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Oito motivos para ver a mostra do Picasso no CCBB

Aberta desde 25 de março, mostra gratuita já levou 50 000 pessoas ao centro cultural

Por: Laura Ming - Atualizado em

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Em cartaz desde 25 de março, a exposição Picasso e a Modernidade Espanhola já atraiu mais de 50 000 pessoas ao Centro Cultural Banco do Brasil. As noventa obras exibidas vieram do museu espanhol Reina Sofía, de Madri, e ocupam os cinco andares museu. Metade dos trabalhos pertence a Pablo Picasso (1881-1973), caso das telas Cabeça de Mulher (1910), Busto e Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939) e O Pintor e a Modelo (1963).

As demais obras em exibição são de artistas influenciados pelo mestre do cubismo. Há, por exemplo, pinturas de Salvador Dalí e Joan Miró no conjunto. Um dos andares do centro cultural é exclusivamente dedicado a sua pintura mais famosa, Guernica (1937). O quadro inspirado nas atrocidades cometidas durante a Guerra Civil Espanhola é projetado em uma tela interativa. Com um tipo de lanterna, o visitante pode ver os estudos e esboços que deram origem à obra. Além disso, um vídeo reúne fotografias históricas do conflito.

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Não se perca no trajeto, cujo início é no quarto andar do prédio. O circuito é de fluxo único, ou seja, todos os visitantes têm que fazer o mesmo percurso. A primeira sala abriga somente trabalhos de Picasso, algumas telas e diversas gravuras que realçam um traço delicado menos conhecido. Em seguida, descobre-se como o mito do Minotauro inspirava o artista, acostumado a representar a figura do animal meio touro, meio humano em suas obras.

Picasso e a Modernidade Espanhola
Homem no Café (Atocha), de Rafael Barradas (1923) (Foto: Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid)

O espaço reservado aos outros artistas espanhóis é um dos mais interessantes, pois contém apenas pinturas de estilos variados. Nomes menos célebres do modernismo como José Gutiérrez Solana, Antonio López García e Pablo Gargallo Catalán estão na seleção. Confira oito motivos para dar um pulinho no centro:

1. O museu Reina Sofía, localizado em Madri, possui um dos acervos mais importantes da Europa e, além de obras de Pablo Picasso, guarda preciosidades de Joan Miró e Salvador Dalí, entre outros artistas.

2. Uma projeção da obra-prima Guernica (1937) detalha como a tela foi produzida. O tamanho é 80% do original. Como o original não sai do museu de jeito nenhum, é o mais próximo que se chega da pintura sem ter de ir até a Espanha.

3. Diversas gravuras mostram como Picasso dominava a técnica do desenho. Nota-se como uma de suas principais características os traços soltos.

Picasso e a Modernidade Espanhola
Palhaços (1920), de José Gutiérrez Solana (Foto: Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid © Solana, José Gutiérrez/ AUTVIS, Brasil, 2015.)

4. Quem torce o nariz para os traços modernos conta com uma linda seleção de pinturas realistas, dessas em que as paisagens e as pessoas são representadas perfeitamente.  

5. Diversas atividades, incluindo uma atriz fantasiada como uma amante de Picasso, irão animar o público que espera na fila. Aliás, elas devem ser longas em frente ao CCBB.

6. Descobre-se que a Espanha também tinha sua Frida Kahlo. Assim como a artista mexicana, María Blanchard (1881-1932) sofria de problemas físicos e refletia suas angústias nas telas.

Picasso e a Modernidade Espanhola
Arlequim (1926) de Salvador Dalí (Foto: Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, AUTVIS, Brasil, 2015)

7. Não será permitido fotografar as obras na exposição, mas plaquinhas divertidas serão dispostas para o público poder registrar o momento à exaustão e compartilhar nas redes sociais. A organização da mostra também promete uma sala especial para fazer selfies.

8. O melhor de tudo: a entrada é grátis.

Fonte: VEJA SÃO PAULO