Trânsito

Mudanças de mãos em ruas, como na Heitor Penteado, causam confusão

Em ritmo recorde, CET altera uma via a cada dois dias

Por: Mauricio Xavier e Silas Colombo [Colaborou Ricardo Rossetto] - Atualizado em

Há poucas semanas, o diretor de planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Tadeu Leite Duarte, perdeu-se em um emaranhado de retornos e conversões no bairro de Santo Amaro, ao tentar chegar ao Consulado dos Estados Unidos, na Rua Henri Dunant. O conhecimento técnico adquirido após 35 anos de atuação no órgão de trânsito, a familiaridade com a área que frequenta há décadas e mesmo a precisão do equipamento de GPS de seu carro não foram capazes de destrinchar as alterações no sentido de algumas ruas, ocorridas ali no ano passado. “A região mudou bastante e acabei dando voltas”, admite. “Só encontrei o caminho correto seguindo as placas que foram instaladas recentemente por nós.” Não está fácil mesmo para ninguém: se um dos homens fortes do trânsito paulistano passa por esses percalços, imagine a situação do motorista médio. Não é de hoje que nossas massacradas avenidas suam para escoar a massa de veículos despejada nelas diariamente. Enquanto o número de vias aumentou apenas 20% desde os anos 70, a frota registrada cresceu 700% no mesmo período, chegando à marca atual de 7,6 milhões de veículos — o número estimado que, de fato, circula nas ruas é 4,5 milhões. A pesquisa Origem- Destino, do Metrô, divulgada na semana passada, mostrou que os deslocamentos com carro, moto e táxi subiram 21% entre 2007 e 2012. Até hackers estão sendo convocados a ajudar na gestão de tráfego. A SPTrans criará na próxima semana o Laboratório de Mobilidade, em que especialistas em informática vão analisar dados gerados pelos meios de transporte.

 

Rua Abegória
Motorista retorna na contramão na Rua Abegória, Sumaré (Foto: Mario Rodrigues)

Esse notável enrosco ganhou um componente novo a partir do segundo semestre do ano passado. Desde outubro, 73 ruas da capital tiveram a sua mão de direção invertida, média de uma mudança do tipo a cada dois dias. É o dobro do que foi realizado em período semelhante de 2012. Trata-se da maior intervenção do tipo na capital desde a gestão do prefeito Prestes Maia, nos anos 60. Um terço dessas ações serviu para adequar as vias às novas faixas de ônibus ou a obras do metrô. Mas quase metade integra um plano da prefeitura para reorganizar o trânsito com a criação de um “siste ma binário de quadriláteros reticulados”. O nome é mirabolante, mas a ideia, simples. Ruas paralelas de mão única terão sentidos de direção contrários; o mesmo ocorrerá com suas perpendiculares. Ou seja, os quarteirões serão contornados no formato de um quadrado, algo semelhante ao que já existe na região dos Jardins. “A circulação das ruas nunca foi planejada, só adaptada no jeitinho para resolver questões pontuais”, explica Duarte. “Se havia uma demanda de tráfego em um cruzamento, simplesmente se instalavam uma conversão e um semáforo”, exemplifica.

 

Rua Bresser
Motorista desavisado anda na contramão da Rua Bresser (Foto: Mario Rodrigues)

Na teoria, parece bacana. Mas o pacote de mudanças em escala inédita deixou os volantes paulistanos mais confusos e nervosos. Nada supera o que aconteceu no Sumaré, que concentra a maior quantidade de reclamações enviadas à CET. Em janeiro, a Rua Heitor Penteado ganhou 2,7 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus. Para garantir sua fluidez, foram desativadas as conversões à esquerda em três ruas locais: Apinajés, Pereira Leite e Oscar Caravelas. “Está bem difícil dirigir aqui, tem de dar uma volta enorme”, afirma a representante comercial Fabiana Andrade, que na segunda (10) reclamava da falta de sinalização clara para chegar à Avenida Professor Alfonso Bovero. Quase todas as faixas estão quebradas, rasgadas ou dobradas. Entre 17 e 18 horas, oito carros entraram irregularmente na Rua Apinajés, por desconhecimento ou malandragem. Os agentes da CET aplicaram 35 multas neste local em duas semanas. Com a alteração, os motoristas passaram a desviar para as estreitas ruas Monsanto e Miranda Montenegro, em área residencial. “As pessoas precisam se acostumar com a ideia de que nem sempre é possível ir em linha reta de um ponto a outro”, argumenta Duarte. Na mesma segunda-feira, em um intervalo de quinze minutos no horário de pico da tarde, nada menos que 250 veículos cruzaram essas duas vias, o que tem incomodado moradores. “A quantidade absurda de automóveis traz poluição, acidentes e assaltos”, reclama a artesã Beatriz Pereira. O taxista Walter Nascimento de Souza, que há oito anos trabalha em um ponto na Rua Borges de Barros, não consegue mais cumprir seu slogan: “Táxi no local em cinco minutos”. “Os retornos estão muito distantes”, lamenta. A opção mais próxima fica nas ruas Rifaina e Pedro Soares de Almeida, que tiveram o sentido invertido. “Até hoje tem uns desavisados que entram na contramão”, conta Souza. Bem perto dali, o cruzamento da Rua Pereira Leite registrou impressionantes 719 infrações no período de 27 de janeiro a 28 de fevereiro, quase uma por hora.

 

tabela
(Foto: Reprodução)

Outra área com grande número de reclamações é a Mooca. Em fevereiro, o trecho da Rua dos Trilhos entre a Rua Bresser e a Praça dos Industriários ganhou mão única no sentido bairro. O objetivo era  dar mais fluidez aos ônibus, que travavam a Avenida Alcântara Machado. A consequência foi a sobrecarga na paralela Rua da Mooca. O pior reflexo, porém, ocorreu na Rua Bresser, bloqueada em uma das extremidades e agora com mão única. Ou seja, liga nada a lugar nenhum. Em poucos minutos é possível presenciar diversos motoristas dirigindo até o fim da rua e dando meia-volta na contramão. “Mais da metade dos meus clientes desapareceram”, diz o comerciante Gercio Cardozo, dono de uma lan house. Os alunos da Faculdade São Judas, que fica a poucos metros, encontraram uma utilidade para o beco sem saída. “Ganhei um baile funk na porta de casa”, lamenta Claudia Menghetti. Um abaixo-assinado com mais de 2 000 assinaturas pede à CET que revogue a mudança.

Rua Bresser Gercio Cardozo
O comerciante Gercio Cardozo, na Rua Bresser: queda de 50% no movimento de sua lan house no último mês (Foto: Mario Rodrigues)

Em um local específico, a recente reorganização não está relacionada à mobilidade. A pedido da Polícia Militar, o sentido do fluxo em um dos quarteirões da Rua Doutor Francisco Tomás de Carvalho, o ladeirão do Morumbi, foi alterado no começo do mês. A esperança é diminuir o número de arrastões durante engarrafamentos. A via passa ao lado da favela de Paraisópolis e é usada como atalho para evitar as encrencadas avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi.  Mas a medida não é unanimidadenem dentro da corporação. “O certo seria apresença ostensiva da polícia, e não da CET”,comenta o tenente Julyver Modesto de Araújo, presidenteda Associação Brasileira de Profissionaisdo Trânsito.Os motoristas que vão no sentido bairro passaram a utilizar duas paralelas: a Antonio Julio dos Santos e a João Avelino Pinho Melão. “A única diferença é ficar parado em outro lugar”, diz a esteticista Vanessa Medeiros.

 

Vanessa Medeiros
Vanessa Medeiros, na Avenida Giovanni Gronchi: a via voltou a ser a melhor opção na região (Foto: Mario Rodrigues)

Em obras desde 2007, a região do Largo da Batata tornou-se um caso único. As novidades são tão constantes que circular ali é como tentar decifrar um cubo mágico: arestas e esquinas mudam de posição e quase nunca se conectam. Na mais recente transformação, no ano passado, a Rua Cardeal Arcoverde foi bloqueada entre a Rua Teodoro Sampaio e a Avenida Brigadeiro Faria Lima, e as estreitas e residenciais Tucumbira e Guaicuí ganharam mão única para receber parte do fluxo. Com isso, a SPTrans precisou alterar o itinerário de sete linhas de ônibus. “Meu GPS não se atualiza na mesma velocidade em que as ruas mudam”, conta a representante comercial Michele Antoniacci, moradora da região há vinte anos.

Michelle Antoniacci
Michele Antoniacci, na Teodoro Sampaio:confusão nas proximidades do Largo da Batata (Foto: Mario Rodrigues)

Responsável por distribuir dados cartográficos e de tráfego a mais de 600 empresas, a MapLink tem seis funcionários dedicados apenas a atualizar a base de dados com as novas rotas. “Toda alteração tem um ritmo próprio: primeiro aumenta a lentidão, depois melhora, e por fim volta ao que era antes”, analisa o diretor comercial da marca, Frederico Hohagen. Segundo seus dados, o congestionamento médio diário na cidade no pico da tarde saltou de 372 quilômetros em 2012 para 444 quilômetros no início deste ano. Seu concorrente gratuito, o aplicativo para smartphones Waze, recebe cerca de 120 000 avisos de mudanças no trânsito de São Paulo por dia.

Diretor de Planejamento da CET
O diretor de planejamento da CET, Tadeu Leite Duarte :“Sistema binário de quadriláteros reticulados” (Foto: Mario Rodrigues)

Especialistas concordam que a capital precisa de uma reorganização em suas vias, mas discordam da maneira como ela vem sendo executada. “Antes de alterar o fluxo em ruas secundárias, é preciso reforçar os principais troncos de escoamento, o que não está sendo feito”, critica Ênio Bueno, professor de engenharia de tráfego da USP. “Não adianta tentar organizar o trânsito jogando os carros de lá para cá." afirma o tenente Araújo.

A CET reconhece que, em alguns casos, as medidas adotadas podem não ser as mais adequadas e diz que tem disposição para corrigir eventuais erros. “Estamos abertos à discussão e cedemos na Paes Leme, em Pinheiros, que ganhou um trecho de mão dupla”, exemplifica Duarte. Ele alerta para o fato de que o ritmo de alterações deve seguir o mesmo nos próximos quatro anos. “Sempre que surge algo diferente nas ruas, as pessoas fazem queixas”, comenta Felipe Bueno, diretor de Jornalismo da Rádio SulAmérica Trânsito. “Depois de três semanas, elas se acostumam.” Além de reclamar com as autoridades, resta ao motorista paulistano tomar uma dose a mais de paciência todos os dias para encarar as confusões e surpresas do labirinto criado pela CET na metrópole.

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    Tomates & Bananas

    Alameda Dos Nhambiquaras, 1657, Moema

    Tel: (11) 5044 3665

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    5 avaliações

    A casa é dedicada a um ingrediente só: o camarão. No tamanho graúdo, o crustáceo vem do Litoral Norte de São Paulo para estrelar, no ponto correto, cerca de vinte receitas elaboradas pela sócia e cozinheira de mão cheia Clarice Mieko Nishigaki. Na versão chamada de dijon, o fruto do mar é servido sob creme de mostarda e pimenta-preta. Na thaiti, o camarão fca levemente picante por causa do curry usado no tempero. Pedaços de frutas como uva-thompson e abacaxi refrescam o paladar, tal qual o arroz de coco de guarnição. Cada uma dessas pedidas custa R$ 110,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Portugueses

    Tasca do Zé e da Maria

    Rua dos Pinheiros, 434, Pinheiros

    Tel: (11) 3062 5722 ou (11) 3064 0107

    VejaSP
    3 avaliações

    O espaço apertado está repleto de mesas cobertas por toalhas branquinhas. O couvert, composto de pão, manteiga, queijo fresco e salgadinhos fritos, vale os R$ 21,90. Sugestão de prato, o bacalhau à brás (R$ 88,00) pode fazer parte do menu executivo no almoço de segunda a sexta (R$ 59,00, com entrada e sobremesa). Bem úmido, o rocambole de laranja merece cada garfada (R$ 20,90).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha variada

    Brado

    Rua Joaquim Antunes, 381, Pinheiros

    Tel: (11) 3061 9293

    VejaSP
    22 avaliações

    Instalada entre a Rua dos Pinheiros e a Avenida Rebouças, a casa tem um agradável ambiente com teto transparente, varanda e uma mesa comunitária lançada neste ano em frente ao endereço. Frequentemente, o chef Pedro Vita mexe no cardápio sem nacionalidade definida para incluir pedidas como o peixe bonito selado servido com espuma de shoyu, guacamole e chips de mandioca (R$ 58,00). Antes, um bom aperitivo é a lula salteada ao lado de creme de batata, ovo de gema mole e cubos de linguiça espanhola (R$ 29,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Ciao! Vino & Birra

    Rua Tutoia, 451, Paraíso

    Tel: (11) 2306 3541 ou (11) 2306 3561

    VejaSP
    2 avaliações

    O bar de alma italiana conta com uma concorrida varanda. Ali ou no salão apertadinho, pode-se investir em uma massa para o jantar ou ficar somente no petisco. Quem prefere a segunda alternativa tem à disposição frituras como a alcachofra recheada de mussarela de búfala e empanada, servida com tomates marinados e molho pesto (R$ 28,00, seis unidades). Dá para tomar vinho, pinçar maravilhas da extensa carta de cervejas ou beber apenas chope, o Jackpot Pilsen (R$ 14,00, 300 mililitros), produzido pela Blondine na cidade paulista de Itupeva.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Lanchonetes

    Doog - Shopping Cidade Jardim

    Avenida Magalhães de Castro, 12000, Butantã

    Tel: (11) 3805 4129

    1 avaliação

    São Paulo está vendo nascer uma série de estabelecimentos híbridos de comida “de rua” e “gourmet” — como se convencionou chamar os endereços que capricham nos ingredientes. Assim é o Doog, que estacionou seu carrinho chique de cachorro-quente no ano passado na Rua Oscar Freire, na altura do número 1052. O preço dos sanduíches é bem mais salgado que o de um dogão de Kombi, claro, mas a qualidade acompanha os valores  inflacionados. A começar pela salsicha tipo frankfurt, com mais carne bovina que suína, proveniente de um fornecedor exclusivo. Para conhecer as opções oferecidas com conforto, vale dar um pulo no Shopping Cidade Jardim e experimentar, num quiosque, uma das seis versões do lanche, de 21 centímetros. A melhor e mais barata leva só ketchup e mostarda no pão incrivelmente macio (R$ 14,00). No outro oposto, o asian (R$ 17,00), com cream cheese, cogumelo shimeji e gergelim, é melecado demais. No meio-termo, ficam o italian (R$ 16,00), coberto por molho de tomate e parmesão, e o american (R$ 17,00), mistura de cheddar, cebola caramelada e picles.

     

    Preços checados em 26 de fevereiro de 2014.

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  • O espetáculo usa a própria peça para mostrar um pouquinho da arte do teatro. A garotada pode ver em cena o elenco se maquiar e trocar de fgurino entre uma cena e outra, como se estivesse nas coxias. A história dos irmãos abandonados que se perdem na foresta é transportada aos tempos atuais. Na trama, João (Elber Marques) e Maria (Pitty Webo, que também dirige a montagem) brincam num sótão com adereços antigos. Mas a aventura começa mesmo quando a dupla passa a adaptar clássicos infantis, com direito a uma bruxa moderna, famosa por apresentar um programa de culinária na internet — com uma casa toda feita de chocolates, é claro. Com atuações corretas, cheias de trejeitos infantis, os atores animam a plateia cantando canções conhecidas pelos pais, entre elas Ovelha Negra, de Rita Lee, e História de uma Gata, de Chico Buarque. Estreou em 4/1/2014. Até 28/2/2016.
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  • Autodidata, o mineiro Amadeo Luciano Lorenzato (1900-1990) começou a carreira como pintor de paredes. Aos 20 anos, mudou-se com a família para a Itália, onde estudou formalmente e entrou em contato com afrescos, nas igrejas de Florença, e arte cubista, nos museus de Paris. Dos italianos, absorveu a construção da perspectiva por sobreposição de planos coloridos, característica da primeira fase do Renascentismo. Dos franceses, incorporou o minimalismo da imagem sem chegar à abstração, infuência de Cézanne. A falta de dinheiro o fez improvisar e testar novos materiais, como o uso do pente de cabelo sobre a tinta, sua marca registrada. A textura criada dá movimento às paisagens da periferia de Belo Horizonte, onde o artista viveu. Estão reunidos na mostra 36 quadros serenos, de traços simples, que encantam. Preço das obras: R$ 10.000,00 a R$ 35.000,00. Até 11/5/2014.
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  • No bem-sucedido Mateus, 10, lançado em 2012, o dramaturgo Alexandre Dal Farra e o grupo Tablado de Arruar abordaram a fé e sua relação com a sociedade. Em Abnegação, novo e intrigante drama do autor, discutem-se as relações de poder nos bastidores da política. Uma reunião em uma casa de campo é marcada para debater um assunto de dimensões nacionais. Por lá, cinco personagens precisam tomar uma decisão capaz de provocar graves consequências no âmbito coletivo, mas também de atingir a individualidade de cada um deles. As densas interpretações de André Capuano, Alexandra Tavares, Carlos Morelli, Vinicius Meloni e Vitor Vieira reforçam o caráter de suspense proposto pelo texto. Em um clima absolutamente realista, as situações ali apresentadas muitas vezes provocam a plateia. A encenação minimalista dirigida por Dal Farra e Clayton Mariano dispensa efeitos e usa a força dos diálogos, às vezes um pouco excessiva, para inserir o espectador na trama. Alcança sucesso graças à afinação do quarteto representado por Capuano, Meloni, Morelli e Vieira. Estreou em 14/2/2014. Até 11/10/2014.
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  • O ator, que morreu vítima de um câncer aos 81 anos no último dia 13, brilhou no teatro e na televisão por seis décadas
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  • Três perguntas para Marisa Orth

    Atualizado em: 14.Mar.2014

    A atriz retoma parceria com o ator e diretor Miguel Falabella na comédia O Que o Mordomo Viu, que entra em cartaz no Teatro Procópio Ferreira na sexta (21)
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  • É difícil não associar as composições do grego Yanni às trilhas sonoras de elevador e sala de espera. Ao vivo, porém, a sua música pouco se encaixa na new age, gaveta musical onde o colocaram (contra sua vontade, diga-se). À frente de uma orquestra de treze instrumentistas e duas vocalistas, ele passeia por rock, jazz e ritmos latinos. Harpa, violinos, trompa, trompete, trombone, violoncelo, teclado, guitarras, baixo e bateria são empunhados por profissionais de diversas origens, de Cuba à Armênia. Conhecido por levar seus espetáculos a lugares como o Taj Mahal, na Índia, e a Acrópole grega, o compositor já vendeu mais de 25 milhões de CDs e DVDs. Queridinho da plateia brasileira, passou por aqui em 2010 e em 2012. O repertório, ainda incerto, deve reunir sucessos de seus quinze álbuns, como Santorini e Nostalgia, e amostras de seu próximo disco, Inspirato, com estreia prevista para este ano. De 20 a 23/3/2014.
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  • Quem conhece a carreira do dinamarquês Lars von Trier sabe que o diretor gosta de provocações. Sexo explícito já está presente em Os Idiotas (1998) — e a sordidez do ser humano virou uma constante em sua filmografia. Depois de deixar no ar uma questão importante no Volume 1, o cineasta encerra a trajetória sexual da personagem Joe no instigante e arrasador Ninfomaníaca — Volume 2. A história começa exatamente onde o outro filme terminou. Mesmo sem atingir o orgasmo com Jerôme (Shia LaBeouf), Joe (Stacy Martin) se casa e tem um filho com ele. O tempo passa, o marido fica distante e Joe, agora vivida por Charlotte Gainsbourg, decide ir à caça do prazer. Dá início à peregrinação erótica transando com dois africanos (numa sequência que tende mais para o humor) e se desdobra para ser espancada por um sádico meticuloso (Jamie Bell). Joe vai além, mas convém não estragar as, digamos, surpresas da história. Pesado na abordagem de temas tabus (incluindo pedofilia), Volume 2 leva a plateia para uma jornada obscura ao lado B da protagonista. Assim como no primeiro longa-metragem, o desfecho é o ponto alto. Estreou em 13/3/2014.
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  • Don Fabijan (Kresimir Mikic) é padre da igreja numa ilha do Mar Adriático. Inconformado com a falta de nascimentos, bola um plano. Ele e um comerciante local passam a perfurar os preservativos que serão comprados pelos consumidores, sem se preocupar com o futuro. Nove meses depois, quando ocorre o baby boom, o protagonista percebe ter se metido numa enrascada. Levada em tom farsesco, a comédia croata esteve no topo do ranking dos filmes mais vistos de 2013 em seu país. Além da origem e locação inusitadas, a fita tem um bom ritmo e, nas estrelinhas, faz sua crítica aos dogmas religiosos. Estreou em 13/3/2014.
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  • Chamar um filme de um sub-Velozes e Furiosos é condená-lo ao fracasso. Mas não há alternativa para esta “versão” do video game Need for Speed. Aaron Paul não deu sorte. Depois de consagrar-se na TV com o seriado Breaking Bad, o ator encara seu primeiro protagonista no cinema com o pé esquerdo no acelerador. Na trama, o astro interpreta Tobey Marshall, que toca uma oficina mecânica com um grupo de amigos. O conflito, vá lá, é entre ele e Dino Brewster (Dominic Cooper), desafeto do passado que agora tem um caso com sua ex-namorada (um papelzinho para Dakota Johnson, a estrela de Cinquenta Tons de Cinza). Marshall vai disputar um racha e, numa manobra inescrupulosa de Brewster, um amigo do mocinho acaba morrendo. Condenado, Marshall vai para a prisão e sai de lá com a mão no volante e uma ideia na cabeça: vingar-se do inimigo numa corrida clandestina. Além de um roteiro para lá de manjado, as cenas de ação são pouco empolgantes. Aaron Paul, como um sub-Paul Walker, não emplaca. Estreou em 13/3/2014.
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  • Certa noite, uma mulher (Sophie Marceau) resolve ir à delegacia decidida a fazer uma confissão. O caso da morte de seu marido foi encerrado como suicídio, mas ela tem uma nova versão para contar à policial de plantão (papel de Miou-Miou). Na verdade, a viúva empurrou o homem da sacada e ficou calada por quase dez anos. Quer, agora, ser condenada e ficar presa. Ao narrar sua história, porém, a investigadora (e também o espectador) só tende a dar razão à criminosa. O sujeito a espancava e havia tempos o casamento andava mal das pernas. Entre idas e vindas, o roteiro desse drama, em pré-estreia na cidade, tenta se sustentar em um bom ponto de partida. Só o trabalho das atrizes, contudo, consegue, digamos, prender a atenção. O roteiro não tem surpresas e, pior, a conduta exageradamente moral da esposa chega a provocar mais irritação do que cumplicidade no espectador. Além disso, a trama se arrasta e o tempo não passa. Estreou em 27/3/2014.
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  • A ideia original do produtor Rodrigo Teixeira (de Frances Ha e Quando Eu Era Vivo) prometia algo, no mínimo, contundente. Não é, porém, o que acontece neste drama ambientado em 2010, às vésperas da invasão militar no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Com uma onipresente trilha sonora sensacionalista, a trama concentra-se em quatro policiais infiltrados na favela que são dedurados para Playboy (Cauã Reymond), o traficante do pedaço. Refugiados na pizzaria de Doca (Otávio Müller), Samuel (Caio Blat), Danilo (Gabriel Braga Nunes), Branco (Milhem Cortaz) e Carlinhos (Marcello Melo Jr., o melhor do elenco) tentam encontrar uma saída para o impasse. Por vezes, o diretor José Eduardo Belmonte (Billi Pig) tenta fugir do ambiente central, mas a história resume-se mesmo a uma eterna lenga-lenga de reviravoltas tolas e discussões vazias entre quatro paredes. A tragédia anunciada, na ânsia de ser um espelho da realidade, só reforça a falta de criatividade. Estreou em 13/3/2014.
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  • Elton John ocupa o Eldorado 7 e o Pátio Paulista 7 às 19h30 da quinta (20/3/2014). Trata-se da turnê que passou pelo Caesars Palace, em Las Vegas, do show The Million Dollar Piano. No repertório do cantor e compositor inglês constam hits memoráveis como Your Song, Rocket Man, Bennie and the Jets e Crocodile Rock. A entrada sai por R$ 40,00.
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  • O Cinemark exibirá a versão londrina de Giselle. Quem aprecia os balés clássicos pode se dirigir às salas Cidade Jardim 7, Eldorado 7, Iguatemi 6, Market Place 7, Metrô Santa Cruz 9, Metrô Tucuruvi 4, Mooca Plaza 5, Pátio Higienópolis 3, Pátio Paulista 7 e Villa-Lobos 2. De sábado (15) a terça (18), em horários diferentes, o programa é o balé Giselle, montagem do The Royal Ballet, de Londres.
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  • Nada de Godard, Truffaut ou Resnais. Na mostra Nouvelle Vague Checa — O Outro Lado da Europa, que começa na quarta (19/3/2014), no Centro Cultural Banco do Brasil, o foco são as produções inspiradas no movimento francês e realizadas por diretores do Leste Europeu. Estão na programação 21 longas-metragens rodados na Checoslováquia nos anos 60. Entre os diretores, há nomes como o consagrado Milos Forman (de Amadeus) e Vera Chytilová, diretora de Fruto do Paraíso, marcado para o domingo (23/3), às 19 horas. Trata-se de uma alegoria do mito de Adão e Eva de formato psicodélico, típico daquela época. O ciclo segue até 3 de abril de 2014.
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  • Com trabalhos vindos do Canadá, Turquia, China, Grécia e África do Sul, entre outros países, a quinta edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental tem início na quinta (16) no Caixa Belas Artes, Cinemateca, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Reserva Cultural e Biblioteca Mário de Andrade. Entre curtas, médias e longas-metragens, serão exibidos cerca de 100 filmes até 29 de junho, com entrada grátis. Uma das atrações é o colombiano Isolados, sobre uma ilhota no Caribe habitada por 540 pessoas em 97 casas — haverá duas exibições: sábado (18), às 19 horas, no CCSP, e domingo (19), às 20 horas, na Biblioteca Mário de Andrade. De 16 a 29/6/2016. Confira a programação: Quinta, 16 de junho Biblioteca Mário de Andrade 17h30 - Travessia, Muita Vida após a Balsa (2015), de Ana Paula Moreira | 2000 e Água (2014), de Luiza Guerra | Verde Chorume (2015), de Roberta Bonoldi | Renascer (2015), de Leandro | Triste Baía (2015), de Gisele Motta 19h - Uma Verdade Inconveniente (2006), de Davis Guggenheim Caixa Belas Artes 19h - Ameaçados (2014), de Julia Mariano | Índios no Poder (2015), de Rodrigo Arareju | Fora do Campo (2014), de Hugo Gimenez Centro Cultural São Paulo 15h - Jaci: Sete Pecados de uma Obra Amazônica (2014), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros 17h - Desculpe Pelo Transtorno: A História do Bar do Chico (2015), de Todd Southgate 19h - Ameaçados (2014), de Julia Mariano | Índios no Poder (2015), de Rodrigo Arareju | Fora do Campo (2014), de Hugo Gimenez Cinemateca Brasileira 19h30 - O Mundo do Silêncio (1956), de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle 21h15 - Mor-Vran, O Mar dos Corvos (25') e O Fazedor de Tempestade (22'), de Jean Epstein | Somente as Horas (45'), de Alberto Cavalcanti Reserva Cultural 15h30 - A Lebre e a Semente (2014), de Els Dietvorst | O Arquipélago (2015), de Benjamin Huguet 17h30 - Jornada do Moken (2014), de Runar Jarle Wiik 19h30 - Não Posso Te Dar Minha Floresta (2015), de Nandan Saxena e Kavita Bahl | Para Onde Foram as Andorinhas? (2015), de Mari Corrêa 20h30 - Debate - Povos e Lugares 22h - Monções (2014), de Sturla Gunnarsson Sexta, 17 de junho Biblioteca Mário de Andrade 17h30 - Dauna: O que o Rio Leva (2015), de Mario Crespo 19h - Sunú (2015), de Teresa Camou Caixa Belas Artes 19h - Seca (2015), de Maria Augusta Ramos Centro Cultural de São Paulo 15h - (R)Evoluções Invisíveis (2014), de Philippe Borrel 17h - De Volta a Paoyhán (2014), de Lucía Flórez e Diego Pérez | Quinuera (2014), de Ariel Soto | No Jile (2014), de Carolina Dávila 19h - A Revolta dos Yes Men (2014), de Laura Nix e os Yes Men Cinemateca Brasileira 17h - O Encantador Mês de Maio (1963), de Chris Marker e Pierre Lhomme 20h - Um Animal, Os Animais (1994), de Nicolas Philibert 21h15 - Abidjan, Porto de Pesca (24'), Batalha no Rio Grande (35') e Mammy Water (19'), de Jean Rouch Reserva Cultural 15h30 - Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade (2014), de Kip Andersen e Keegan Kuhn 17h30 - Filhos do Mar (2014), de David Kremer 19h - O Verdadeiro Preço (2015), de Andrew Morgan 20h30 - Debate - Consumo 22h - Doce Mentira (2015), de Michèle Hozer Sábado, 18 de junho Biblioteca Mário de Andrade 18h - Água e Cooperação: Reflexões para um Novo Tempo (2014), de João Amorim | Cultivando Água Boa (2015), de Fábio Canhete 20h - Ecumenópolis: A Cidade Sem Limites (2011), de Imre Azem Caixa Belas Artes 19h - Castillo e el Armado (2014), de Pedro Harres | Feito Torto pra Ficar Direito (2015), de Bhig Villas Bôas | Ninguém Nasce no Paraíso (2015), de Alan Schvarsberg Centro Cultural de São Paulo 15h - Extremos: Viagem à Karukinka (2015), de Federico Molentino e Juan Manuel Ferraro | Terra Instável (2014), de Tiziana Panizza | Verde sobre Negro (2014), de Laura Mastantuono 17h - Agricultura Tamanho Família (2014), de Silvio Tendler | Sucata (2015), de Walter Tournier 19h - Isolados (2015), de Marcela Lizcano Cinemateca Brasileira 17h15 - Microcosmos (1996), de Claude Nuridsany e Marie Pérennou 19h - Assassinos de Água Doce (25'), O Vampiro (9'), Cavalo­Marinho (13') e Ouriços do Mar (11'), de Jean Painleve 20h30 - O Salário do Medo (1953), de Henri-GeorgesClouzot Reserva Cultural 15h30 - No Limite da Antártica (2015), de Dena Seidel 17h30 - Sementes do Tempo (2015), de Sandy McLeod 19h - O Mercado da Dúvida (2014), de Robert Kenner 20h30 - Debate - Mudanças Climáticas 22h - Isso Muda Tudo (2015), de Avi Lewis Domingo, 19 de junho Biblioteca Mário de Andrade 18h - Jaci: Sete Pecados de uma Obra Amazônica (2014), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros 20h - Isolados (2015), de Marcela Lizcano Caixa Belas Artes 19h - Desculpe Pelo Transtorno: A História do Bar do Chico (2015), de Todd Southgate Centro Cultural de São Paulo 15h - O Verdadeiro Preço (2015), de Andrew Morgan 17h - Seca (2015), de Maria Augusta Ramos 19h - O Conto da Tundra (2013), de René Harder Cinemateca Brasileira 16h - Calcutá (1969), de Louis Malle 18h - Meu Tio (1958), de Jacques Tati 20h15 - O Diabo, Provavelmente (1977), de Robert Bresson Reserva Cultural 15h30 - Conflito Interno (2014), de Ryley Grunenwald 17h30 - Colheita Negra (2015), de Jean-Louis Schuller e Sean Clark | Terra Branca (2014), de J. Christian Jensen 19h30 - Depois do Desastre (2015), de Jon Bowermaster 20h30 - Debate - Recursos Naturais 22h - Viva a França (2014), de Titti Johnson e Helgi Felixson Segunda, 20 de junho Caixa Belas Artes 19h - O Homem do Saco (2015), de Carol Wachockier, Felipe Kfouri e Rafael Halpern | Volume Vivo: A Água de Dentro (2015), de Caio Silva Ferraz Reserva Cultural 15h30 - Auto-Fitness (2015), de Alejandra Tomei e Alberto Couceiro | Todo o Tempo do Mundo (2014), de Suzanne Crocker 17h30 - Nação Especulação (2014), de Sabine Gruffat e Bill Brown 19h30 - Ei, vizinho! (2014), de Bingöl Elmas | A Última Dança na Avenida (2014), de Aristofanis Soulikias 20h30 - Debate - Cidades 22h - O Prefeito Chinês (2015), de Zhou Hao Terça, 21 de junho Caixa Belas Artes 19h - De Volta a Paoyhán (2014), de Lucía Flórez e Diego Pérez | Quinuera (2014), de Ariel Soto | No Jile (2014), de Carolina Dávila Centro Cultural de São Paulo 15h - Viva a França (2014), de Titti Johnson e Helgi Felixson 17h - Castillo e el Armado (2014), de Pedro Harres | Feito Torto pra Ficar Direito (2015), de Bhig Villas Bôas | Ninguém Nasce no Paraíso (2015), de Alan Schvarsberg 19h - O Céu e a Geleira (2015), de Luc Jacquet Reserva Cultural 15h30 - Negócio Sujo (2015), de Vadim Dumesh | Sonhos do Lago Salgado (2015), de Andrea Segre 17h30 - Duas Irmãs (2015), de Chloe Ruthven 19h - A Experiência Cecosesola (2014), de Ronan Kerneur e David Férret | Jardins nas Margens (2013), de Amel El Kamel 20h30 - Debate - Economia 22h - A Sopa do Demônio (2014), de Davide Ferrario Quarta, 22 de junho Biblioteca Mário de Andrade 17h30 - Não Posso Te Dar Minha Floresta (2015), de Nandan Saxena e Kavita Bahl | Para Onde Foram as Andorinhas? (2015), de Mari Corrêa 19h - Metamorphosen (2013), de Sebastian Mez Caixa Belas Artes 19h - Jaci: Sete Pecados de uma Obra Amazônica (2014), de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros Centro Cultural de São Paulo 15h - Depois do Desastre (2015), de Jon Bowermaster 17h - Conflito Interno (2014), de Ryley Grunenwald 19h - Colheita Negra (2015), de Jean-Louis Schuller e Sean Clark | Terra Branca (2014), de J. Christian Jensen Reserva Cultural 15h - A Mudança (2014), de Marat Sarulu 18h30 - Ágora (2015), de Yorgos Avgeropoulos 20h30 - O Conto da Tundra (2013), de René Harder 22h - (R)Evoluções Invisíveis (2014), de Philippe Borrel Quinta, 23 de junho Caixa Belas Artes 19h - Agricultura Tamanho Família (2014), de Silvio Tendler | Sucata (2015), de Walter Tournier Centro Cultural de São Paulo 15h - Doce Mentira (2015), de Michèle Hozer 17h - O Mercado da Dúvida (2014), de Robert Kenner 19h - Duas Irmãs (2015), de Chloe Ruthven Cinemateca Brasileira 19h - Assassinos de Água Doce (25'), O Vampiro (9'), Cavalo­Marinho (13') e Ouriços do Mar (11'), de Jean Painleve 20h30 - O Salário do Medo (1953), de Henri-Georges Clouzot Cine Olido 15h - Ameaçados (2014), de Julia Mariano | Índios no Poder (2015), de Rodrigo Arareju | Fora do Campo (2014), de Hugo Gimenez 17h - Travessia, Muita Vida após a Balsa (2015), de Ana Paula Moreira | 2000 e Água (2014), de Luiza Guerra | Verde Chorume (2015), de Roberta Bonoldi | Renascer (2015), de Leandro | Triste Baía (2015), de Gisele Motta Reserva Cultural 14h30 - A Revolta dos Yes Men (2014), de Laura Nix e os Yes Men 16h30 - Jornada do Moken (2014), de Runar Jarle Wiik 18h30 - Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade (2014), de Kip Andersen e Keegan Kuhn 20h30 - Nação Especulação (2014), de Sabine Gruffat e Bill Brown 22h - Como Mudar o Mundo (2015), de Jerry Rothwell Sexta, 24 de junho Biblioteca Mário de Andrade 19h - Cultivando Flores do Futuro - Água Boa (2009), de Valérie Valette e Pawel Wiechetek | Cultivando Água Boa (2015), de Fábio Canhete 20h - Debate - Recuperação Ambiental Caixa Belas Artes 19h - A Experiência Cecosesola (2014), de Ronan Kerneur e David Férret | Jardins nas Margens (2013), de Amel El Kamel Centro Cultural de São Paulo 15h - No Limite da Antártica (2015), de Dena Seidel 17h - Monções (2014), de Sturla Gunnarsson 19h - Ágora (2015), de Yorgos Avgeropoulos Cinemateca Brasileira 17h - Meu Tio (1958), de Jacques Tati 19h - O Diabo, Provavelmente (1977), de Robert Bresson 21h - Calcutá (1969), de Louis Malle Cine Olido 15h - Agricultura Tamanho Família (2014), de Silvio Tendler | Sucata (2015), de Walter Tournier 17h - Ei, vizinho! (2014), de Bingöl Elmas | A Última Dança na Avenida (2014), de Aristofanis Soulikias Reserva Cultural 15h - O Conto da Tundra (2013), de René Harder 16h30 - Isso Muda Tudo (2015), de Avi Lewis 18h30 - A Lebre e a Semente (2014), de Els Dietvorst | O Arquipélago (2015), de Benjamin Huguet 20h30 - Filhos do Mar (2014), de David Kremer 22h - Auto-Fitness (2015), de Alejandra Tomei e Alberto Couceiro | Todo o Tempo do Mundo (2014), de Suzanne Crocker Sábado, 25 de junho Biblioteca Mário de Andrade 18h - Desculpe Pelo Transtorno: A História do Bar do Chico (2015), de Todd Southgate 20h - Sementes do Tempo (2015), de Sandy McLeod Caixa Belas Artes 19h - Dauna: O que o Rio Leva (2015), de Mario Crespo - sessão com a presença do diretor Centro Cultural de São Paulo 15h - Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade (2014), de Kip Andersen e Keegan Kuhn 17h - Como Mudar o Mundo (2015), de Jerry Rothwell 19h - Debate - Ativismo Cinemateca Brasileira 17h - O Mundo do Silêncio (1956), de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle 19h - Abidjan, Porto de Pesca (24'), Batalha no Rio Grande (35') e Mammy Water (19'), de Jean Rouch 20h30 - O Encantador Mês de Maio (1963), de Chris Marker e Pierre Lhomme Cine Olido 15h - De Volta a Paoyhán (2014), de Lucía Flórez e Diego Pérez | Quinuera (2014), de Ariel Soto | No Jile (2014), de Carolina Dávila 17h - A Mudança (2014), de Marat Sarulu Reserva Cultural 15h - Não Posso Te Dar Minha Floresta (2015), de Nandan Saxena e Kavita Bahl | Para Onde Foram as Andorinhas? (2015), de Mari Corrêa 16h30 - Monções (2014), de Sturla Gunnarsson 18h30 - Doce Mentira (2015), de Michèle Hozer 20h30 - Sementes do Tempo (2015), de Sandy McLeod 22h - Depois do Desastre (2015), de Jon Bowermaster Domingo, 26 de junho Biblioteca Mário de Andrade 15h30 - Vozes da Transição (2011), de Nils Aguilar 17h - Seca (2015), de Maria Augusta Ramos 19h - Jornada do Moken (2014), de Runar Jarle Wiik Caixa Belas Artes 19h - Sunú (2015), de Teresa Camou - sessão com a presença do diretor Centro Cultural de São Paulo 15h - A Lebre e a Semente (2014), de Els Dietvorst | O Arquipélago (2015), de Benjamin Huguet 17h - Dauna: O que o Rio Leva (2015), de Mario Crespo - sessão com a presença do diretor 19h30 - Negócio Sujo (2015), de Vadim Dumesh | Sonhos do Lago Salgado (2015), de Andrea Segre Cinemateca Brasileira 16h - Mor-Vran, O Mar dos Corvos (25') e O Fazedor de Tempestade (22'), de Jean Epstein | Somente as Horas (45'), de Alberto Cavalcanti 18h - Microcosmos (1996), de Claude Nuridsany e Marie Pérennou 19h30 - Um Animal, Os Animais (1994), de Nicolas Philibert Cine Olido 14h - Castillo e el Armado (2014), de Pedro Harres | Feito Torto pra Ficar Direito (2015), de Bhig Villas Bôas | Ninguém Nasce no Paraíso (2015), de Alan Schvarsberg 16h - Auto-Fitness (2015), de Alejandra Tomei e Alberto Couceiro | Todo o Tempo do Mundo (2014), de Suzanne Crocker Reserva Cultural 14h30 - O Mercado da Dúvida (2014), de Robert Kenner 16h30 - Ei, vizinho! (2014), de Bingöl Elmas | A Última Dança na Avenida (2014), de Aristofanis Soulikias 18h30 - O Prefeito Chinês (2015), de Zhou Hao 20h30 - Viva a França (2014), de Titti Johnson e Helgi Felixson 22h - Conflito Interno (2014), de Ryley Grunenwald Segunda, 27 de junho Caixa Belas Artes 19h - Extremos: Viagem à Karukinka (2015), de Federico Molentino e Juan Manuel Ferraro | Terra Instável (2014), de Tiziana Panizza | Verde sobre Negro (2014), de Laura Mastantuono Reserva Cultural 15h - O Verdadeiro Preço (2015), de Andrew Morgan 16h30 - Ágora (2015), de Yorgos Avgeropoulos 18h30 - Colheita Negra (2015), de Jean-Louis Schuller e Sean Clark | Terra Branca (2014), de J. Christian Jensen 20h30 - No Limite da Antártica (2015), de Dena Seidel 22h - Duas Irmãs (2015), de Chloe Ruthven Terça, 28 de junho Caixa Belas Artes 19h - Isolados (2015), de Marcela Lizcano - sessão com a presença do diretor Centro Cultural de São Paulo 15h - Filhos do Mar (2014), de David Kremer 17h - Sunú (2015), de Teresa Camou - sessão com a presença do diretor 19h - O Homem do Saco (2015), de Carol Wachockier, Felipe Kfouri e Rafael Halpern | Volume Vivo: A Água de Dentro (2015), de Caio Silva Ferraz Cine Olido 15h - Extremos: Viagem à Karukinka (2015), de Federico Molentino e Juan Manuel Ferraro | Terra Instável (2014), de Tiziana Panizza | Verde sobre Negro (2014), de Laura Mastantuono 17h - Nação Especulação (2014), de Sabine Gruffat e Bill Brown Reserva Cultural 14h - A Experiência Cecosesola (2014), de Ronan Kerneur e David Férret | Jardins nas Margens (2013), de Amel El Kamel 15h30 - (R)Evoluções Invisíveis (2014), de Philippe Borrel 17h - A Revolta dos Yes Men (2014), de Laura Nix e os Yes Men 18h30 - Negócio Sujo (2015), de Vadim Dumesh | Sonhos do Lago Salgado (2015), de Andrea Segre 20h - A Mudança (2014), de Marat Sarulu Quarta, 29 de junho Caixa Belas Artes 19h - Como Mudar o Mundo (2015), de Jerry Rothwell Cine Olido 15h - O Homem do Saco (2015), de Carol Wachockier, Felipe Kfouri e Rafael Halpern | Volume Vivo: A Água de Dentro (2015), de Caio Silva Ferraz 17h - O Prefeito Chinês (2015), de Zhou Hao 19h - Isso Muda Tudo (2015), de Avi Lewis Reserva Cultural 15h - O Céu e a Geleira (2015), de Luc Jacquet 16h30 - A Sopa do Demônio (2014), de Davide Ferrario 18h - Travessia, Muita Vida após a Balsa (2015), de Ana Paula Moreira | 2000 e Água (2014), de Luiza Guerra | Verde Chorume (2015), de Roberta Bonoldi | Renascer (2015), de Leandro Cordeiro | Triste Baía (2015), de Gisele Motta
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  • O Festival de Cinema da Francofonia ocupa o CineSesc a partir de sexta (21/3/2014). Entre as melhores pedidas está a projeção em cópia restaurada de Hiroshima, Meu Amor (1959), obra-prima do diretor Alain Resnais, que morreu em 1º de março. A projeção do longa-metragem ocorre na sexta (21/3), às 19h, e no sábado (22/3), às 21h. As outras atrações são inéditas na cidade. Exemplo: a comédia Longwave — Nas Ondas da Revolução, programada para sábado (22/3), às 17h, e domingo (23/3), às 19h. Na trama, dois jornalistas suíços são enviados, em 1974, para Portugal. Lá, envolvem- se numa confusão em meio à Revolução dos Cravos. O ingresso custa R$ 10,00. Até 30/3/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO