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Movimentos populares invadem sedes de construtoras em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff receberá nesta tarde uma comissão formada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

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Grupos sem-teto e militantes da luta por moradia fizeram uma série de manifestações na manhã desta quinta-feira (8) em São Paulo. Organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), três invasões a sedes de construtoras aconteceram entre 10 e 12 horas. As ações foram orquestradas e aconteceram horas antes da visita da presidente Dilma Rousseff, que estará em São Paulo nesta tarde para a inaguração da Arena Corinthians, o Itaquerão. 

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Dilma recebeu uma comissão formada por integrantes dos dois movimentos por volta das 13 horas de hoje. Em um encontro rápido, conversaram sobre o acesso dos sem-teto aos programas de moradia do governo federal, especialmente o Minha Casa, Minha Vida.  

Vindos de uma caravana de Itapevi, no interior de São Paulo, o MST ocupou o edifício da construtora Odebrecht, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Os manifestantes se limitaram ao saguão do térreo, falaram palavras de ordem, promoveram pichações e seguiram de volta para o acampamento onde o grupo está dormindo, no mesmo bairro. "Também tivemos uma reunião com o governador Geraldo Alckmin para falar sobre reforma agrária no Estado. Ele prometeu que os secretários irão nos receber semana que vem para novas negociações", disse Kelly Mafort, da direção nacional do MST. Em comunicado, a Odebrecht confirmou a ação e informou que reforçou seu sistema de segurança e acionou as autoridades responsáveis.

Já integrantes MTST tentaram, mas não conseguiram entrar no prédio onde fica a sede da construtora Andrade Gutierrez, no Itaim Bibi. A segurança agiu rapidamente e fechou a entrada. Com isso, o grupo usou pedras da decoração do edifício para montar uma barreira no local. O MTST também ocupou a recepção da construtora OAS, na Avenida Angélica. 

No início desta tarde, os manifestantes interditaram a Avenida Paulista nos dois sentidos. O ato provocou congestionamento na região. 

Mais cedo, integrantes do Movimento Anchieta interditaram vias da Zona Sul. O grupo de sem-teto reivindica a compra de um terreno onde moram no Grajaú.

Fonte: VEJA SÃO PAULO