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Ato do MPL termina com bombas de gás em estação do metrô

Manifestação acabou com correria na parada Faria Lima do Metrô; Tropa de Choque usou artefatos para dispersar grupo que queria pular catracas

Por: Marcus Oliveira - Atualizado em

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Tropa de choque jogou bomba de gás para dispersar manifestantes que queria pular a catraca do metrô Faria Lima (Foto: Marcus Oliveira)

O Movimento Passe Livre (MPL) realizou nesta terça (27) o quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. A concentração começou às 17h no Largo da Batata, em Pinheiros, e terminou por volta das 22h. Na dispersão, houve tumulto quando manifestantes tentaram pular as catracas da Estação Faria Lima, da Linha Amarela. A Tropa de Choque agiu dentro da estação e jogou bombas de gás. Usuários passaram mal e deixaram o local rapidamente. Assista ao vídeo.

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De acordo com a Polícia Militar, "foram usados os meios necessários para restabelecer a ordem" e, ao menos, duas pessoas foram detidas. Segundo a ViaQuatro, que administra a Linha Amarela, a estação não chegou a ficar fechada e a situação foi normalizada aos poucos. Manifestantes disseram que a confusão começou quando um deles atirou uma pedra em um funcionário do metrô. 

Dados da Polícia Militar dizem que cerca de 1 000 pessoas participaram da caminhada. Por volta das 21h, o Terminal Pinheiros de ônibus foi fechado e os coletivos pegavam os passageiros na rua. Um novo ato foi agendado para esta quinta (29), às 17h, saindo do Masp.

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Faixa que o MPL exibiu na Avenida Eusébio Matoso (Foto: Marcus Oliveira)

Horas antes do ato, cerca de 8 000 pessoas confirmaram presença no evento criado no Facebook. O manifesto foi convocado após o aumento da tarifa para 3,50 reais - o movimento pede tarifa zero irrestrista para toda a população. No texto que chama para a passeata, o MPL diz que o passe livre estudantil anunciado pela prefeitura é uma vitória, mas ainda não é o suficiente. "Enquanto o transporte for mercadoria, a luta continua", afirma o texto.

MPL

O Movimento Passe Livre (MPL), que convocou o ato, é o mesmo que iniciou os protestos de junho de 2013. Na época, o aumento de 3 para 3,20 reais foi revogado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

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Desde o último dia 6 de janeiro, o bilhete de ônibus, metrô ou trem custa 3,50 reais. A prefeitura e o governo do estado devem adotar tarifa zero para os estudantes da rede pública.

Fonte: VEJA SÃO PAULO