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25 motivos para amar a Lapa

Seja para comer, beber, rezar ou passear, o bairro da Zona Oeste está cheio de possibilidades; confira

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Toca da Onça, passagem subterrânea que liga as ruas William Speers e John Harris
Mercado da Lapa, uma das joias do pedaço (Foto: )

Vila Anastácio, Vila Ipojuca, Vila Romana, Lapa de Baixo ou Alto da Lapa. Tudo isso (e mais um pouco) compreende o pedaço da Zona Oeste ao qual costumamos chamar apenas de Lapa. A região vem perdendo aquela aura de São Paulo antiga, que manteve até uma década atrás, e hoje está repleta de prédios de alto padrão, padarias bacanudas e grandes redes de supermercados. Mas ainda dá para se sentir no passado com o barulho do trem ou com os casarios antigos que resistem à especulação imobiliária. Além desses, listamos outros 25 bons motivos para flanar pelas ruas do bairro.

1. O Mercado da Lapa é um daqueles endereços imbatíveis para quem quer garimpar bons ingredientes a ótimos preços. Não raro ele é tido como uma versão reduzida do Mercadão Municipal por abrigar bancas que vendem de tudo, de pertences para feijoada até artigos para caça e pesca.

2. Que Brás ou Bom Retiro, que nada. Ali pertinho do Mercado da Lapa fica a Rua Doze de Outubro, a meca do comercio popular local. Lojas de roupas, de sapatos e de acessórios fazem a festa de quem não resiste a uma pechincha.

3. Outro clássico do comércio local é o Shopping Center Lapa. Um dos mais antigos da cidade, foi inaugurado em 1968 e hoje abriga cerca de 100 lojas, além de cinema e uma concorrida praça de alimentação.

4. A Lapa é um bairro boêmio por vocação. Basta conferir a alta concentração de botecos de primeira, entre eles o Bezerra e o A Lapinha. O primeiro capricha na carta de cervejas especiais e o segundo tem uma cozinha ótima.

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Valadares
Valadares: petiscos de pé-sujo (Foto: Mario Rodrigues)

5. Quando o assunto é botecagem de primeira, contudo, nenhum supera o Valadares, instalado em uma esquina da Lapa desde 1962. É famoso por servir petiscos típicos de pé-sujo, hoje difíceis de achar por aí, como tremoço, jiló, cebolinha em conserva e testículo de boi à dorê – este último, acredite, configura seu maior clássico.

6. Para tomar um lanche a qualquer hora do dia ou da noite, a Dona Deôla da Rua Pio XI se mostra um dos pontos preferidos dos moradores.

7. Se a ideia for comer pizza, a Vituccio Pizzeria assa boas receitas à moda napolitana, com bordas mais altas e sem exagero de ingredientes na cobertura.

8. A Igreja Nossa Senhora da Lapa, na rua de mesmo nome, pode ser considerada um marco na origem do bairro, que nasceu e se desenvolveu a partir dali. Inaugurada em 7 de dezembro de 1911, ela é marcada pela imponente fachada de tijolos.

9. Mais modesta, a Paróquia São João Maria Vianney, na Praça Cornélia, foi erguida há oito décadas em um estilo barroco que remete a igrejas históricas de Minas Gerais.

10. Todo sábado, em frente à Paróquia São João Maria Vianney, tem a Feira de Artesanato, Antiguidade e Comida Típica da Praça Cornélia. As barraquinhas vendem exatamente o que o nome sugere: artesanato, antiguidade e comida típica. Até o carnaval, dá ainda para conferir os ensaios do Bloco Nu Vuco Vuco, que durante os festejos costuma animar as ruas do bairro.

11. Nimbus, Mad, Mosh... Quem é da música certamente já frequentou o bairro graças à alta concentração de estúdios de ensaio e gravação.

Teatro Cacilda Becker
Teatro Cacilda Becker: orgulho do bairro (Foto: Divulgação)

12. O pessoal do teatro, por sua vez, tem outro motivo para ir até a Lapa: o Teatro Cacilda Becker. A programação costuma privilegiar peças boas com ingressos bem em conta.

13. Quem vai ao teatro ali raramente escapa de dar uma esticadinha do bar Cacilda. Primeiro, porque fica logo em frente. E, segundo, porque tem ótimos pratos e petiscos.

14. Na mesma linha do Cacilda, e pertinho dali, o Dona Felicidade investe em uma cozinha de sotaque português a cargo da matriarca Felicidade Bastos, sobretudo receitas que envolvem bacalhau.

15. A Casa de Cultura Tendal da Lapa ocupa o espaço onde antes funcionava um dos antigos matadouros de gado de São Paulo. Hoje, convertido em local para atividades socioculturais, abriga oficinas de teatro, música e dança.

16. Por falar em cultura, ali pertinho está o Sesc Pompeia, que funciona bem na divisa com o bairro vizinho. Além de uma programação invejável, o lugar tem uma arquitetura de babar, assinada por Lina Bo Bardi.

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17. Tem ainda o Senac Lapa Scipião, conhecido por seus cursos e oficinas de teatro.

18. O nome oficial é Praça Waldir Azevedo. Mas todo mundo conhece como Mirante da Lapa. Encravada na altura do número 1223 da Rua Cerro Corá, recebe um público bem eclético. Há gente caminhando, correndo, papeando ou só curtindo o bonito pôr do sol.

19. Um tanto desconhecido, mesmo para quem mora na Zona Oeste, o Pelezão - Clube Escola Lapa oferece quinze modalidades de esportes de graça para moradores das redondezas. Com 45 anos de idade, guarda ainda bonitos jardins japoneses.

20. O Pelezão foi o lugar escolhido pelos escoteiros do Quarupe para fazer suas reuniões e promover  as atividades do grupo. Todo mundo já está acostumado a ver os pequenos ‘lobinhos’ passando pela região.

ponto de ônibus mais antigo da cidade
O ponto de ônibus mais antigo da cidade (Foto: Douglas Nascimento)

21. Você sabe onde fica o ponto de ônibus mais antigo da cidade ainda em atividade? Na Lapa, é claro. Ele chama atenção na Praça Coronel Cipriano de Morais por suas colunas em “V” que dão sustentação ao teto abaulado. Há até campanha para transformá-lo em patrimônio histórico da cidade.

22. Na lista de ‘clássicos’ da Lapa figura ainda o União Fraterna, com seus bailes da terceira idade. O belíssimo prédio, na esquina da Rua Guaicurus com a Rua Faustolo, foi tombado como patrimônio histórico da cidade. Exibe uma fachada já meio degradada, mas seu interior permanece o mesmo desde o início do século passado, sobretudo o piso de parquê no qual os casais costumam deslizar.

23. A The Week é outro ponto do bairro feito para dançar, mas sua proposta não tem nada a ver com a do União Fraterna. Nada mesmo. Focado no público gay, o clube costuma receber DJs internacionais para festas com até 2 000 pessoas.

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24. Um dos templos da sinuca na cidade fica na Lapa. Trata-se do Atlanta Snooker Bar, que tem 27 mesas para o jogo e não raro fica aberto até altas horas da madrugada.

25. Quem gosta de carro, não raro sai para dar uma volta nas ruas Clélia e Guaicurus, seja para ver sistemas de som e outros apetrechos ou então comprar autopeças mais triviais em lojas como a Jocar.

Fonte: VEJA SÃO PAULO