Transporte

MPL ameaça com novos protestos caso a tarifa de ônibus aumente

Prefeitura estuda a possibilidade de subir o preço da passagem, atualmente em 3 reais, no começo do ano que vem

Por: Veja São Paulo

Manifestação MPL M'Boi Mirim - 21 OUT 13 - TV GLOBO
MPL foi o principal protagonista das manifestações de junho de 2013 (Foto: Reprodução TV Globo)

Protagonista das grandes manifestações de junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) publicou uma nota em seu site afirmando que não aceitará "nenhum aumento da tarifa" dos transportes em São Paulo e que a população "tem poder para decidir como deve ser o transporte", lembrando as manifestações do passado.

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Atualmente, a prefeitura vem avaliando a possibilidade de elevar o preço da passagem de ônibus, que hoje custa 3 reais. O grupo informou, em mensagem nessa quinta-feira (27) que "todo aumento da tarifa é um roubo, porque cobrar pelo uso do transporte é uma injustiça".

O MPL foi o responsável pelo estopim das marchas que paralisaram a capital paulista e outras grandes cidades no ano passado, levando a gestão municipal de Fernando Haddad (PT) e a administração estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) a anular o reajuste praticado na época, quando a tarifa de ônibus, metrô e trem subiu para 3,20 reais.

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Naquele momento, os manifestantes engajaram-se no mote "não é só pelos 20 centavos", cobrando das autoridades mais eficiência, conforto e qualidade no sistema público de transportes. Agora, o grupo critica o fato de o dinheiro público repassado às empresas de ônibus não ter parado de crescer nos últimos tempos.

"Desde junho de 2013, o subsídio das empresas só aumentou, sem qualquer diminuição nos seus lucros, ou mudança na forma de remuneração." Neste ano, a prefeitura deverá gastar, com subsídios ao sistema de ônibus, 1,5 bilhão de reais.  No ano passado, foram destinados para isso, 1,2 bilhão de reais.

Ônibus
Após reajuste de 20 centavos em 2013, prefeitura teve de recuar para frear onda de protestos (Foto: Divulgação)

O governo de Haddad ainda espera a conclusão de uma auditoria feita pela empresa Ernst & Young nas contas do sistema de ônibus para verificar se há meios de reduzir os seus custos e, consequentemente, diminuir a quantidade de dinheiro público gasto com o serviço. O resultado final desse estudo será publicado em 10 de dezembro.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO