Exposição

Mostra exibe peças de cozinha encontradas em sítio arqueológico de Pinheiros

Utensílios foram localizados em terreno onde teria funcionado uma olaria há 200 anos

Por: Jussara Soares - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Um pedaço de tampa, uma pequena jarra, uma forma de bolo e outros objetos de barro podem ajudar a contar a história do início do bairro de Pinheiros. As peças foram encontradas durante escavações realizadas entre 2010 e 2013 em um terreno onde está sendo erguido um empreendimento imobiliário.

Os 50 000 fragmentos retirados do sítio arqueológico indicam que no local funcionou uma olaria há aproximadamente 200 anos. Quinze desses objetos fazem parte de uma exposição itinerante que pode ser conferida até domingo (12), das 10h às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros.

+ Programe-se: saiba como será a exposição de Salvador Dalí no Tomie Ohtake

Em  Mãos no Barro da Cidade: Uma Olaria no Coração de Pinheiros, além de visualizar as peças originais retiradas do sítio arqueológico, os visitantes poderão manusear quatro réplicas dos potes reproduzidas em resina e brincar com modelos virtuais em 3D. Por meio da leitura de QR Code, as peças saltam em imagens tridimensionais na tela do smartphone ou do tablet. 

“É um achado inédito na cidade e criamos uma plataforma de alta tecnologia para estimular o conhecimento”, explica o arqueólogo Paulo Zanettini, coordenador da mostra e do trabalho realizado no terreno, localizado entre as ruas Amaro Cavalheiro, Butantã e Paes Leme. Na área, está sendo erguido um complexo multiuso, comercial e residencial, da construtora Cyrela, que contratou os estudos arqueológicos para obter o licenciamento para a obra.

+ Fonte do Ibirapuera fica rosa em homenagem às mulheres

Durante os trabalhos, que envolveram vinte arqueólogos, foram encontrados vestígios de oito fornos e pedaços de potes de barro e louça. Com essas informações, os pesquisadores tentam remontar o cotidiano daquela que seria a mais antiga olaria da cidade, que se beneficiava do barro abundante da várzea do rio Pinheiro.

“É uma chance rara de tentarmos compreender aquele período histórico”, afirma Zanettini. As peças eram confeccionadas com várias técnicas e decoradas de diferentes maneiras. Os utensílios eram produzidos para consumo individual, para cozinhar e para transportar alimentos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO