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Para quem quer (ou precisa) mudar de endereço

Trinta serviços que podem facilitar sua troca de residência

Por: Claudia Jordão

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(Foto: Negreiros)

Nos últimos dez anos, a transportadora Lord, uma das maiores da cidade, dobrou o número de funcionários (atualmente, possui 120 empregados) e aumentou de vinte para cinquenta sua frota de caminhões-baú. “Nunca trabalhamos tanto”, afirma Giuliano Reali, diretor operacional da empresa. “Fazemos atualmente uma média de cinquenta mudanças por semana.” O crescimento da companhia é um reflexo direto do ritmo acelerado do mercado imobiliário paulistano.

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Apesar de uma retração de quase 50% nas vendas no primeiro trimestre deste ano, o ramo voltou a ficar aquecido a partir de abril. Na contabilidade do primeiro semestre, ocorreu o lançamento de 14.000 unidades e a venda de 11.680 apartamentos e casas — o equivalente a quase três negócios fechados por hora no período. Segundo a previsão do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), a área deve terminar 2011 com um movimento nas unidades comercializadas apenas 9% abaixo do registrado no ano passado, um bom resultado para um setor cujo tamanho aumentou 50% desde 2005.

Não são apenas as transportadoras que estão lucrando com esse movimento. Ateliês de restauro de mobiliário e escritórios de paisagismo e jardinagem, por exemplo, são cada vez mais procurados por quem quer repaginar a decoração ou ajeitar o novo lar. A onda favorável também levou ao surgimento de serviços exclusivos para esse público, caso do personal organizer, uma espécie de gerente da mudança, habilitado a destravar todas as etapas do processo, da escolha da transportadora à organização de gavetas, armários e correspondência, entre outras coisas.

Para muita gente, o custo de recrutar uma pessoa assim compensa o pesadelo de ficar perdido num mar de caixas fechadas. “Eu me mudei no ano passado e estava tão tranquila com isso que saí de férias”, diz a analista de sistemas Ana Flávia Pizzo Barbosa, que contratou uma personal para ajeitar sua nova residência, no Panamby. “Quando voltei da viagem, estava tudo em ordem, com minha empregada treinada e sabendo o lugar exato de cada coisa.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO