Litoral

Mulher morre após passar por cirurgia para retirar estrias em Praia Grande

Família acredita que infecção em Daniela de Sá Avighi foi provocada pelo procedimento; cirurgião se defende das acusações

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Daniela Avighi
Daniela de Sá Avighi: além de peeling, ela também colocou silicone nos seios e passou por lipoaspiração (Foto: Reprodução Facebook)

Daniela de Sá Avighi, de 36 anos, morreu nove dias após passar por três cirurgias estéticas, no Hospital Canto do Forte, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. A causa da morte foi infecção generalizada. Agora, a família questiona os procedimentos.

A moradora do bairro Vila Caiçara morreu no dia 2. Na última sexta (3), o irmão de Daniela, Cláudio de Sá Avighi, registrou um boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial da cidade. “A minha irmã fez peeling para retirar estrias, colocou silicone nos seios e passou por lipoaspiração. Ela recebeu alta no mesmo dia das cirurgias.”

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Segundo ele, Daniela começou a reclamar de fortes dores. “A pressão também baixou. Mas ela pensou que fazia parte do processo de recuperação.” Após alguns dias, ela foi até o pronto socorro de um hospital da cidade. “Lá, os médicos constataram a gravidade do problema e a encaminharam de ambulância para um hospital em Santos, onde ficou na UTI e morreu.”

De acordo com Avighi, o laudo afirma que a causa da morte foi infecção generalizada. “Acredito que isso aconteceu por causa do peeling que provocou uma queimadura de segundo grau na minha irmã.”

Avighi disse que tentou marcar um encontro com o médico responsável pelas cirurgias, Ricardo Perrone, para saber detalhes dos procedimentos, mas não teve retorno. “No dia da morte, ele me mandou uma mensagem. Pedi um encontro, mas ele informou que estaria em um congresso. Depois, não me retornou mais.”

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O advogado que representa Perrone, Arnaldo Tebecherane Haddad, disse que o médico acompanhou a paciente. “Ela foi ao consultório dele dois dias após a cirurgia. Depois, quando soube da internação, ele seguiu até a UTI do hospital em Santos e falou com a paciente e com os médicos. Ele não abandonou o caso.”

Segundo Haddad, Perrone ainda não teve acesso ao prontuário médico do hospital onde Daniela ficou internada. “Mas, normalmente, a infecção não é culpa do médico.”

Ainda de acordo com o advogado, as cirurgias seguiram todos os protocolos. “Meu cliente tem certeza dos procedimentos realizados, que são reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e estão presentes na literatura médica.”

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Procurada, a direção do hospital ainda não se manifestou sobre o caso.

Fonte: VEJA SÃO PAULO