Exposições

Mostras paralelas mais interessantes que a Bienal

Ciclo está entre as exposições que seguem no embalo da Bienal

Por: VEJA SAO PAULO

Ciclo
Disarm de Pedro Reyes (Foto: Joana França)

Conheça as mostras paralelas que estão mais interessantes que a Bienal:

  • Em tempos de Bienal, a cidade começa a se encher de boas atrações. Um das melhores pedidas é a mostra Ciclo, inspirada na produção de Marcel Duchamp. Há 101 anos, o artista francês colocou uma roda de bicicleta em cima de um banquinho e afirmou que aquela composição era arte. Nasceram dali os ready mades, trabalhos feitos a partir de produtos industrializados. Na exposição, com curadoria de Marcello Dantas, estão peças de catorze artistas de diferentes países que usam objetos do cotidiano como matéria-prima e dão a eles novos significados. A portuguesa Joana Vasconcelos mistura exuberância e intimidade em A Noiva, um lustre composto de 20.000 absorventes femininos. Para abordar a decadência dos ideais americanos, Petah Coyne expõe uma peruca grisalha de 3 metros de altura, surpreendentemente confeccionada a partir de um trailer da década de 50 que virou um emaranhado de fios de aço após passar por uma máquina de reciclagem. Não faltam números superlativos, caso da instalação montada com 100.000 palitos de dente e outra que precisou de 700.000 copos plásticos — todas com um efeito visual fascinante. No dia 6 de setembro, novos itens foram incorporados à seleção. Entre eles a escultura Gumhead, do canadense Douglas Coupland, na qual o público poderá colar chicletes, e a maquete de São Paulo construída com doces e balas pelo chinês Song Dong. De 23/8/2014. Até 27/10/2014. +Armas, palitinhos de dente e chiclete viram obras de arte em mostra +Artista mexicano transforma armas em instrumentos musicais +Público devora escultura feita de doces no CCBB +Público pode colar chiclete em escultura no centro +Maquete de São Paulo feita de doces será devorada no sábado
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  • A mostra Pling Pling traz obras inéditas para a cidade. A instalação que dá o nome à exposição consiste em seis salas monocromáticas, pintadas nas cores primárias intercaladas pelas secundárias e com televisores em cada uma. O contraste entre elas é impactante. Há também algumas das esculturas da série Espaços Virtuais, que distorcem a perspectiva e confundem a percepção. De 21/8/2014. Até 27/9/2014.
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  • A paixão pelo oceano do americano Julian Schnabel, que aos 62 anos ainda surfa no litoral nova-iorquino, aparece na seleção de 25 obras de LA NIL — Pinturas 1988-2014. Untitled (Sister of Ozymandias), uma das telas, foi pintada sobre o tecido de uma antiga vela náutica. Lonas de embarcações viraram peças de até 5 metros de altura, como as três cruzes negras criadas logo após a morte do artista e amigo Cy Twombly, exibidas pela primeira vez. “Também gosto de pintar em objetos que encontro por aí”, diz Schnabel, conhecido ainda por dirigir os filmes O Escafandro e a Borboleta e Antes do Anoitecer. Ele fez, por exemplo, esculturas de esponjas recolhidas no mar, às quais acrescentou penas. Essas peças de resultado estético duvidoso, felizmente, são exceção na bela mostra, que ainda conta com duas telas de inspiração barroca (e ironia contemporânea) infiltradas no acervo do museu. Elas estão na mostra Triunfo do Detalhe, entre obras de Goya e Van Dyck. De 4/9/2014. Até 7/12/2014.
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  • Após ser interditado pela Vigilância Sanitária e ficar fechado por vinte anos, o antigo Hospital Matarazzo, na Bela Vista, abriga uma das mostras mais bacanas da cidade. A montagem custou 15 milhões de reais e foi organizada pelo grupo Allard, que comprou o complexo e planeja transformá-lo em um hotel de luxo. Tem seu quê de marketing, é verdade, sobretudo por divulgar indiretamente o novo empreendimento. Mas o resultado do conjunto revela-se muito bom. Foram selecionados 100 artistas para produzir peças exclusivas que dialogassem com a história do edifício. A construção de estilo florentino do início do século passado tem 27 000 metros quadrados e é tombada pelo patrimônio histórico. Seu aspecto abandonado deixa a visita ainda mais fascinante. Na instalação Proposta, de Cinthia Marcelle, por exemplo, caminha-se sobre a poeira que se “teria” acumulado por duas décadas. Rodrigo Bueno retratou, em A Triangulação da Dualidade, uma cena bíblica com esculturas encontradas nos jardins do lugar. Em cada canto do hospital há obras de arte. Quase todas elas devem ser destruídas quando a exibição terminar. Algumas, como Valquíria Matarazzo, criada pela badalada artista portuguesa Joana Vasconcelos para ocupar toda a capela, serão incorporadas ao projeto. Controvérsia: alguns artistas se recusaram a participar porque a exposição está associada ao lançamento de um projeto imobiliário. + Confira dez motivos para conferir essa mostra
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Fonte: VEJA SÃO PAULO