Cinema

"Muita Calma Nessa Hora" é a típica comédia para as férias

Longa-metragem feito com jovens e para jovens foca na classe média do Rio de Janeiro

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Muita Calma Nessa Hora - 2191
Fernanda Souza, Gianne Albertoni e Andréia Horta: badalação em Búzios (Foto: Divulgação)

Invadidos por fitas hollywoodianas nas férias de verão, os cinemas tendem a mudar seu perfil com a estreia da comédia nacional "Muita Calma Nessa Hora". Trata-se de um longa-metragem feito com jovens e para jovens, cuja receita foge da desgastada fórmula dos filmes-favela. O foco aqui está na juventude de classe média do Rio de Janeiro, desencanada das mazelas sociais e em busca do prazer egocêntrico.

Bruno Mazzeo mais dois roteiristas captam bem o espírito despretensioso da história. Na trama, um trio de amigas cariocas passa por maus momentos e decide refrescar a cuca. Mari (papel da modelo Gianne Albertoni) foi assediada pelo chefe. Tita (Andréia Horta, a melhor do elenco) flagrou o noivo com outra. Aninha (Fernanda Souza) revela-se a indecisão em pessoa. Rumo a Búzios, onde alugaram uma casa, elas dão carona à riponga Estrella (Débora Lamm), cujo objetivo é reencontrar o pai. Nas baladas à beira-mar, as garotas vão beijar (muito) na boca sem compromisso. Mas surge um surfista sarado (Dudu Azevedo) capaz de balançar o coração de Mari e Tita.

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Escudado em bom time de coadjuvantes, o humor brota de diálogos corriqueiros, por vezes temperados na base do deboche ou do improviso. Entre os achados estão as frases de efeito da fofa Estrella, que quase sempre termina suas “divagações” com um verso emblemático da MPB. No rol das divertidas atuações, roubam a cena Marcelo Adnet, vivendo um mauricinho de São Paulo, e Luis Miranda, na pele de uma esfuziante drag queen inspirada no filme australiano ‘Priscilla — A Rainha do Deserto’. Os deslizes ficam por conta das caricaturas dispensadas aos personagens paulistanos. Também são grosseiras as sequências referentes a vômito e sexo. Ou seja: para contentar os jovens, não era preciso descer tanto.

AVALIAÇÃO ✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO