Cinema

3 perguntas para... Murilo Rosa

Galã da Rede Globo está empenhado na divulgação do drama “Aparecida — O Milagre”, já em cartaz

Por: Miguel Barbieri Jr.

Murilo Rosa - 2196
Murilo Rosa: protagonista da novela "Araguaia", está empenhado na divulgação do longa "Aparecida — O Milagre" (Foto: Rafael França)

O galã da Rede Globo Murilo Rosa, brasiliense radicado no Rio de Janeiro, tem rebolado para conciliar cinema e TV. Além de protagonizar “Araguaia”, a novela das 6, o ator está empenhado na divulgação do drama “Aparecida — O Milagre”, já em cartaz. Casado com a modelo Fernanda Tavares e pai do pequeno Lucas, Murilo tem 40 anos e vem de uma família muito católica.

VEJA SÃO PAULO - Qual a sua religião?

Murilo Rosa - Sou católico, mas não praticante, daqueles que vão à igreja todo domingo. Já meus pais são muito dedicados à religião. Minha avó era devota de Nossa Senhora Aparecida, tenho sete tias que rezam o dia inteiro e minha irmã está se formando em teologia. É forte minha ligação com o Santuário de Aparecida, ao qual fui várias vezes desde criança, a passeio, trabalho ou por questões pessoais. Também tenho fé e acredito em milagres.

VEJA SÃO PAULO - Você faria um filme espírita? Murilo Rosa - Por coincidência, praticamente na mesma época em que surgiu “Aparecida”, recebi um convite para fazer o longa-metragem “As Mães de Chico Xavier”, num papel que acabou ficando com o Caio Blat. Até daria para eu tocar ambos os filmes, mas achei que duas fitas religiosas com personagens muito parecidos não seria legal. Quis também assumir a bandeira católica de “Aparecida”. Por trás do trabalho há uma posição ética, e é preciso ser coerente. Não posso fazer um homossexual, como o personagem que interpretei no filme “Como Esquecer”, e depois dizer que não acredito no casamento gay.

VEJA SÃO PAULO - “Aparecida — O Milagre” se destina só aos católicos? Murilo Rosa - É uma grande e linda homenagem aos católicos, e quem não tem fé pode sair questionando. Mas pessoas de qualquer religião devem gostar. Minha mulher, por exemplo, é ligada em espiritismo e amou o filme. Acho bobagem essa rixa religiosa. Eu vi “Chico Xavier” e me emocionei muito, assim como a maioria dos espectadores está chorando ao ver “Aparecida”.

Fonte: VEJA SÃO PAULO