nipo-brasileiras por meio de um acervo integrado por 97 000 itens - que são separados com a perfeita organização dos orientais. A história se mostra bem interessante e, como a instituição fica no meio do bairro da Liberdade, dá para continuar com um almoço de comida típica.

Rua São Joaquim, 381, Liberdade, tel. 3209-5465. 13h30/17h (ter. a dom.). R$ 8,00. www.museubunkyo.org.br.

11. Museu Tatoo Brasil

Polaco - Museu da Tatuagem
Polaco é o criador do Museu da Tatuagem (Foto: Mario Rodrigues)

Os apaixonados por tatuagem podem gravar ainda mais desenhos pelo corpo neste estúdio e, também, passar a entender como a tatuagem virou uma cultura tão forte no Brasil. Localizado no Prédio Cadete Galvão, o museu foi criado pelo profissional Polaco e reúne peças intrigantes como máquinas utilizadas em cadeias brasileras e em antigos presídios da Rússia. Pode ser um bom lugar para ter boas ideias para novas tatuagens!

Rua 24 de Maio, 225, centro, tel. 3333-4220. 10h/19h (seg. a sex.). Agendar previamente por telefone. Grátis. www.museutattoobrasil.com.br.

12. Museu do Crime

Museu da Polícia Civil - Museu do Crime
Fotos, documentos, armas e outros objetos fazem parte do acervo do Museu do Crime (Foto: Divulgação)

Este Museu da Polícia Civil reúne 3 000 objetos que mostram o trabalho da polícia na investigação e apuração de delitos. Tenebrosos casos - como o crime do restaurante chinês, o episódio da Rua Apa, entre outros -  estão catalogados neste pequeno espaço pertencente à Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (AIPESP).

Praça Professor Reynaldo Porchat, 219, Cidade Universitária, tel. 3468-3360. 8h/17h (ter. a dom.). Grátis. www.policiacivil.sp.gov.br.

Fonte: VEJA SÃO PAULO