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Primeiro protesto contra aumento das passagens tem bombas e pelo menos 17 detidos

Um homem foi ferido no peito por uma bala de borracha

Por: Pedro Belo e Sergio Quintella - Atualizado em

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O primeiro protesto contra o aumento da tarifa do transporte público organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) teve bombas de efeito moral e terminou com pelo menos 17 detidos. O ato começou em frente ao Teatro Municipal por volta das 18h30 e seguiria para a Praça da Sé, mas houve confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes no caminho. 

Quando seguiam pela Avenida Nove de Julho, alguns mascarados saíram do percurso e bloquearam os dois sentidos da via. A PM, então, respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. Um homem ficou ferido e foi socorrido com sangramento no peito. Ele alega ter sido atingido por uma bala de borracha.

Por causa da confusão, o protesto se dispersou antes das 19h30. Os manifestantes começaram a se espalhar pelas ruas do centro, montar barricadas e atear fogo em sacos de lixo em ruas como Xavier Toledo, Conselheiro Crispiniano e no cruzamento da Avenida São Luís com Rua da Consolação. 

Depois, alguns mascarados seguiram para pontos como Praça Roosevelt e Rua Augusta. Uma agência bancária e um ônibus tiveram vidros quebrados, além de dois carros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e uma viatura policial. 

Um pequeno grupo foi para a Avenida Paulista e a PM fechou a via na altura do Masp. Às 21h20, apesar de a manifestação já ter terminado há bastante tempo, ainda havia reflexos no trânsito do centro e da região dos Jardins. 

Protesto passe livre
Homem é atingido no peito pela polícia durante manifestação (Foto: Sérgio Quintella)

O MPL estima que 7 000 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não deu nenhuma estimativa oficial, mas afirmou que 17 manifestantes foram detidos para averiguação. A maioria - dez - foi encaminhada para o 78 DP, na Rua Estados Unidos.

Protesto passe livre
Manifestantes protestam contra aumento da passagem de 3,50 para 380 reais (Foto: Sérgio Quintella)

Fonte: VEJA SÃO PAULO