exposições

Museus que podem ser visitados depois do expediente

Selecionamos mostras em cartaz na cidade que ficam abertas até mais tarde em dias específicos da semana

Por: Veja São Paulo

Vivian Maier
Foto de Vivian Maier em cartaz no MIS: visitas até as 21h (Foto: © Vivian MaierMaloof Collection_Courtesy Howard Greenberg Gallery_New York)

Alguns museus e centros culturais da cidade oferecem horários estendidos em determinados dias da semana. Pode ser uma boa opção para quem pretende evitar as filas do fim de semana ou está sempre na correia do dia a dia.

+ Mostra espalha guitarras gigantes pela cidade

O Museu da Casa Brasileira, por exemplo, fica aberto até as 22h nesta quarta (20). Às terças, a nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC), perto do Parque do Ibirapuera, funciona até as 21h. O Masp prolonga seu horário às quintas, até as 20h.

Confira a seguir mostras que podem ser visitadas após as 18h em dias específicos:

  • A babá Vivian Maier (1926-2009) mantinha um hobby quase secreto: registrar com uma câmera personagens e cenas na rua. Tirou milhares de fotos, fez alguns filmes e escondeu de todo mundo, por um longo período, esse material. As imagens e os negativos acabaram sendo descobertos, por acaso, em um leilão em 2007 (não a tempo, portanto, de Vivian ver sua produção se tornar famosa). Sua história foi tema de um documentário, que concorreu no último Oscar, e os cliques surgiram em exposições pelo mundo. Uma delas, O Mundo Revelado de Vivian Maier, chega ao MIS. Compõem a mostra 100 imagens e oito pequenos filmes, nos quais se revelam o rosto da autora (ela adorava posar para selfies) e seus múltiplos talentos. A americana sabia explorar linhas arquitetônicas, flagrar cenas engraçadas e possuía um olhar sensível para detalhes. Chegou também a registrar celebridades em eventos, atuando como um paparazzo. A visita já valeria pela incrível história por trás de cada clique, mas, além disso, a qualidade das obras é tão grande quanto o mistério que as cerca. A seleção faz parte da quarta edição do Maio Fotografia no MIS, que ainda apresenta uma seleção de lambe-lambes feitos na década de 70 e trabalhos de André Gardenberg e Roberto Frankenberg. Até 14/6/2015.
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  • Trinta artistas de todo o país foram selecionados para concorrer ao 5º Prêmio Marcantonio Vilaça, que traz o nome de um dos galeristas mais emblemáticos da cidade, morto em 2000, aos 37 anos. O trabalho deles pode ser visto no novo prédio do MAC. Logo no início da exposição, uma projeção mapeada do goiano Grupo EmpreZa, um dos cinco vencedores desta edição, apresenta um executivo se esgueirando em uma pedra. Ao lado, a baiana Virginia de Medeiros, que costuma dar voz a excluídos, registra moradores de rua relatando suas histórias. As falas, no entanto, são entrecortadas por outros depoimentos, o que exige do visitante reforçada concentração. Retratos desses anônimos acompanham os áudios, mas é impossível identificá-los. A paraense Berna Reale, o argentino radicado no Brasil Nicolás Robbio e o carioca Gê Orthof também foram premiados. Intrigantes, os vídeos de Rodrigo Braga exploram a natureza em expedições. Conhecido por fazer de suas caminhadas uma manifestação artística, o mineiro Paulo Nazareth exibe objetos coletados na África. Ponto positivo também para o trabalho prestativo dos monitores. Até 6/12/2015.
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  • É preciso paciência para enfrentar as filas de Picasso e a Modernidade Espanhola, que podem durar até duas horas nos fins de semana. Mas, transposta essa primeira etapa, o passeio vale a pena. Telas do museu espanhol Reina Sofía, de Madri, integram a exposição no CCBB. Na seleção de noventa itens estão pinturas de artistas consagrados como Salvador Dalí, Joan Miró e, claro, o mestre cubista espanhol. É bom deixar avisado, no entanto, que não se trata de uma mostra dedicada apenas a Picasso. De sua autoria, há dez telas, entre elas O Pintor e a Modelo (1963) e Cabeça de Mulher (1910), além de desenhos e gravuras. Uma instalação e uma projeção em vídeo explicam o processo de criação de seu quadro mais famoso, Guernica (1937), junto a fotografias sobre a Guerra Civil Espanhola. A visita é uma boa oportunidade também para conhecer artistas menos óbvios do período, como Julio González, que explora o vazio para compor esculturas, e o surrealista Óscar Domínguez. Para os amantes da selfie, uma triste notícia: por questões de direitos autorais, é proibido fotografar as obras. O trajeto da exposição foi organizado para começar pelo quarto andar e tem fluxo único, ou seja, todos os visitantes têm que fazer o mesmo percurso. Para aliviar a espera do público, funcionários do educativo promovem atividades com quem estiver aguardando do lado de fora. Até a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) foi chamada para ajudar na organização das filas, já que alguns veículos circulam na região e a aglomeração de pessoas deve ser grande. Outros artistas modernistas espanhóis, como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, também têm obras em cartaz. Dia 25/3/2015. Até 8/6/2015. +Oito motivos para ver a exposição do Picasso no CCBB +Marina Abramovic abre a temporada de grandes exposições do ano que incluem também Kandinsky, Picasso e Miró 
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  • Museus

    Museu da Casa Brasileira

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3032 3727 ou (11) 3036 3913

    3 avaliações

    O museu é especializado em design e arquitetura. Fica em uma mansão da década de 40 e tem um jardim de mais de 6 000 metros quadrados. Do lado de dentro, expõe sua coleção permanente de exemplares do mobiliário dos séculos XVII ao XXI. Na agenda cultural, promove mostras temporárias, debates, palestras, cursos e oficinas ligados à área.

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  • A mais nova mostra permanente sobre a história do Brasil na cidade é do Itaú Cultural. A exposição ocupa dois andares do prédio da Avenida Paulista, no recém-inaugurado espaço Olavo Setubal. Ali foram dispostos os 1300 itens de duas coleções pertencentes ao banco: a Brasiliana e a Numismática (de moedas). A montagem moderna, os textos claros e objetivos e a força visual garantem um passeio encantador e bem longe do didatismo entediante. Através das belas obras, o visitante atravessa a nossa linha do tempo. Pinturas e gravuras de nomes como Debret, Descourtilz, Rugendas e a dupla Spix e Martius enchem os olhos ao mesmo tempo em que revelam o fascínio dos europeus pela natureza exuberante e pelos exóticos habitantes. A mostra conta ainda com quarenta vídeos capazes de dar movimento a alguns dos desenhos expostos. Em um corredor, uma série deles provoca no espectador a sensação de que ele caminha entre bichos da fauna brasileira, em um resultado muito divertido. Para completar, há moedas raras e prateleiras com objetos que podem ser manuseados pelo público. A partir de 13/12/2014. Aproveite com calma: recomenda-se reservar uma hora e meia para explorar os detalhes da mostra
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  • Uma das matriarcas do samba, a carioca Dona Ivone Lara é homenageada na 23ª mostra da série Ocupação no Itaú Cultural. Disposta em cinco eixos temáticos, a exposição reúne fotografias, objetos, instrumentos musicais, vídeos e figurinos a fim de contar um pouco sobre a vida e o trabalho da artista. No sábado (16), às 12h e 17h, as apresentações da Roda de Samba Virado abrem o evento. De 16/5/2015. Até 21/6/2015.
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  • Centros culturais

    Arte do Brasil até 1900
    VejaSP
    Sem avaliação
    A primeira mostra a ocupar o subsolo do Masp desde que as paredes do andar foram retiradas, respeitando o projeto original de Lina Bo Bardi, utiliza painéis projetados pela arquiteta para pendurar as obras. Arte do Brasil até 1900 é composta de cinquenta telas produzidas entre os séculos XVII e XIX que apresentam um pouco da história do país em paisagens, naturezas-mortas e retratos de pintores como Frans Post (1612-1680) e Almeida Júnior (1850-1899). Benedito Calixto (1853-1927), por exemplo, registrou o antigo Porto do Bispo (Santos) numa pintura exibida ao lado de um talão de cheques de 1985 do extinto Banco Bamerindus. Explica-se: a instituição financeira usou na época a imagem para ilustrar o bloco de papel. Entre os documentos que acompanham as obras, uma carta questiona se Post teria realmente visto a então longínqua Cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, antes de pintá-la, em 1649. Para tirar a dúvida, a peça foi comparada a uma fotografia do local, que comprova a semelhança. De 26/3/2015. Até 6/6/2015.
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  • A artista que morreu em fevereiro, aos 101 anos, teve produção intensa nos dois últimos anos de vida, período em que pintou trinta telas. Além de obras monocromáticas, integram a mostra esculturas de metal e depoimentos em vídeo que lembram sua trajetória. Dia 2/4/2015. Até 7/6/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO